Sustentabilidade
Chicago/CBOT: Soja fechou em leve alta com compras de ocasião – MAIS SOJA

Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 20/08/2025
FECHAMENTOS DO DIA 20/08
O contrato de soja para setembro, referência para a safra brasileira, fechou em alta de 0,20% ou $ 2,00 cents/bushel, a $ 1.015,00. A cotação de novembro encerrou em alta de 0,22% ou $ 2,25 cents/bushel, a $ 1.036,00. O contrato de farelo de soja para setembro fechou em alta de 1,57% ou $ 4,60/ton curta, a $ 292,00. O contrato de óleo de soja para setembro fechou em baixa de -0,93% ou $ -0,40/libra-peso, a $ 51,20.
ANÁLISE DA ALTA
A soja negociada em Chicago fechou em alta nesta quarta-feira. As cotações da oleaginosa fecharam com leves ganhos, com o mercado oscilando entre aproveitar os baixos preços para compras de ocasião e os bons rendimentos vistos no ProFarmer. Os levantamentos do ProFarmer apontam produtividade recorde em Nebraska e resultados consistentes em Indiana, assim como aconteceu no dia anterior em Dakota do Sul e Ohio.
O bom andamento da safra, com a ausência de compras chinesas da nova safra americana não abrem espaço para maiores altas no momento.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-PRODUTORES PEDEM A TRUMP QUE NEGOCIE COM A CHINA (altista)
A pressão de baixa foi a contínua falta de compras chinesas de soja americana da nova safra, um desenvolvimento sem precedentes nesta época do ano. Ontem, a Associação Americana de Soja-ASA pediu a Trump que priorizasse a soja nas negociações tarifárias com a China devido ao “abismo comercial e financeiro” enfrentado pelos produtores. Um dia após a carta, não houve respostas do governo americano, nem quaisquer compras chinesas.
PROFARMER-SEGUNDO DIA-RECORDE EM NEBRASKA (baixista)
Após o segundo dia de levantamentos de campo, o ProFarmer contabilizou 1.376,59 vagens de soja em talhões de 90 cm x 90 cm em Indiana ontem, em comparação com 1.409,02 vagens na excursão de 2024 e a média de 1.294,98 vagens na excursão anterior de três anos.
Em Nebraska, os resultados ponderados foram de 1.348,31 vagens — um recorde, superando o recorde anterior, estabelecido em 2010 — em comparação com 1.172,48 vagens em 2024 e a média de 1.132,07 vagens nos três anos anteriores. Hoje, os campos no oeste de Iowa e Illinois estão sendo avaliados.
REDIRECIONAMENTO DE FARELO ARGENTINO DA CHINA PARA O VIETNÃ (altista)
A Bunge informou que um carregamento de 30.000 toneladas de farelo de soja argentino, inicialmente enviado para a China, foi redirecionado “por razões comerciais” para o Vietnã. Negando que essa mudança de direção se deva a uma possível rejeição dos compradores chineses à qualidade do produto argentino, Gustavo Idígoras, presidente da CIARA-CEC, afirmou à Reuters que a mudança de destino se deveu a “motivos comerciais relacionados à necessidade do importador de suprir o consumo no Vietnã”.
COMPRAS DE SOJA E ÓLEO NO MERCADO INTERNACIONAL (altista)
Nesta semana, a China comprou quatro carregamentos de soja do Brasil para outubro, dois da Argentina e um carregamento de oleína de palma para novembro. E a Índia adquiriu dois carregamentos de óleo de palma bruto para agosto, o Japão comprou soja para outubro e o Vietnã e a Venezuela manifestaram interesse no farelo para novembro.
Fonte: T&F Agroeconômica
Sustentabilidade
Line-up prevê embarques de 3,379 milhões de toneladas pelo Brasil em dezembro – MAIS SOJA

O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, projeta a exportação de 3,379 milhões de toneladas de soja em grão para dezembro, conforme levantamento realizado por Safras & Mercado. No mesmo mês do ano passado, exportações somaram 1,472 milhão de toneladas segundo a estimativa.
Em novembro, foram embarcadas 4,234 milhões de toneladas.
De janeiro a dezembro de 2025, o line-up projeta o embarque de 109,246 milhões de toneladas. Pelo Secex, de janeiro a dezembro de 2024 foram embarcadas 98,812 milhões de toneladas.
Fonte: Rodrigo Ramos / Agência Safras News
Sustentabilidade
CNA apresenta potencial do agro para energias renováveis – MAIS SOJA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na terça (09), do evento “Diplomatas da Agricultura no Brasil (DAB)”, realizado na Embaixada da Colômbia, em Brasília. O encontro reuniu adidos agrícolas e autoridades para debater o tema “Agro e novas indústrias energéticas no Brasil”, com foco em biogás e biometano.
Durante o painel, a assessora técnica da CNA, Eduarda Lee, destacou o papel estratégico do agronegócio brasileiro na transição energética. Em sua apresentação, ela reforçou que o país possui uma das matrizes energéticas mais renováveis do mundo e grande capacidade de expandir soluções limpas, sustentáveis e competitivas.
Eduarda também ressaltou que o agro é parte essencial desse processo, ao integrar produção de alimentos, energia e sustentabilidade, além de enfatizar o potencial dos biocombustíveis, que estão plenamente integrados à produção agropecuária.
Segundo ela, essas fontes permitem transformar resíduos agrícolas e pecuários em energia, substituir o uso de diesel no campo e reduzir emissões de carbono e de outros gases de efeito estufa.
“A diversidade de matérias-primas disponíveis no país, especialmente do setor sucroenergético, da pecuária, da suinocultura e das agroindústrias, coloca o Brasil em posição privilegiada para ampliar a produção de energia renovável, com impactos positivos sobre a sustentabilidade, a eficiência produtiva e o desenvolvimento regional”, disse.
Para ela, “esses biocombustíveis permitem uma economia circular efetiva, gerando energia firme, biofertilizantes e redução de custos no ciclo produtivo”.
No debate, a CNA reforçou que a expansão das cadeias de biogás e biometano depende de previsibilidade e segurança regulatória, além de infraestrutura adequada e instrumentos de incentivo capazes de atrair investimentos.
Políticas públicas como o RenovaBio, o Combustível do Futuro e o Paten foram citadas como exemplos de iniciativas que impulsionam o desenvolvimento do setor.
Fonte: CNA
Autor:Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
Site: CNA
Sustentabilidade
Reta final do ano: soja’perde fôlego’ em Chicago e desacelera nos portos brasileiros

A última semana da soja foi marcada por forte pressão sobre os preços da soja na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato janeiro/26 rompeu um suporte psicológico relevante ao perder o patamar de US$ 11,00 por bushel e encerrou a sexta-feira (12) cotado a US$ 10,76/bushel.
Segundo a plataforma Grão Direto, o registro de vendas diárias da soja norte-americana, os volumes divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) foram considerados insuficientes para reduzir o excedente do país, frustrando a expectativa de uma reação mais consistente da demanda.
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Relatório do USDA
O relatório mensal de oferta e demanda do USDA, divulgado na terça-feira (9), manteve a estimativa de produção brasileira em 175 milhões de toneladas e a argentina em 48,5 milhões. Os números reforçaram a percepção de uma oferta global confortável para 2026.
Com o plantio praticamente concluído no Brasil e condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras, o mercado retirou o prêmio de risco climático, passando a precificar um cenário de “safra cheia”, que deve ampliar a disponibilidade do grão a partir de janeiro.
Mercado brasileiro
No mercado físico brasileiro, a queda em Chicago reduziu o ritmo de comercialização. O câmbio, operando próximo de R$ 5,40, não foi suficiente para compensar as perdas externas. Nos portos, o comportamento dos preços mostrou uma divergência regional. O Índice Soja FOB Santos, da Grão Direto, encerrou a semana com leve alta de 0,35%, cotado a R$ 147,50, sustentado por demandas pontuais.
Já o Índice Soja FOB Rio Grande sentiu de forma mais intensa a pressão internacional, recuando 1,51% e fechando a semana anterior a R$ 145,18. Diante de margens mais apertadas e da volatilidade nos portos, o produtor optou por se retrair, resultando em baixa liquidez no mercado.
Clima e demanda no centro das atenções
Para os próximos dias, o mercado entra em modo de atenção máxima ao chamado “mercado de clima”. As previsões indicam chuvas irregulares e abaixo da média no Rio Grande do Sul e no Paraná durante a segunda quinzena de dezembro. Como as lavouras dessas regiões avançam para fases reprodutivas críticas, qualquer confirmação de estresse hídrico pode devolver rapidamente o prêmio de risco às cotações, abrindo espaço para repiques tanto em Chicago quanto nos prêmios de exportação.
Outro ponto decisivo será a demanda chinesa. O mercado aguarda a continuidade dos anúncios diários de vendas pelo USDA como uma espécie de “prova real” do compromisso de compra de 12 milhões de toneladas. Caso o fluxo de vendas perca força ou surjam notícias sobre gargalos logísticos na China, a pressão baixista sobre Chicago tende a persistir, com o mercado testando novos suportes técnicos.
Além disso, a proximidade das festas de fim de ano pode reduzir a liquidez. Fundos de investimento costumam ajustar posições neste período, o que pode aumentar a volatilidade sem a necessidade de fatos novos. O produtor deve manter atenção redobrada aos prêmios de exportação para fevereiro e março, que passam a ser o principal termômetro da competitividade brasileira na entrada da safra.
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