Sustentabilidade
Milho 2ª Safra/BR: Colheita atinge 55,5% das áreas cultivadas no país – MAIS SOJA

Em MT, mesmo com a colheita avançando nas áreas mais arenosas, as produtividades têm se mantido em patamares elevados. No PR, a colheita avança e as demais áreas estão em maturação e uma pequena parte em enchimento de grãos. Algumas dessas áreas foram afetadas pelas geadas do mês passado. Em MS, o tempo seco permitiu uma maior redução na umidade dos grãos e a colheita começou a ganhar ritmo.
Em GO, a colheita segue em ritmo lento, devido à alta umidade dos grãos, mas as produtividades e a qualidade dos grãos têm se mantido em bons patamares. Em SP, a colheita avança com boas produtividades. Em MG, as baixas temperaturas atrasam a perda natural de umidade dos grãos e a colheita avança lentamente.
No TO, a colheita se aproxima da finalização e, apesar da redução das produtividades nas últimas áreas colhidas, as produtividades são consideradas satisfatórias. No MA, a colheita avançou significativamente nos últimos dias e se aproxima do fim. As produtividades continuam a superar as estimadas inicialmente. No PI, com uma grande parcela das áreas já colhidas, deve-se confirmar uma produtividade recorde para o estado.
No PA, a colheita foi finalizada nos polos da BR-163 e Redenção com boas produtividades. Nos polos de Paragominas e Redenção, ela foi iniciada timidamente, aguardando-se uma maior redução da umidade dos grãos para acelerarem os trabalhos.

Confira o Monitoramento Semanal das Condições das Lavouras de 21 de julho de 2025 completo, clicando aqui!
Fonte: Conab

Autor:Monitoramento Semanal das Condições das Lavouras
Site: CONAB
Sustentabilidade
Região do Brasil recebe chuva irregular e deve ser castigada com calor extremo em período decisivo; saiba qual

O Nordeste do Brasil deve enfrentar um período de calor intenso e chuvas irregulares nos próximos meses. A combinação preocupa principalmente em um momento decisivo para as atividades com a soja, com possibilidade de redução da umidade do solo em áreas da região.
Na Bahia, o cenário também exige atenção dos produtores. Uma nova previsão para Brumado indica temperaturas elevadas e distribuição irregular das chuvas ao longo dos próximos meses. O fenômeno El Niño está em andamento e deve influenciar as condições climáticas na região.
Calor pode chegar a 37 ºC
Nos próximos 30 dias, as temperaturas em Brumado podem chegar a 37 ºC. Um alívio maior no calor é esperado apenas em novembro, quando as máximas podem recuar para aproximadamente 30 ºC. Em dezembro, os termômetros devem permanecer próximos desse patamar.
Chuva ainda será insuficiente
A situação das chuvas também chama atenção. Na primeira quinzena de outubro, a previsão indica acumulados entre 10 e 15 milímetros em Brumado. O volume deve ser insuficiente para recuperar de forma significativa a umidade do solo.
Em novembro, as chuvas devem continuar irregulares, com acumulados entre 20 e 30 milímetros ao longo de 30 dias. Para dezembro, a expectativa é de volumes um pouco maiores, entre 20 e 50 milímetros, mas ainda abaixo da média histórica.
Risco de estiagem aumenta no Nordeste
Com a influência do El Niño, áreas do Nordeste podem enfrentar condições de estiagem nos próximos meses. O cenário de calor elevado combinado com chuvas irregulares exige atenção dos produtores, principalmente no manejo das lavouras e das pastagens.
Sustentabilidade
Dessecação pré-semeadura requer planejamento para evitar fitotoxicidade na soja – MAIS SOJA

O controle eficiente das plantas daninhas é indispensável para preservar o potencial produtivo da soja. Essas espécies competem com a cultura por recursos essenciais, como água, radiação solar e nutrientes, podendo reduzir significativamente a produtividade da lavoura. Nesse contexto, estabelecer a cultura “no limpo” e manter um controle adequado das plantas daninhas durante a pós-emergência da soja são estratégias fundamentais para a obtenção de elevadas produtividades.
Além da competição direta com a cultura, as plantas daninhas podem atuar como ponte verde para a sobrevivência e multiplicação de pragas e patógenos que acometem a soja, potencializando os danos à lavoura. Dessa forma, o manejo eficiente dessas espécies constitui uma importante estratégia dentro do sistema de produção, envolvendo a utilização de herbicidas na pré-semeadura e na pós-emergência da cultura, de acordo com as características das espécies presentes e das condições da área.
Entretanto, algumas espécies de plantas daninhas apresentam elevado grau de dificuldade de controle, especialmente em situações de resistência a determinados mecanismos de ação. Nesses casos, pode ser necessária a utilização de herbicidas não seletivos à soja durante o período de pré-semeadura, buscando aumentar a eficiência do manejo. Esses produtos podem ser utilizados de forma isolada ou em associação, inclusive por meio de aplicações sequenciais. Dependendo do herbicida empregado, da dose, das condições ambientais e do intervalo entre a aplicação e a semeadura, podem ocorrer efeitos indesejados sobre a emergência e o desenvolvimento inicial da soja em decorrência da fitotoxicidade.
Nesse sentido, compreender o intervalo necessário entre a aplicação dos herbicidas e a semeadura da soja, assim como realizar um planejamento adequado das pulverizações, é fundamental para reduzir o risco de injúrias à cultura. Pesquisas conduzidas pela Fundação Rio Verde avaliaram, na safra 2025/26, os intervalos de segurança entre a aplicação de diferentes herbicidas em pré-semeadura e a implantação da soja.
Conforme destacado por Pengo et al. (2026), alguns dos herbicidas avaliados apresentam maior potencial de causar fitotoxicidade à cultura (Tabela 1), demandando maior intervalo entre a aplicação e a semeadura para reduzir o risco de danos à soja. Por outro lado, os resultados apresentados por Pengo et al. (2026) indicam que, para os herbicidas avaliados, de modo geral, um intervalo de 20 dias entre a aplicação e a semeadura esteve associado a baixo risco de fitotoxicidade à soja.
Tabela 1. Fitotoxicidade aos 35 dias após a emergência (DAE) da cultura da soja em função dos herbicidas e momentos de aplicação avaliados. Fundação Rio Verde, 2026.
Embora o intervalo entre a dessecação pré-semeadura e a semeadura da soja possa variar em função do herbicida utilizado, da dose aplicada e das condições ambientais, Hermani (2021) recomenda que a dessecação pré-semeadura seja realizada, preferencialmente, com antecedência de 15 a 20 dias em relação à semeadura da soja. Entretanto, algumas moléculas apresentam particularidades quanto ao intervalo necessário entre a aplicação e a implantação da cultura. Para determinados herbicidas, como mesotriona, atrazina e iodosulfurom, esse período pode ser significativamente maior, chegando a até 90 dias, como forma de reduzir o risco de fitotoxicidade e favorecer o adequado estabelecimento da soja.
Ainda assim, o intervalo entre a aplicação e a semeadura não deve ser definido de maneira isolada, uma vez que a persistência e a disponibilidade dos herbicidas no ambiente são influenciadas pelo produto utilizado, dose, condições ambientais e características do solo e da área. Dessa forma, é fundamental observar as recomendações específicas para cada herbicida e seguir as orientações técnicas descritas em bula, respeitando os intervalos de segurança estabelecidos para a cultura.
Confira, a seguir, outros intervalos recomendados entre a dessecação e a semeadura da soja para alguns dos principais herbicidas utilizados no manejo de plantas daninhas da cultura.
Figura 1. Intervalo entre a aplicação de herbicidas e a semeadura das culturas do milho, trigo, soja e feijão.

Veja mais: Dessecação sequencial contribui para o manejo de plantas daninhas de difícil controle

Referências:
PENGO, R. et al. INTERVALOS DE SEGURANÇA DE HERBICIDAS EM PRÉ-SEMEADURA DA SOJA: SAFRA 2025/26. Fundação Rio Verde, 2026. Disponível em: < https://fundacaorioverde.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Intervalos-de-Seguranca-de-Herbicidas-Soja-2.pdf >, acesso em: 23/09/2026.
HERMANI, L. C. SISTEMA PLANTIO DIRETO: SUBSISTEMA SOJA. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/agencia-de-informacao-tecnologica/tematicas/sistema-plantio-direto/agrossistemas/sistema-santanna/producao/subsistema-soja?_ga=2.52221152.813319080.1701776449-1900144807.1687386007 >, acesso em: 23/09/2026.

Sustentabilidade
Trigo fecha em baixa em Chicago com expectativas de maior oferta e diplomacia no Mar Negro – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão com preços mais baixos. O mercado foi pressionado pelas expectativas de maior disponibilidade de oferta globalmente e por novos esforços diplomáticos para reduzir as tensões entre Rússia e Ucrânia.
O Kremlin informou que houve novos contatos sobre uma proposta da Turquia para garantir a passagem segura de grãos pelo Mar Negro. Os ataques contra portos e embarcações, contudo, continuam limitando as expectativas de retomada dos embarques. Ao mesmo tempo, a Rússia busca rotas alternativas para as exportações, com o porto de Murmansk, no Ártico, preparando equipamentos para movimentar trigo a partir do próximo mês.
Na Ucrânia, a colheita de grãos alcançou 33 milhões de toneladas em 7 milhões de hectares, equivalentes a 61% da área semeada, até 22 de setembro. Chuvas intensas devem predominar em grande parte do país nos próximos sete dias, atrasando a colheita de grãos tardios e oleaginosas, segundo analistas da UAC.
Nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que a colheita do trigo de primavera alcançou 96% da área até 20 de setembro, em linha com o mesmo período do ano passado e com a média dos últimos cinco anos. O plantio do cereal de inverno avançou para 17%, abaixo dos níveis de referência.
Os contratos com entrega em dezembro fecharam cotados a US$ 7,17 1/4 por bushel, com baixa de 9,50 centavos de dólar, ou 1,30%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em março de 2027 encerraram a US$ 7,33 1/4 por bushel, com recuo de 9,50 centavos de dólar, ou 1,27%.
Fonte: Agência Safras
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