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13 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

UFMT aposta em parcerias para impulsionar nanotecnologia no campo

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O objetivo é criar insumos agrícolas mais eficientes e com menor impacto ambiental

Diante do expressivo crescimento de investimentos globais em nanotecnologia aplicada à agricultura, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) tem firmado parcerias estratégicas para transformar essa ciência em soluções práticas voltadas à produtividade e à sustentabilidade no campo.

A colaboração mais recente foi firmada com a Ambios, empresa mato-grossense que desenvolve fertilizantes orgânicos a partir do coproduto da tilápia.

O objetivo é criar insumos agrícolas mais eficientes e com menor impacto ambiental, utilizando resíduos da piscicultura e extratos de algas como base para fertilizantes.

A expectativa é que esses produtos ajudem a reduzir a dependência de agroquímicos convencionais, além de enfrentar desafios como mudanças climáticas e perda de fertilidade do solo. A nanotecnologia aplicada ao agro está em franca expansão. Levantamento da Data Bridge Market Research estima que o mercado global movimentou US$ 398,5 bilhões em 2024, com projeção de alcançar US$ 965,8 bilhões até 2032. Já a consultoria InsightAce Analytic prevê crescimento ainda maior, com o setor chegando a US$ 1,42 trilhão até 2034.

“Nosso foco é desenvolver nanopartículas de carbono e de micronutrientes a partir de fontes renováveis, oferecendo alternativas viáveis aos insumos convencionais e ampliando a sustentabilidade nos sistemas de produção agrícola”, explica o professor Dr. Ailton J. Terezo, do Instituto de Química da UFMT, responsável pelo projeto.

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Além da inovação científica, o professor destaca que a iniciativa também está alinhada ao compromisso da universidade em transformar conhecimento em impacto social e ambiental. “O projeto oferecerá oportunidades para que estudantes se integrem a pesquisas de ponta, fortalecendo a formação de novos talentos em nanotecnologia aplicada ao agro, uma área estratégica e em crescimento acelerado”, complementa.

 

Parceria estratégica para o agro

Por meio da Rede MT-NanoAgro e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável (INCT NanoAgro), a UFMT será responsável pelo desenvolvimento das nanopartículas em laboratório. A Ambios, por sua vez, conduzirá os testes de campo e ficará encarregada da futura produção em escala dos insumos.

“Acreditamos que essa parceria marca um novo capítulo para a agricultura”, afirma Nilton Ribeiro, químico e gestor da unidade de produção da Ambios. “As soluções nanotecnológicas que estamos desenvolvendo exigem doses menores, oferecem maior eficiência e contribuem diretamente para a lucratividade e a redução de custos no campo”, acrescentou.

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Os primeiros resultados estão previstos para o prazo de um ano, com potencial para gerar pedidos de patente e ampliar o portfólio de soluções bioinspiradas já desenvolvidas pela empresa. “Esse curto prazo demonstra a agilidade da pesquisa e o potencial de impacto no mercado”, acrescenta Nilton.

 

Inovação e sustentabilidade no solo

A Ambios, empresa ligada à Natter, atua com tecnologias de ponta voltadas à nutrição do solo, promovendo práticas sustentáveis e de agricultura regenerativa. Seu portfólio inclui aminoácidos e micronutrientes aplicáveis desde o tratamento da semente até a nutrição foliar, todos formulados com produção própria, o que garante maior eficiência e qualidade na aplicação.

Entre os destaques está o Ingrow, fertilizante orgânico com o maior teor de aminoácidos do mercado, desenvolvido para estimular e recuperar a biologia natural do solo, contribuindo para ganhos expressivos em produtividade. Outro destaque é o Marin Deep, da linha Marin, um fertilizante fluido que combina diferentes tipos de algas marinhas em sua formulação, oferecendo maior resistência das plantas em condições adversas como estiagem prolongada e temperaturas elevadas.

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Custo da soja sobe e rentabilidade deve cair 35% na safra 26/27, aponta Imea

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Os dados foram apresentados aos produtores rurais em Brasnorte e fazem parte do Projeto Custo de Produção Agropecuário de Mato Grosso

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Agro Mato Grosso

Biostimulantes ampliam ação de fungos contra Diaphorina citri

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Mistura com silício e quitosana elevou mortalidade do psilídeo em condições ambientais favoráveis

A associação de fungos entomopatogênicos com biostimulantes à base de dióxido de silício e quitosana aumentou a mortalidade de Diaphorina citri em parte dos bioensaios realizados em casa de vegetação. O desempenho, porém, dependeu das condições ambientais. Temperatura de 34 graus Celsius e umidade relativa próxima de 35 por cento limitaram a ação dos agentes biológicos. Sob 26 graus Celsius e umidade relativa ao redor de 67 por cento, os tratamentos com fungos reduziram a sobrevivência do psilídeo.

Estudo avaliou formulações comerciais de Beauveria bassiana, Metarhizium anisopliae e Cordyceps fumosorosea, também apresentada no trabalho como sinônimo de Isaria fumosorosea. Os pesquisadores aplicaram os fungos isoladamente ou em mistura com biostimulantes contendo dióxido de silício e D-glucosamina proveniente de quitosana. O objetivo envolveu a avaliação da compatibilidade da mistura em tanque e de seus efeitos sobre a mortalidade de adultos de Diaphorina citri, principal vetor do Huanglongbing, o HLB (doi 10.3390/insects17090947).

Seis bioensaios

Os pesquisadores conduziram seis bioensaios em casas de vegetação da Universidade Estadual de Londrina, no Paraná. As plantas hospedeiras utilizadas foram de Murraya paniculata. Os insetos vieram de uma colônia livre de Candidatus Liberibacter asiaticus. Os adultos tinham entre sete e dez dias após a emergência.

O primeiro bioensaio ocorreu em casa de vegetação sem climatização, sob temperatura de 34 graus Celsius, com variação de dois graus, e umidade relativa próxima de 35 por cento. Nessas condições, Beauveria bassiana, aplicada sozinha ou com os biostimulantes, não elevou a mortalidade de Diaphorina citri em relação ao controle sem tratamento. Os pesquisadores relacionam o resultado ao ambiente desfavorável ao desenvolvimento dos fungos entomopatogênicos.

O segundo ensaio ocorreu sob temperatura de 26 graus Celsius, com variação de dois graus, e umidade relativa próxima de 67 por cento. Nesse ambiente, Beauveria bassiana e a combinação do fungo com os biostimulantes provocaram mortalidade superior à registrada no controle. Os bioensaios seguintes mantiveram essas condições ambientais.

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Experimentos três a cinco

Nos experimentos três a cinco, os pesquisadores avaliaram também Metarhizium anisopliae e Cordyceps fumosorosea, além de Beauveria bassiana. No sexto bioensaio, o desenho experimental foi reduzido a seis tratamentos, contemplando apenas Beauveria bassiana e Cordyceps fumosorosea — isolados ou combinados aos biostimulantes —, além dos controles com água e com os biostimulantes sozinhos; Metarhizium anisopliae não fez parte desse último ensaio. O protocolo incluiu duas pulverizações. A primeira ocorreu 24 horas após a liberação dos insetos. A segunda ocorreu 192 horas após a liberação. Cada aplicação utilizou dez mililitros de calda por gaiola, com cinco mililitros dirigidos de cima para baixo e cinco mililitros de baixo para cima.

Os resultados indicaram ausência de antagonismo dos biostimulantes sobre os fungos comerciais. Em alguns ensaios, a associação aumentou a mortalidade do psilídeo em comparação com o fungo aplicado isoladamente. No quarto bioensaio, a combinação de Beauveria bassiana com os biostimulantes apresentou mortalidade superior à aplicação isolada do fungo na avaliação realizada após 192 horas. No quinto ensaio, a mesma associação também superou Beauveria bassiana aplicada sem os biostimulantes.

Sexto bioensaio

No sexto bioensaio, Cordyceps fumosorosea associado aos biostimulantes reduziu a sobrevivência dos insetos nas avaliações realizadas após 24, 192 e 480 horas. A combinação de Beauveria bassiana com os biostimulantes apresentou efeito significativo nas avaliações de 192 e 480 horas. No final do experimento, os tratamentos formados por fungos e biostimulantes superaram tanto o controle sem tratamento quanto a aplicação isolada dos biostimulantes.

A inclusão de um adjuvante organossiliconado, avaliada no quarto ensaio, não aumentou a mortalidade dos insetos. O estudo também mostrou vantagem do inseticida sintético usado como referência. A combinação de lambda-cialotrina e clorantraniliprole apresentou mortalidade inicial mais rápida e, em vários ensaios, superior à registrada com os agentes biológicos.

Segundo os pesquisadores, essa diferença no tempo de ação representa uma limitação importante no manejo de Diaphorina citri. Fungos entomopatogênicos demandam um período maior para infecção e morte do hospedeiro. Para um inseto vetor, a rapidez do controle ganha importância devido ao risco de transmissão do agente associado ao HLB.

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Influência do microclima

Os dados também reforçam a influência do microclima sobre o controle biológico. O estudo não permite definir limites exatos de proteção oferecidos pelos biostimulantes em situações de calor e baixa umidade. Os próprios pesquisadores destacam uma limitação experimental: os dois primeiros bioensaios ocorreram em casas de vegetação diferentes e em momentos distintos. Assim, os efeitos de temperatura e umidade também ficaram associados a variações espaciais e temporais.

A pesquisa aponta a mistura em tanque de fungos entomopatogênicos comerciais com dióxido de silício e quitosana como alternativa compatível para programas de manejo integrado de Diaphorina citri. O resultado depende, contudo, de condições ambientais favoráveis à atividade dos fungos. Os pesquisadores recomendam novos estudos em câmaras climáticas, com diferentes combinações de temperatura e umidade relativa, além de ensaios em campo para avaliar persistência, eficiência operacional e viabilidade da estratégia em pomares comerciais.

O trabalho foi realizado por Éder M. Carrilho, Paulo S. G. Cremonez, Luciano M. de Oliveira, Fernando T. Hata, Maurício U. Ventura e Humberto G. Androcioli.

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Agro Mato Grosso

VÍDEO: cobras ‘dançam’ durante disputa por fêmea e formam ‘bolo nupcial’ em MT

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Uma cena rara de acasalamento entre três cobras caninanas foi registrada em uma propriedade rural próxima a Cáceres, a 220 km de Cuiabá. O vídeo foi feito por Luís Felipe Monteiro César, de 25 anos, enquanto ele trabalhava no local, na última terça-feira (8).

Nas imagens, as três serpentes aparecem inicialmente entrelaçadas, formando o que os biólogos chamam de “bolo nupcial”. Em seguida, dois dos animais erguem parte do corpo e começam uma disputa que, à primeira vista, se assemelha a uma luta ou até mesmo a uma dança. Enquanto os dois machos se enfrentam, a fêmea permanece entrelaçada, acasalando com um deles (assista abaixo acima).

O biólogo Luiz Eduardo Saragiotto explicou que o comportamento faz parte da disputa reprodutiva da espécie. Segundo ele, os machos se empurram e tentam demonstrar força para conseguir acesso à fêmea.

A presença de mais de um macho também não é incomum nesse período. Uma mesma fêmea pode atrair diferentes parceiros e até acasalar com mais de um deles durante o ciclo reprodutivo.

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“É comum a fêmea no ‘cio’ atrair mais de um macho, inclusive acasalar com mais de um. Essa dinâmica pode acontecer por horas ou até por mais de um dia”, afirmou.

De acordo com o especialista, apesar de esse tipo de comportamento fazer parte da reprodução das serpentes na natureza, conseguir presenciar e registrar a cena é raro.

🐍 Spilotes pullatus

Conhecida cientificamente como Spilotes pullatusa caninana é uma das maiores serpentes do Brasil e pode ultrapassar 2,5 metros. Apesar de não ser peçonhenta, pode adotar postura defensiva quando se sente ameaçada, erguendo a cabeça, achatando o pescoço e podendo até morder.

Apesar da postura intimidadora, ela não possui veneno e não representa risco direto aos humanos. Ela pode ser encontrada em praticamente todos os biomas do país, com exceção dos Pampas.

A espécie se alimenta de pequenos mamíferos, aves, anfíbios e até de outras serpentes, inclusive venenosas. Esse hábito reforça sua grande importância ecológica, já que contribui para o controle das populações de animais e ajuda a manter o equilíbrio ambiental.
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