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23 de junho de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Soja fechou em leve alta com compras de ocasião – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 20/08/2025
FECHAMENTOS DO DIA 20/08

O contrato de soja para setembro, referência para a safra brasileira, fechou em alta de 0,20% ou $ 2,00 cents/bushel, a $ 1.015,00. A cotação de novembro encerrou em alta de 0,22% ou $ 2,25 cents/bushel, a $ 1.036,00. O contrato de farelo de soja para setembro fechou em alta de 1,57% ou $ 4,60/ton curta, a $ 292,00. O contrato de óleo de soja para setembro fechou em baixa de -0,93% ou $ -0,40/libra-peso, a $ 51,20.

ANÁLISE DA ALTA 

A soja negociada em Chicago fechou em alta nesta quarta-feira. As cotações da oleaginosa fecharam com leves ganhos, com o mercado oscilando entre aproveitar os baixos preços para compras de ocasião e os bons rendimentos vistos no ProFarmer. Os levantamentos do ProFarmer apontam produtividade recorde em Nebraska e resultados consistentes em Indiana, assim como aconteceu no dia anterior em Dakota do Sul e Ohio.

O bom andamento da safra, com a ausência de compras chinesas da nova safra americana não abrem espaço para maiores altas no momento.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-PRODUTORES PEDEM A TRUMP QUE NEGOCIE COM A CHINA (altista)

A pressão de baixa foi a contínua falta de compras chinesas de soja americana da nova safra, um desenvolvimento sem precedentes nesta época do ano. Ontem, a Associação Americana de Soja-ASA pediu a Trump que priorizasse a soja nas negociações tarifárias com a China devido ao “abismo comercial e financeiro” enfrentado pelos produtores. Um dia após a carta, não houve respostas do governo americano, nem quaisquer compras chinesas.

PROFARMER-SEGUNDO DIA-RECORDE EM NEBRASKA (baixista)

Após o segundo dia de levantamentos de campo, o ProFarmer contabilizou 1.376,59 vagens de soja em talhões de 90 cm x 90 cm em Indiana ontem, em comparação com 1.409,02 vagens na excursão de 2024 e a média de 1.294,98 vagens na excursão anterior de três anos.

Em Nebraska, os resultados ponderados foram de 1.348,31 vagens — um recorde, superando o recorde anterior, estabelecido em 2010 — em comparação com 1.172,48 vagens em 2024 e a média de 1.132,07 vagens nos três anos anteriores. Hoje, os campos no oeste de Iowa e Illinois estão sendo avaliados.

REDIRECIONAMENTO DE FARELO ARGENTINO DA CHINA PARA O VIETNÃ (altista)

A Bunge informou que um carregamento de 30.000 toneladas de farelo de soja argentino, inicialmente enviado para a China, foi redirecionado “por razões comerciais” para o Vietnã. Negando que essa mudança de direção se deva a uma possível rejeição dos compradores chineses à qualidade do produto argentino, Gustavo Idígoras, presidente da CIARA-CEC, afirmou à Reuters que a mudança de destino se deveu a “motivos comerciais relacionados à necessidade do importador de suprir o consumo no Vietnã”.

COMPRAS DE SOJA E ÓLEO NO MERCADO INTERNACIONAL (altista)

Nesta semana, a China comprou quatro carregamentos de soja do Brasil para outubro, dois da Argentina e um carregamento de oleína de palma para novembro. E a Índia adquiriu dois carregamentos de óleo de palma bruto para agosto, o Japão comprou soja para outubro e o Vietnã e a Venezuela manifestaram interesse no farelo para novembro.

Fonte: T&F Agroeconômica



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Sustentabilidade

Nem todo negócio é aliança: agro vende 80% da soja à China, mas confia mais nos EUA, aponta FGV RI

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Pìxabay/arte Canal Rural

Uma pesquisa inédita da Escola de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV RI) revelou um cenário que desafia uma das principais premissas das relações internacionais, a de que dependência econômica gera alinhamento político. Apesar de a China ser o principal destino das exportações da fronteira agrícola brasileira e absorver a maior parte da soja e da carne produzidas na região, os moradores demonstram maior confiança nos Estados Unidos do que nos chineses.

Segundo o relatório “Como a Fronteira Agrícola Vê as Relações Internacionais”, a China absorveu 80% das exportações de soja e 86% das exportações de carne bovina da fronteira agrícola em 2022. Ainda assim, 21,8% dos entrevistados classificam os Estados Unidos como “muito confiáveis”, contra apenas 12,6% que atribuem o mesmo grau de confiança à China.

O estudo também identificou uma queda na percepção positiva dos chineses. Desde 2017, a confiança na China recuou cerca de 20 pontos percentuais, mesmo com o crescimento do comércio entre os dois países.

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Para o diretor da FGV RI e um dos autores da pesquisa, Matias Spektor, os resultados mostram que interesses econômicos e percepções políticas seguem caminhos distintos. Segundo ele, a fronteira agrícola mantém relações comerciais intensas com a China, mas não transfere essa dependência para o campo político.

O levantamento também avaliou a visão dos moradores sobre as exigências ambientais da União Europeia. Quase 75% dos entrevistados acreditam que cumprir as regras ambientais europeias fortalece a reputação internacional do Brasil. No entanto, 66,9% afirmam que essas exigências reduzem a competitividade dos produtos brasileiros, enquanto 61,5% consideram que as normas atendem principalmente aos interesses econômicos da própria Europa.

A pesquisa traçou ainda um perfil político marcadamente conservador da região. Cerca de 83,5% dos entrevistados se identificam como de direita ou centro, enquanto apenas 16,5% se declaram de esquerda. Além disso, a maioria considera que o governo interfere excessivamente na vida das pessoas e que a regulação estatal prejudica mais do que ajuda os negócios.

De acordo com os pesquisadores, essa cultura política antiestatista ajuda a explicar a maior credibilidade atribuída aos Estados Unidos, o ceticismo em relação às regulações da União Europeia e a desconfiança sobre o modelo de Estado adotado pela China.

O estudo alerta que a crescente importância econômica e eleitoral da fronteira agrícola poderá influenciar cada vez mais a política externa brasileira. Atualmente, os estados da região representam aproximadamente 15% do eleitorado nacional e respondem por cerca de 25% das exportações do país.

A pesquisa ouviu 1.000 pessoas em 70 municípios das regiões Centro-Oeste e Norte entre outubro e novembro de 2025. O objetivo foi compreender como os moradores da fronteira agrícola enxergam as grandes potências globais, as regras do comércio internacional e os modelos regulatórios que impactam diretamente suas atividades econômicas.

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Sustentabilidade

Conab: Colheita do algodão ganha ritmo pelo país, mas chuvas pontuais interferem nos trabalhos – MAIS SOJA

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Em MT, a colheita da primeira safra avançou e deve ganhar ritmo nas próximas semanas. As áreas com capulhos abertos seguem em manejo de desfolha para preparação da colheita mecanizada.

Na BA, a colheita avança lentamente, devido à maior proporção de áreas irrigadas e às temperaturas noturnas mais baixas, que tendem a favorecer a qualidade da fibra e a produtividade.

No MA, nos Gerais de Balsas, a colheita da primeira safra foi iniciada. Pequena parcela da segunda safra ainda se encontra em formação de maçãs, com registros de estresse hídrico.
Em MS, na região dos Chapadões, as chuvas da semana favoreceram as lavouras em formação de maçãs e o potencial produtivo.

Houve o início da colheita com produtividades satisfatórias. Na região central, a alta nebulosidade e as chuvas recorrentes prejudicam áreas com capulhos abertos. Em GO, as chuvas no início da semana interromperam momentaneamente a colheita em pontos do sul do estado e causaram leve perda qualitativa na pluma aberta. As demais áreas de sequeiro seguem em maturação, enquanto as lavouras irrigadas de segunda safra apresentam boas
condições.

Em MG, a colheita segue em ritmo lento com produtividades dentro da média esperada. No PI, a colheita iniciou. Apesar do atraso na implantação em relação à safra anterior, as expectativas de produtividade permanecem elevadas. Em SP, as chuvas na ultima semana interferiram na colheita.

Previsão Agrometeorológica (22/06/2026 a 29/06/2026)

N-NE: A parte Norte do AM, RR e Norte do AP devem apresentar os maiores acumulados de chuva. No Sul do PA e no Matopiba, o tempo permanecerá firme, favorecendo a secagem natural do milho segunda safra, mas restringindo as lavouras em enchimento de grãos. Na faixa litorânea da região Nordeste, segue a condição de chuva fraca e isolada, com destaque para o norte do MA e o litoral de PE, PB e AL, favorecendo parte das lavouras do Sealba mais próximas da costa. Nas áreas do interior, a umidade no solo continuará baixa.

CO: Há condição de chuva entre o MS, Oeste e Sul de MT e Sul de GO, até quarta-feira. Os maiores acumulados devem se concentrar entre o Sul de GO, Sudeste de MT e Nordeste de MS, beneficiando as lavouras de sorgo. Nas demais áreas de MT e GO, o tempo seguirá firme, favorecendo a maturação do milho segunda safra e do algodão. Destaque para a queda acentuada das temperaturas, principalmente em MS.

SE: Há previsão de chuva em SP a partir de terça-feira. A partir deste dia, chuvas fracas e isoladas poderão ocorrer em áreas do Triângulo e Sul de MG, RJ e ES. Os principais volumes podem atingir áreas do Norte, Leste, Mantiqueira e Vale do Paraíba em SP e Sul de MG. No geral, as condições serão favoráveis para os cultivos de segunda safra e inverno em SP, Triângulo e Sul de MG. No restante de MG, deve permanecer a condição de restrição hídrica.

S: Há previsão de chuva na segunda-feira, especialmente, no Norte do RS, Centro-Oeste de SC e do PR. A partir de terçafeira, as chuvas diminuirão, apesar de ainda haver chance de chuva fraca no Leste do PR e de SC. As temperaturas permanecerão baixas, com mínimas mais reduzidas no RS, persistindo até a sexta. As condições serão favoráveis para os cultivos de inverno. Pode haver impactos pontuais por geadas ao milho segunda safra no Centro-Sul do PR.

Fonte: Conab


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Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Milho/Conab: 1ª Safra praticamente concluída e safrinha avança no País – MAIS SOJA

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Milho 1ª Safra – 93,7% colhido.

Em SC, SP, PR, GO, MG e PA, a colheita foi finalizada. No RS, restam áreas pontuais para a finalização da colheita. Na BA, a colheita segue lenta. No PI, a colheita se aproxima da finalização no sudoeste do estado. No MA, a colheita avança em todo o estado.

Milho 2ª Safra 11,0% colhido.

Em MT, a colheita avança nas primeiras áreas semeadas com altas produtividades sendo obtidas.

No PR, o tempo úmido interrompeu a colheita em várias regiões. Em MS, as chuvas favoreceram as lavouras tardias no nordeste do estado. Em GO, as chuvas reduziram a perda de umidade dos grãos. As precipitações ocorridas pouco favoreceram as lavouras, pois o enchimento de grãos já havia encerrado.

Em SP, a colheita foi iniciada. Em MG, as primeiras áreas semeadas têm apresentado bom rendimento, mas muitas áreas semeadas fora da janela ideal não serão colhidas. No TO, a colheita avança com boas produtividades sendo obtidas. No MA, devido ao plantio mais atrasado, a colheita foi iniciada lentamente.

No PI, a colheita já ocorre nas primeiras áreas semeadas. Nas lavouras tardias, a falta das chuvas afeta o potencial produtivo. No PA, a colheita avança nos polos da BR-163 e Redenção, com produtividades satisfatórias. Nos polos de Santarém e Paragominas, muitas áreas se encontram em florescimento e enchimento de grãos, apresentando bom desenvolvimento, favorecidas pelas precipitações.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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