Connect with us
5 de maio de 2026

Sustentabilidade

Cadeia produtiva aponta desafios para mercado da soja brasileira – MAIS SOJA

Published

on


A cultura da soja foi a que mais cresceu no Brasil nas últimas cinco décadas, tanto que de 1975 até 2025, a produção saltou de 9,89 milhões de toneladas; safra 1974/1975 para aproximadamente 169 milhões de toneladas (Conab), na safra 2024/25.  “Podemos afirmar que o incremento contínuo da produtividade da soja e a consequente ampliação da sua produção foi resultado da adoção de um conjunto de tecnologias adotadas pelo produtor brasileiro”, destaca o chefe-geral da Embrapa Soja Alexandre Nepomuceno que mapeou a sojicultora brasileira nos últimos 50 anos, na abertura do VII Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, que começou ontem, 19 de agosto, e segue até hoje, em Londrina (PR).

O crescimento da cultura, na visão de Nepomuceno, é fruto direto da tropicalização da soja, ou seja, dos investimento alcançados no melhoramento genética para adaptar a oleaginosa às condições do Brasil, mas também tecnologias e recomendações que permitiram corrigir os solos e manejar pragas, doenças e plantas daninhas. “Foram muitos os desafios que o produtor brasileiro conseguiu superar com as recomendações técnicas respaldadas em ciência, utilização de maquinários adequados e melhorias de infraestrutura”, enumera.

Se a trajetória tem sido promissora, quais os desafios atuais e de longo prazo? Para Nepomuceno um dos pontos a ser incrementado é a agregação de valor à produção de soja. A soja representa hoje 6% do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio e gera, em média, 2,5 milhões de empregos. “Com a agregação e valor conseguiríamos aumentar em quatro vezes o PIB, assim como a geração de empregos”, calcula Nepomuceno.

De acordo com ele, a agregação de valor ocorre atualmente por meio da produção de carnes, via alimentação animal, mas é preciso colocar a oleaginosa na pauta da transição entre a química fóssil para a química verde. “Podemos usar, por exemplo, o óleo de soja para produzir plástico, borracha, asfalto e tantos outros produtos, com investimentos em ciência e tecnologia como já vêm fazendo os Estados Unidos”, exemplifica Nepomuceno. “As revoluções tecnológicas que vivemos tem o potencial de impactar positivamente o agronegócio, seja por meio da agricultura digital, inteligência artificial da edição gênica, RNA interferente, e de muitas outras inovações”, avalia.

Advertisement

Desafios da evolução da sojicultura – Durante o Seminário, também foi realizado um painel para debater a evolução da sojicultura brasileira por regiões de produção. O pesquisador Décio Gazzoni, da Embrapa Soja, realizou um mapeamento da produtividade e analisou as oscilações regionais. Hoje cerca de 20 estados brasileiros produzem soja em diferente condições, com uso de cultivares diferentes e de diferentes sistemas produtivos. Além disso, Gazzoni explica que o regime de chuvas é diferenciado, assim como a adoção de tecnologias e a atuação da assistência técnica.

Para Gazzoni, a produtividade no Brasil – de 1970 a 2000 – cresceu com pouca oscilação, porém, devido principalmente às mudanças climáticas atualmente a produtividade está com maior volatilidade, mesmo em regiões tradicionais de produção de soja como o Centro-Oeste. “Isso porque tínhamos uma previsibilidade muito maior do regime de chuvas há 15 ou 20 anos do que temos hoje, portanto, os riscos são maiores”, avalia. “A região Sul e o sul de Mato Grosso Sul têm sofrido com déficit hídrico, ondas de alta temperatura, o que tem afetado muito a produtividade dessa região”, destaca.

Na visão do pesquisador, a solução passa pelo investimento tecnológico, em políticas públicas e em ação conjunta e integrada da cadeia produtiva. “Nada se resolverá rapidamente: são necessários investimentos continuados de longo prazo, principalmente em manejo de solo e no melhoramento genético”, reflete.  “E temos outros desafios, alguns circunstanciais, conjunturais, outros estruturais como a questão logística”, avalia Gazzoni.

Visão dos produtores – Fabrício Rosa, diretor da Aprosoja Brasil, apresentou os cenários que impactaram a produção e a produtividade da soja, nas últimas safras. Rosa também apontou as mudanças climáticas – seca durante três safras, e as inundações do Rio Grande do Sul, em 2024 – como fator determinante em quebras de safra no Brasil. “Apesar disso, o abastecimento interno não foi afetado e nem o nosso compromisso de exportação. Isso porque o Brasil tem proporções continentais e se há quebra de um lado, conseguimos compensar de outro o que se reflete em safras robustas”, explica.

Além das questões climáticas, Rosa colocou como desafios para os produtores, os aspectos mercadológicos mundiais e conjunturais como a pandemia de Covid e mesmo as guerras em diferentes regiões mundiais.  “Esse cenário levou a atrasos na comercialização de algumas safras. Neste sentido, entendemos que os produtores precisam melhorar a gestão da propriedade, especialmente financeira, o controle de fluxo de caixa e de investimentos, principalmente”, aponta Rosa.

Advertisement

Outro desafio levantado por Rosa foi o aumento no custo de produção de soja, em função da pandemia, assim como o crescimento dos custos com defensivos agrícolas. “Em proporção, normalmente o custo com defensivos era 20% do custo de produção e agora está próximo de 40%”, relata. “O custo da semente, por exemplo, que ficava em torno de 5% chegou a superar os 10% no custo de produção”, calcula.

Rosa diz ainda que a Aprosoja tem trabalhado para aprimorar a legislação brasileira, seja aprovando leis para o uso de agrotóxicos ou para produção de bioinsumos. “Usar biológicos é uma alternativa para o produtor que, em alguns casos, consegue reduzir em até 50% o custo com os químicos”, destaca. “Também estamos discutindo a modernização da lei de cultivares, assim como buscando apoiar financeiramente os produtores, especialmente do Rio Grande do Sul, por intermédio de ferramentas de renegociação de dívidas”, explica Rosa.

Agregação de valor nas cooperativas  – Outro ponto em debate foi o papel das cooperativas na produção de soja, tema conduzido por Robson Mafioletti, superintendente do Sistema Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná)Segundo ele, em torno de 50% da safra brasileira é conduzida pelas cooperativas que possuem mais de 9 mil profissionais atuando junto aos produtores – cerca 240 mil sojicultores. “Nosso papel é levar as melhores tecnologias para os nossos cooperados, por isso, as cooperativas têm estações de pesquisa para validar as soluções mais adequadas para o cooperado”, explica Mafioletti. “Hoje existem muitas cultivares e tecnologias disponíveis e a cooperativa tem o papel fundamental de direcionar a tomada de decisão”, avalia.

Além disso, nos últimos 20 anos, Mafioletti ressalta que houve investimento das cooperativas para industrializar o processo produtivo, agregando valor à produção de farelo e de óleo de soja para fomentar a cadeia produtiva de carnes. “Do total de soja produzido pelas cooperativas, 25% é direcionado para agroindústria. Essa agroindustrialização é muito relevante, porque gera uma estabilidade de renda, ao longo do ano”, reflete Mafioletti.

O VII Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja é promovido pela Embrapa Soja em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (ACEBRA), a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (APROSOJA MS), Associação dos Produtores de Soja do Paraná (APROSOJA PR), a Associação das Supervisoras e Controladoras do Brasil (ASCB), Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações).

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Sustentabilidade

Preços da soja têm queda após alta generalizada na sessão anterior

Published

on


Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve um dia travado para a comercialização, revertendo o movimento positivo observado na segunda-feira (4).

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário foi marcado por queda generalizada nas cotações.

"Os preços caíram em praticamente todas as praças, refletindo a forte queda do dólar e a devolução de parte dos ganhos em Chicago", afirma. Segundo ele, os prêmios apresentaram apenas pequenas mudanças e não foram suficientes para compensar as perdas.

Assim, o ambiente foi de retração tanto por parte dos compradores quanto dos vendedores. “Algumas tradings ficaram fora do mercado e o produtor também se manteve retraído, aguardando melhores oportunidades”, conta Silveira.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 126 para R$ 124
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 127 para R$ 125
  • Cascavel (PR): passou de R$ 122 para R$ 120
  • Rondonópolis (MT): reduziu de R$ 111 para R$ 109
  • Dourados (MS): diminuiu de R$ 113,50 para R$ 112
  • Rio Verde (GO): foi de R$ 113 para R$ 111
  • Portos de Paranaguá (PR): decresceu de R$ 132 para R$ 130
  • Porto de Rio Grande (RS): recuou de R$ 132 para R$ 130

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após os bons ganhos de ontem, o mercado realizou lucros, com base em fatores técnicos.

  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

A forte queda do petróleo no mercado internacional e as condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras estadunidenses completaram o cenário baixista.

De acordo com relatório de segunda-feira do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o plantio das lavouras de soja atingiu 33% da área prevista no país. Em igual período do ano passado, o índice era de 28%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 23%. Na semana anterior, o número era de 23%.

Os investidores também se posicionam frente ao relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para a próxima terça-feira (12), e à reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, marcada para 14 e 15 de maio, em Pequim.

Advertisement

Contratos futuros da soja

soja preço baixo guerra comercial
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 11,25 centavos de dólar, ou 0,92%, a US$ 12,11 1/2 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,05 por bushel, com redução de 11,00 centavos de dólar ou 0,90%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 0,50 ou 0,15% a US$ 320,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 76,91 centavos de dólar, com ganho de 0,38 centavo ou 0,49%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 1,09%, sendo negociado a R$ 4,9122 para venda e a R$ 4,9102 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9057 e a máxima de R$ 4,9527.

O post Preços da soja têm queda após alta generalizada na sessão anterior apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

Bradyrhizobium e Trichoderma são compatíveis para coinoculação? – MAIS SOJA

Published

on


Em função dos inúmeros benefícios associados ao uso de bioinsumos na cultura da soja, a adoção de produtos biológicos, especialmente aqueles à base de microrganismos, tem crescido de forma expressiva na produção agrícola. Entre os principais grupos utilizados, destacam-se as bactérias do gênero Bradyrhizobium, amplamente reconhecidas por sua elevada eficiência na fixação do nitrogênio (N) atmosférico, sendo capazes de suprir integralmente a demanda de N da soja por meio da Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN). Paralelamente, fungos do gênero Trichoderma têm sido amplamente empregados devido ao seu papel como promotores de crescimento vegetal, indutores de resistência sistêmica e agentes de biocontrole de patógenos.

Com o objetivo de otimizar as práticas operacionais, especialmente no que se refere à aplicação desses bioinsumos, é comum que ambos os microrganismos sejam utilizados de forma conjunta, seja no tratamento de sementes (coinoculação), seja na aplicação no sulco de semeadura (figura 1).  No entanto, essa prática levanta questionamentos quanto à interação entre esses organismos, incluindo possíveis efeitos de sinergismo ou antagonismo, bem como seus reflexos sobre a eficácia agronômica.

Figura 1 Sistema de inoculação no sulco de semeadura.

Fonte: Embrapa
Integração entre Bradyrhizobium e Trichoderma

A interação entre fungos do gênero Trichoderma e bactérias do gênero Bradyrhizobium no tratamento de sementes de soja tem sido tema de questionamento. Pesquisas demonstram que, no geral, há predominância de compatibilidade biológica e potencial de atuação complementar. Estudos indicam que a coinoculação desses microrganismos, na maioria das combinações avaliadas, não compromete a nodulação nem o desenvolvimento inicial da cultura, podendo inclusive resultar em na melhoria de atributos fisiológicos da planta, como melhor crescimento e desenvolvimento radicular, além de contribuir para um melhor estabelecimento inicial da soja (Cadore, et al., 2020).

Advertisement

Avaliando 24 linhagens de Trichoderma em coinoculação com Bradyrhizobium, Sales (2023) observou que a maioria dos isolados não compromete a nodulação nem o desenvolvimento da soja, evidenciando ausência de antagonismo significativo. Em alguns casos, inclusive, foram observadas respostas positivas no crescimento vegetal, possivelmente associadas à promoção do sistema radicular.

Embora efeitos negativos pontuais possam ocorrer, estes estão relacionados a características específicas de determinadas linhagens, não representando o comportamento predominante. Assim, os resultados obtidos por Sales (2023) indicam que o uso conjunto de Trichoderma e Bradyrhizobium é tecnicamente viável, desde que consideradas as combinações de estirpes.

Em termos práticos, as evidências disponíveis indicam que a interação entre Trichoderma spp. e bactérias do gênero Bradyrhizobium é, de modo geral, favorável ou neutra. Esse padrão reforça a predominância de compatibilidade biológica entre esses microrganismos. No entanto, ainda são necessários estudos mais direcionados que permitam quantificar, de forma consistente, a magnitude dessas interações, especialmente considerando as principais linhagens de Trichoderma utilizadas no tratamento de sementes de soja.

Ainda assim, estudos como o de Silva et al. (2018) demonstram que a coinoculação de bactérias do gênero Bradyrhizobium com fungos do gênero Trichoderma pode promover incrementos na produtividade da soja, no índice de nodulação e na redução da incidência de doenças, evidenciando o potencial dessa interação em atuar de forma positiva no desenvolvimento da cultura. Dessa forma, o uso conjunto de Trichoderma e Bradyrhizobium no tratamento de sementes de soja mostra-se tecnicamente viável e agronomicamente justificável, desde que fundamentado na seleção criteriosa de estirpes compatíveis.


Veja mais: Trichoderma – Compatibilidade com químicos no tratamento de sementes é determinante para o uso desse bioinsumo


Referências:

CADORE, L. S. et al. TRICHODERMA AND Bradyrhizobium japonicum BIOFORMULATES ON SOY INITIAL GROWTH. Ciência e Natura, 2020. Disponível em: < https://periodicos.ufsm.br/cienciaenatura/article/view/e23%27/pdf >, acesso em: 05/05/2026.

SALES, R. F. TESTE DE COMPATIBILIDADE DO BRADYRHIZOBIUM JAPONICUM COM 24 LINHAGENS DE TRICHODERMA SPP NA SOJA (Glycine max). Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Trabalho de Conclusão de Curso, 2023. Disponível em: < https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/bitstream/123456789/6874/1/TESTE%20DE%20COMPATIBILIDADE%20DO%20BRADYRHIZOBIUM%20COM%2024%20LINHAGENS%20DE%20TRICHODERMA%20NA%20SOJA%20%28Glycine%20max%29.pdf >, acesso em: 05/05/2026.

Advertisement

SILVA, I. W. et al. Growth Promoting Microorganisms for Treatment of Soybean Seeds. Journal of Agricultural Science, 2028. Disponível em: < https://www.ccsenet.org/journal/index.php/jas/article/view/74033?utm_source=chatgpt.com >, acesso em: 05/05/2026.

Continue Reading

Sustentabilidade

Com safra recorde de soja, preços ficam sob pressão

Published

on


Foto: Agência Brasil

A safra brasileira de soja 2025/2026 pode alcançar 181 milhões de toneladas, segundo nova estimativa da consultoria Hedgepoint Global Markets. O volume recorde amplia a oferta no mercado e já provoca pressão sobre os preços no país.

A projeção foi revisada para cima em 1,5 milhão de toneladas em relação ao levantamento anterior. O avanço é resultado da alta produtividade em estados do Centro e do Norte, que compensou as perdas registradas no Rio Grande do Sul.

  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Centro-Norte sustenta safra recorde

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado da consultoria, Luiz Fernando Gutierrez Roque, o novo número já considera os impactos climáticos no Sul do país. “Esse novo número brasileiro já contempla as perdas no Rio Grande do Sul”, afirma.

Ele destaca que o estado não conseguiu atingir o potencial produtivo, mas ainda deve ter desempenho melhor que o da safra passada. “Mais uma vez, o Rio Grande do Sul não conseguiu colher uma safra cheia por conta de problemas climáticos”, diz.

Por outro lado, o analista ressalta o desempenho de outras regiões. “As produtividades de estados como Mato Grosso, Goiás e Bahia surpreenderam e compensaram as perdas no Rio Grande do Sul”, explica.

Advertisement

Com a colheita na reta final, a expectativa é de consolidação da produção. “A gente está vendo a consolidação realmente de uma supersafra, de 181 milhões de toneladas”, afirma.

No Rio Grande do Sul, a produção deve ficar em torno de 19,5 milhões de toneladas, abaixo do potencial próximo de 23 milhões.

Preços seguem pressionados

Com a oferta elevada e a colheita praticamente concluída, o mercado interno já sente os efeitos. Em algumas regiões, a soja é negociada abaixo de R$ 100 por saca.

Segundo Roque, o volume recorde pesa diretamente sobre as cotações. “Essa produção grande tem pressionado os preços no Brasil, em todas as regiões”, afirma.

Ele acrescenta que o cenário deve persistir no curto prazo. “A gente ainda entende que os preços devem continuar pressionados por um tempo”, diz.

Advertisement

A valorização do real frente ao dólar também influencia a formação dos preços. “O dólar mais fraco não está ajudando na formação do preço”, completa.

Diante disso, os negócios seguem pontuais, com produtores mais cautelosos. “O produtor está segurando o seu produto porque não está satisfeito com os preços”, afirma.

Clima entra no radar para próxima safra

Para a temporada 2026/2027, o clima volta a ser um fator de atenção. Há possibilidade de influência do El Niño, com impacto potencial sobre as lavouras do Centro-Norte do Brasil.

“É um ponto de atenção muito importante, mas ainda é cedo”, avalia Roque.

Antes disso, o mercado acompanha o desenvolvimento da safra dos Estados Unidos, que está em fase de plantio e pode registrar aumento de área. As condições climáticas iniciais são favoráveis, mas ainda dependem de confirmação nas próximas semanas.

Advertisement

O post Com safra recorde de soja, preços ficam sob pressão apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT