Connect with us
20 de junho de 2026

Sustentabilidade

incêndio em silo acende alerta sobre segurança

Published

on

Um incêndio de grande proporção atingiu, na última sexta-feira (11), um dos silos de armazenamento de soja de uma empresa localizada às margens da BR-116, a cerca de cinco quilômetros do centro de Arroio Grande, no sul do Rio Grande do Sul. No sábado (12), o fogo ainda consumia a estrutura, que ameaçava desabar a qualquer momento. Apesar da gravidade, não houve registro de feridos. A área foi isolada por segurança e considerada de alto risco pelas equipes do Corpo de Bombeiros.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

O combate às chamas só teve avanços após os bombeiros conseguirem redirecionar as mangueiras para um segundo silo da empresa, o que possibilitou o acesso direto ao foco do incêndio. Ainda assim, a operação completa exigiu a retirada de toda a soja armazenada, o que tornou o trabalho mais lento e delicado, podendo levar dias.

Riscos em silos de soja e armazéns

O caso acende um alerta importante sobre os riscos silenciosos que envolvem estruturas de armazenamento de grãos, como silos e armazéns. Segundo Raphael Diniz, coordenador global de produtos para atmosferas explosivas na Schmersal Brasil, o maior perigo está no acúmulo de poeira, um componente altamente inflamável e muitas vezes ignorado. Ele explica que uma explosão de poeira ocorre quando cinco elementos estão presentes: combustível (no caso, a poeira), oxigênio, fonte de ignição, poeira em suspensão (em forma de nuvem) e ambiente confinado.

Se essa poeira estiver apenas depositada em camadas, o resultado tende a ser um princípio de incêndio. Mas, quando está suspensa no ar em espaços fechados, o risco é de explosão. E não para por aí. A primeira explosão provoca um deslocamento de ar que levanta mais poeira, gerando explosões secundárias. Assim, um foco pequeno pode se transformar numa tragédia capaz de destruir toda uma estrutura industrial.

De acordo com Diniz, os sinais de risco geralmente passam despercebidos: acúmulo visível de poeira, dificuldade de enxergar dentro do silo e ausência de ventilação adequada. Instalações elétricas e mecânicas também precisam de atenção, já que muitas explosões têm origem em centelhas geradas por falhas nesses sistemas.

Ele também ressalta que silos, por definição, são espaços confinados e, por isso, já oferecem alto risco. A eles se somam fatores como soterramento por grãos, trabalho em altura e as já citadas poeiras combustíveis. É um cenário ideal para diversos tipos de acidente, desde incêndios até explosões múltiplas.

Fatores como ventilação, controle de temperatura e limpeza fazem toda a diferença na prevenção. A ventilação evita o acúmulo de poeiras, a limpeza impede que elas fiquem depositadas em camadas e o controle de temperatura reduz as chances de ignição por superaquecimento de rolamentos ou outros componentes. A instalação elétrica precisa ser específica para áreas classificadas, obedecendo normas de segurança mais rígidas, com sistemas de aterramento eficazes.

Senar na linha de frente da proteção

Mas e a prevenção? Para Alex Sandro da Silva, supervisor de Segurança do Trabalho do Senar/MT, é aí que entra o papel fundamental da capacitação. O Senar, referência em formação para o campo, atua diretamente na orientação de produtores e trabalhadores sobre a correta utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a importância da segurança operacional.

”Os EPIs variam de acordo com o nível de risco. Para atividades gerais em silos, são indicados capacete com jugular, óculos de proteção, protetores auriculares, luvas, botas com solado antiderrapante e respiradores PFF2 ou PFF3”, comenta o especialista. Em ambientes de maior risco, como entradas em espaços confinados, é obrigatório o uso de cintos tipo paraquedista com talabarte, dispositivos de ancoragem, detectores de gases e até respiradores autônomos.

Mesmo com todos os equipamentos disponíveis, o desafio maior continua sendo a resistência dos próprios trabalhadores. Muitos alegam desconforto térmico, acreditam que “nada vai acontecer” ou dizem que o EPI atrapalha o serviço. Para enfrentar esse comportamento, o Senar aposta em treinamentos práticos e contextualizados. Mostra vídeos reais de acidentes, promove simulações, apresenta relatos de trabalhadores vítimas de negligência e até envolve as famílias, criando uma rede de apoio para reforçar o comportamento seguro.

Além dos EPIs, há uma série de medidas estruturais que devem ser adotadas. Entre elas, o Sistema de Permissão de Entrada (PT), que formaliza o trabalho em espaço confinado, desde a análise de gases até o plano de resgate. Equipamentos de resgate como tripés com guincho, iluminação anti-explosão, sistemas de ancoragem e linhas de vida, bem como sinalizações obrigatórias, também são fundamentais para garantir a segurança.

”A escolha correta dos EPIs deve levar em consideração a FISPQ (Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico), que orienta sobre o risco do produto armazenado e o tipo de proteção adequada. Todos os equipamentos devem ser certificados pelo Inmetro e utilizados conforme exigido pelas normas NR-31.13 (espaço confinado) e NR-20 (inflamáveis e combustíveis)”, diz Alexandre. Além disso, a capacitação dos trabalhadores precisa ser contínua, indo além do treinamento inicial ou admissional.

Entre os riscos mais comuns enfrentados por trabalhadores em silos, destacam-se o engolfamento (ou soterramento por grãos), atmosferas tóxicas ou com falta de oxigênio, explosões de poeira e quedas de grandes alturas. Cada um deles exige EPIs específicos e, principalmente, uma cultura organizacional que priorize a vida e a prevenção.

Os EPIs salvam, mas sozinhos não bastam. É preciso investir também em infraestrutura segura, processos bem definidos, fiscalização rigorosa e, acima de tudo, em educação continuada. O incêndio em Arroio Grande poderia ter terminado de forma trágica e não terminou desta vez. Mas serve como alerta de que, no agronegócio, a segurança não pode ser ignorada.

Continue Reading

Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

Published

on


A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

Continue Reading

Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

Published

on


Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

O post Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

Published

on


Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


undefined


 

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT