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Importadores de manga dos EUA estão prontos para receber, mas Brasil não entregará

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A sobretaxa às exportações brasileiras imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, coloca em risco 77 mil toneladas de frutas que teriam o mercado norte-americano como destino.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho, o caso da manga é o que mais aflige o setor.

Isso porque a cada 100 contêineres exportados com a fruta, 92 saem da região do Vale do São Francisco, maior polo produtor do país. “A gente tem nos Estados Unidos uma safra com vários países que participam, então é uma safra compacta, com duração de três meses, período em que chegamos a enviar 2.500 contêineres, mais ou menos 12 milhões de caixas”, detalha.

Coelho ressalta que o México forneceu aos norte-americanos a variedade de manga tomy durante os meses de maio, junho e julho. Na sequência, seguindo o curso natural do setor, seria a vez do Brasil.

“É importante dizer que a colheta da manga ainda não começou, não tem contêiner em porto, não tem nada disso ainda. Está tudo programado como há décadas para começar na primeira semana de agosto.”

Contudo, as incertezas a respeito da viabilidade da venda aos Estados Unidos tem colocado em risco um cronograma que o setor segue à risca há anos.

De acordo com o presidente da Abrafrutas, a caixaria, ou seja, embalar a fruta de acordo com cada estabelecimento de destino, sejam supermercados ou distribuidores, é o primeiro passo. Essa etapa já é previamente organizada por conta do curto período de operacionalização da venda externa.

Coelho conta que os importadores nos Estados unidos também já estão organizados para receber os contêineres e fazer a logística das frutas para distribui-las. Entretanto, com a tarifa de 50%, fica inviável exportar. “É colher para ter prejuízo”, resume.

Manga para outros destinos?

A respeito da possibilidade de realocar o destino da manga, o presidente da Abrafrutas diz ser inviável por conta do tamanho da produção. “A Europa é um grande cliente, mas já está abastecida. Além disso, não recebem a mesma variedade de frutas que vendemos aos Estados Unidos”, conta.

De acordo com ele, despachar a manga ao mercado interno também não é viável devido à alta quantidade de fruta para consumo em curto espaço de tempo. “Vamos abarrotar o país, o preço vai desabar, nós vamos encher o mercado de manga e o custo para produzir, digamos, um quilo de manga será maior do que o preço de venda”, contextualiza.

Apesar do momento crítico, Coelho ainda acredita em uma flexibilização no prazo para o início da tarifa e que, nesse intervalo, Brasil e Estados Unidos cheguem a um acordo.

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Brasil produz 155% mais grãos que Argentina e vantagem continua aumentando

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Foto: Divulgação

O Brasil produzia 53% mais grãos que a Argentina nos anos 1990. Hoje produz 155% mais. A distância entre os dois principais países agrícolas da América do Sul não parou de crescer nas últimas três décadas e tem como pano de fundo políticas agrícolas divergentes, ganhos de produtividade e uma diferença cada vez maior no acesso ao crédito.

“É uma combinação de maior estabilidade macroeconômica, ausência de impostos sobre exportação e maior acesso ao financiamento. Esse conjunto colaborou muito para o desempenho do Brasil nas últimas décadas em relação à Argentina”, disse o pesquisador Guido D’Angelo, da Bolsa de Comércio de Rosário (BCR), em transmissão na segunda-feira (23).

O estudo, assinado por D’Angelo e pelos pesquisadores da BCR Emilce Terré e Julio Calzada, soma a produção de soja, milho e trigo dos dois países por década. Na média dos anos 2000, a brecha chegou a se estreitar, com o Brasil produzindo 45% mais que a Argentina, resultado da adoção de pacotes tecnológicos e do plantio direto nos dois países. Mas a Argentina viu o retorno das retenciones, as taxas sobre exportações agrícolas, enquanto o Brasil mantinha o apoio ao produtor por iniciativas como o Plano Safra.

Na década de 2010, a diferença havia saltado para 82%. Nas primeiras cinco safras dos anos 2020, chegou a 155%. “A Argentina também cresceu nessas décadas, mas o Brasil o fez em ritmo maior”, disse D’Angelo. A projeção para 2025/26, com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta leve recuo da brecha para 147%, sustentada por uma boa colheita de trigo, milho e soja na Argentina.

Na carne bovina, a distância é ainda maior. Nos anos 1990, o Brasil já produzia 119% mais carne que a Argentina. Na década seguinte, a diferença subiu para 167%. Na década de 2010, o Brasil produzia quase três vezes o volume argentino, distância de 249%. Na média dos anos 2020, produz 235% mais, e a projeção do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para 2025/26 aponta diferença de 284%, beirando quatro vezes a produção argentina.

Exportações

No campo das exportações, a inversão é ainda mais expressiva. Nos anos 1990, a Argentina embarcava 24% mais carne bovina por ano do que o Brasil. Hoje, o Brasil exporta mais de cinco vezes o volume argentino. Em três décadas, as vendas externas argentinas quase dobraram, enquanto as brasileiras cresceram mais de 13 vezes. “Isso tem a ver com muitos fatores, entre eles o financiamento e o crédito interno, que no Brasil cresceu muito acima do que cresceu na Argentina”, disse D’Angelo.

Segundo os pesquisadores, os dados de crédito ilustram a diferença. No início dos anos 2000, Argentina e Brasil tinham níveis de crédito interno ao setor privado relativamente próximos, de 24% e 31% do PIB, respectivamente. Em 2024, a Argentina registrava 15% do PIB, enquanto o Brasil chegava a 76%, uma distância de mais de 60 pontos porcentuais.

Para a BCR, a redução das retenciones e o fim das distorções cambiais na Argentina são passos na direção certa. A safra atual deve bater recordes de produção de grãos, e o crédito bancário ao setor pecuário registrou o segundo maior nível da história argentina. “Com mais apoio ao produtor, não há dúvidas de que a Argentina pode continuar crescendo em produção e exportações”, concluiu D’Angelo.

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São Paulo lança novo CAR online com validação em tempo real

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Propriedade rural. Foto: Canva

O governo de São Paulo lançou um novo módulo online para o Cadastro Ambiental Rural (CAR-SP), integrado ao Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SICAR-SP). A ferramenta marca uma mudança estrutural na forma de registro dos imóveis rurais, com foco em mais agilidade, precisão e confiabilidade das informações.

A principal novidade é a validação em tempo real dos dados inseridos, o que reduz inconsistências e melhora a qualidade das informações desde o preenchimento.

“A regularização ambiental é uma agenda central para o desenvolvimento do agro paulista. Um cadastro qualificado garante segurança jurídica ao produtor, amplia o acesso a crédito e permite ao Estado planejar melhor suas políticas públicas”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho.

Validação em tempo real reduz erros e agiliza processos

Antes, o sistema funcionava em formato offline, exigindo etapas posteriores de validação e sincronização. Com a ampliação da conectividade no campo, esse modelo passou a apresentar limitações operacionais.

Com o novo módulo online, as regras cadastrais e ambientais são verificadas automaticamente durante o preenchimento. Isso elimina falhas comuns, reduz retrabalho e melhora o georreferenciamento das propriedades, com checagens espaciais feitas no próprio sistema.

Na prática, o processo se torna mais rápido, simples e seguro, tanto para produtores quanto para técnicos que atuam na regularização ambiental.

O lançamento ocorre em um momento de avanço na regularização ambiental no estado. São Paulo já ultrapassou a marca de 200 mil cadastros validados, alcançando cerca de 50% dos imóveis rurais com situação regularizada.

O estado também foi pioneiro ao conceder o Cadastro Ambiental Rural a produtores assentados, ampliando o acesso à política ambiental e integrando regularização fundiária e sustentabilidade.

Nos últimos anos, a estrutura foi reforçada com a criação da Coordenadoria de Regularização Ambiental Rural e o uso de tecnologias como inteligência artificial, que aceleraram a análise dos cadastros.

Investimento reforça transformação digital no campo

O desenvolvimento e a implantação do novo sistema contaram com investimento superior a R$ 2 milhões até março de 2026.

A modernização faz parte da estratégia do governo paulista de ampliar a digitalização dos serviços públicos e melhorar a gestão ambiental no meio rural.

Com dados mais precisos e confiáveis, o novo CAR-SP amplia o papel do cadastro como instrumento de gestão territorial e ambiental.

A expectativa é de maior eficiência nos processos de análise, regularização e implementação das ações previstas no Código Florestal.

“O novo módulo representa um avanço tecnológico importante e inédito no Brasil. A validação em tempo real melhora a qualidade das informações e agiliza todo o processo”, destaca Luis Gustavo Ferreira, coordenador da área de regularização ambiental rural da Secretaria.

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Agro Mato Grosso

ALMT realiza Assembleia Itinerante no Show Safra 2026 em Lucas do Rio Verde

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Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) participará do Show Safra Mato Grosso 2026, em Lucas do Rio Verde, com a realização de uma Assembleia Itinerante durante o evento, que acontece entre os dias 23 e 27 de março.

O anúncio foi feito pelo presidente da Casa, deputado Max Russi, durante sessão ordinária, ao destacar que a iniciativa reforça o compromisso do Legislativo com o desenvolvimento econômico do estado.

Segundo Russi, a presença no evento tem como objetivo aproximar o Parlamento da população e do setor produtivo.

Segundo Russi, a iniciativa reafirma o compromisso do Legislativo com o desenvolvimento econômico do estado. “A Assembleia tem se colocado ao lado da produção e estará presente no Show Safra, levando informações institucionais, ouvindo demandas e fortalecendo o diálogo com quem move a economia de Mato Grosso”, afirmou Russi.

Show Safra é um dos maiores eventos do agronegócio do Brasil

Show Safra Mato Grosso é considerado um dos principais eventos do agronegócio nacional e reúne produtores, empresas, pesquisadores e autoridades.

A edição de 2026 será realizada em Lucas do Rio Verde, município que se tornou referência nacional na produção agrícola.

A programação inclui:

  • tecnologia no campo

  • inovação agrícola

  • debates sobre energia e biomassa

  • pecuária e agricultura familiar

  • sustentabilidade

  • protagonismo feminino no agro

  • oportunidades de negócios

Participação da ALMT reforça apoio ao setor produtivo

Durante a sessão, Max Russi afirmou que a Assembleia tem atuado para fortalecer o agro, que é a base da economia de Mato Grosso.

A Assembleia Itinerante permitirá:

  • ouvir produtores rurais

  • discutir projetos para o setor

  • apresentar ações do Legislativo

  • ampliar o diálogo com a sociedade

A iniciativa também simboliza o reconhecimento da importância do agronegócio para o estado.

Organização do evento destaca momento histórico do agro

O presidente do Show Safra, Joci Piccini, afirmou que Mato Grosso vive uma fase de crescimento e protagonismo nacional na produção de alimentos.

Ele destacou a necessidade de união entre os Poderes para garantir:

  • segurança jurídica

  • investimentos

  • infraestrutura

  • políticas públicas para o campo

Piccini também ressaltou a importância da biomassa e da diversificação da produção, especialmente para regiões mais distantes.

“A biomassa surge como alternativa estratégica dentro da nova matriz energética do estado. Precisamos diversificar e integrar ainda mais o produtor ao setor industrial”, afirmou.

Deputados destacam importância do evento para Mato Grosso

Parlamentares presentes reforçaram que o Show Safra representa o crescimento do estado nas últimas décadas.

Entre os pontos destacados:

  • liderança nacional na produção de grãos

  • avanço tecnológico no campo

  • expansão da pecuária

  • fortalecimento da economia regional

A participação da ALMT no evento, segundo os deputados, mostra que o Legislativo acompanha de perto as demandas do setor produtivo.

Evento acontece de 23 a 27 de março

Show Safra Mato Grosso 2026 será realizado em Lucas do Rio Verde com painéis e debates sobre:

  • biomassa

  • diversificação produtiva

  • pecuária

  • agricultura familiar

  • educação

  • sustentabilidade

  • inovação no agronegócio

A realização da Assembleia Itinerante deve integrar a programação oficial do evento.

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