Connect with us
4 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Inpe: alertas de desmatamento na Amazônia sobem 27% no 1º semestre | MT

Published

on

O acumulado de alertas de desmatamento durante os primeiros seis meses do ano na Amazônia Legal está em 2.090,38 km², segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

📉 Quando comparado com o mesmo período do ano passado, o índice representa um aumento de aproximadamente 27%, quando os alertas somaram 1.645,94 km². Os números foram divulgados na manhã desta sexta-feira (11) pelo Inpe.

🌱 A Amazônia Legal corresponde a 59% do território brasileiro, e engloba a área de 8 estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e parte do Maranhão.

É a primeira vez que o índice sobe no período correspondente ao terceiro mandato do presidente Lula (PT). Os alertas são feitos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).

Ele produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²) – tanto para áreas totalmente desmatadas como para aquelas em processo de degradação florestal (por exploração de madeira, mineração, queimadas e outras).

Advertisement

Por isso, os números podem ter alteração até a finalização da análise dos dados pelo Inpe, que costuma rever a influência de fatores como a cobertura de nuvens na medição das taxas.

Ainda segundo os dados do Deter, a Amazônia teve 458 km² de área sob alerta de desmatamento em junho. É o menor número já registrado para o mês desde o início da série histórica.

☁️ Ao mesmo tempo, porém, o monitoramento enfrentou o maior índice de cobertura de nuvens para junho, o que pode esconder parte da devastação.

Mato Grosso, Pará e Amazonas lideraram o ranking de áreas mais afetadas: juntos, somaram mais de 400 km². Só o Mato Grosso respondeu por quase metade do total, com 206 km².

No acumulado dos seis primeiros meses de 2025, o Mato Grosso também encabeça a lista dos estados que mais perderam floresta: foram 1.097 km² derrubados, alta de 141% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Advertisement

Segundo o Deter, quase 40% do desmatamento detectado entre 1º e 27 de junho ocorreu em áreas sem definição clara de uso, como florestas públicas não destinadas (17,5%) e terras sem registro fundiário (21,4%).

Ainda assim, a maior parte da devastação ocorreu em propriedades privadas, que concentraram 43,5% dos alertas em junho.

E essa tendência se repete no semestre: até 27 de junho, donos de terras privadas foram responsáveis por 795 km² de desmatamento — 39% do total, um salto de 81% em relação aos 439 km² do mesmo intervalo em 2024.

Para Ana Clis Ferreira, porta-voz de Florestas do Greenpeace Brasil, o aumento do desmatamento na Amazônia neste primeiro semestre pode estar relacionado a uma expectativa de retrocesso nas políticas ambientais, especialmente no Mato Grosso, estado que lidera os índices de destruição neste ano.

Ela aponta que acordos importantes, como a Moratória da Soja, vêm sofrendo pressões políticas e jurídicas. Além disso, alerta para o risco de afrouxamento nas regras de licenciamento ambiental, com a possível aprovação do Projeto de Lei 2159/2021, apelidado por ambientalistas de “PL da Devastação”.

Advertisement

“A Moratória da Soja tem sido central para conter o avanço da destruição na cadeia da soja, mas está sendo atacada. E o PL da Devastação pode piorar ainda mais a situação, ao facilitar a expansão do desmatamento”, afirma Ferreira.

 

Queda no Cerrado

 

Já no Cerrado, o total de áreas sob alertas de desmatamento apresentou uma queda de 9.8% no mesmo período.

No ano passado, de janeiro a junho o bioma registrou 3.724,3 km² de áreas devastadas. Já este ano, foram 3.358,3 km².

Apesar da queda, na contramão da redução do desmatamento em outros biomas, o Cerrado vem perdendo historicamente vegetação e é o bioma mais desmatado no país. Muito dessa destruição, acontece com o uso do fogo, em incêndios descontrolados.

Advertisement

Há alguns anos especialistas apontam inclusive que o bioma sofre a com falta de atenção política e orçamentária, mesmo sendo uma região estratégica para a segurança hídrica, climática e alimentar do país.

O Cerrado, por exemplo, abriga as nascentes das principais bacias hidrográficas brasileiras, mas perde cobertura nativa mais rapidamente que a Amazônia.

Deter x Prodes

🚨 Os alertas de desmatamento são feitos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe, que produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²), tanto para áreas totalmente desmatadas como para aquelas em processo de degradação florestal (exploração de madeira, mineração, queimadas e outras).

Deter, contudo, não é o dado oficial de desmatamento, mas alerta sobre onde o problema está acontecendo.

A medição oficial do desmatamento, feita pelo sistema Prodes, costuma superar os alertas sinalizados pelo Deter.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Agro Mato Grosso

Desenrola 2.0: Produtor rural MT entra no programa pela primeira vez

Published

on

Programa fica aberto por 90 dias e cobre dívidas de famílias, estudantes, pequenas empresas e assentados da reforma agrária

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta segunda-feira o Novo Desenrola Brasil, nova edição do programa federal de renegociação de dívidas. A iniciativa oferece juros de até 1,99% ao mês, descontos de até 90% sobre o valor total devido e possibilidade de usar o FGTS para quitar débitos. Uma das principais novidades é a inclusão do produtor rural e de famílias assentadas pelo programa de reforma agrária,público que não integrava o Desenrola original.

O programa funciona por 90 dias e se divide em quatro categorias:
  • Desenrola Famílias — para quem tem renda de até cinco salários mínimos
  • Desenrola Fies — para estudantes do ensino superior com financiamento estudantil
  • Desenrola Empreendedor — para micro e pequenas empresas
  • Desenrola Rural — para pequenos produtores rurais e assentados da reforma agrária

O foco recai sobre dívidas de cartão de crédito, cheque especial, Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e crédito rural.

A inclusão do setor rural representa a principal inovação do Desenrola 2.0. Pelo Desenrola Rural, pequenos agricultores e famílias assentadas podem renegociar dívidas com prazo estendido até dezembro. O governo ampliou o limite de adesão especificamente para esse público, que historicamente enfrenta dificuldades de acesso a programas de crédito urbano.

Famílias podem parcelar em até quatro anos

Para o público geral, o Desenrola Famílias garante descontos entre 30% e 90% do valor devido, com parcelamento em até 48 meses e prazo de 35 dias para o pagamento da primeira parcela. Famílias com renda mensal de até R$ 8.105 ainda podem liberar até 20% do saldo do FGTS para abater as dívidas.

Quem tem dívidas do Fies vencidas há mais de 90 dias pode negociar descontos entre 12% e 99% sobre juros e multas. O valor principal pode ser parcelado em até 150 vezes.

Para micro e pequenas empresas, o programa ampliou prazos e limites. A carência de pagamento sobe de 12 para 24 meses, o prazo máximo passa de 72 para 96 meses e a tolerância no atraso vai de 14 para 90 dias. O teto de crédito sobe para R$ 180 mil (ante R$ 130 mil) para empresas com faturamento anual de até R$ 360 mil, e para R$ 500 mil (ante R$ 250 mil) para CNPJs com faturamento de até R$ 4,8 milhões.

Recursos vêm do FGO e de valores esquecidos nos bancos

O programa acessa o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que já conta com R$ 2 bilhões disponíveis e pode receber um aporte adicional de até R$ 5 bilhões. O governo também prevê uso de recursos do SVR (Sistema de Valores a Receber), que reúne dinheiro esquecido em instituições financeiras.

Advertisement

O Novo Desenrola também altera as regras do crédito consignado do INSS e do servidor público. As duas modalidades deixam de vincular o cartão ao empréstimo. Para aposentados e pensionistas do INSS, o prazo das operações sobe de 96 para 108 meses, a carência chega a 90 dias e a margem de comprometimento de renda cai de 45% para 40%.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Pecuária de MT lucra com a venda de pênis bovino para a Ásia

Published

on

Na exportação de carne, Estado se destaca também pela comercialização de subprodutos. Como o vergalho

Enquanto os cortes nobres seguem como protagonistas nas exportações de carne bovina brasileira, outros produtos vêm ganhando relevância estratégica no comércio internacional.

Nos últimos anos, Mato Grosso tem se destacado não apenas na venda de carne bovina, mas também na comercialização de subprodutos.

Como o pênis bovino, conhecido como vergalho, destinado, principalmente, ao mercado asiático.

A ampliação desse tipo de comércio contribui para o melhor aproveitamento do animal e para o aumento da rentabilidade da cadeia produtiva da pecuária.

Além da venda no mercado interno, com preço médio de R$ 21 o quilo, o vergalho bovino tem entre os principais destinos internacionais Hong Kong, onde o valor da tonelada pode chegar a US$ 6 mil.

Advertisement

O produto é exportado na forma in natura, seguindo rigorosos protocolos sanitários.

“A comercialização do vergalho in natura é contínua, com volume médio mensal entre quatro e cinco toneladas”, afirma o gerente de marketing da SulBeef, Alan Gutierrez, uma das indústrias mato-grossenses autorizadas a exportar esse subproduto.

Segundo ele, a regularidade das vendas demonstra a existência de um mercado consolidado para esse tipo de produto.

Na culinária asiática, especialmente em países e regiões com forte tradição no consumo integral do animal, o vergalho é utilizado em preparações cozidas, ensopadas e pratos típicos, sendo valorizado pela textura e pela capacidade de absorver temperos e caldos.

Essa característica cultural sustenta uma demanda estável por subprodutos bovinos, como miúdos e partes menos convencionais para o paladar ocidental, ampliando as oportunidades comerciais para países exportadores.

Advertisement

Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, esse tipo de mercado evidencia a força e a competitividade da pecuária mato-grossense.

“Mato Grosso tem uma pecuária robusta, eficiente e cada vez mais alinhada às exigências internacionais. A capacidade de acessar diferentes mercados, inclusive para subprodutos, mostra o nível de organização da cadeia produtiva e o potencial do estado em agregar valor em todas as etapas”.

“Quando ampliamos o portfólio e atendemos mercados com diferentes perfis de consumo, fortalecemos a economia, reduzimos riscos e aumentamos a competitividade da carne produzida em Mato Grosso no cenário global”, diz o diretor de Projetos do Imac.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Seguro rural premia manejo do solo e corta 50% do custo do seguro

Published

on

A entrada de Mato Grosso do Sul em um novo modelo de seguro rural muda a lógica de proteção da lavoura no país: pela primeira vez, o produtor passa a pagar menos conforme melhora o manejo do solo, e não apenas pelo histórico climático da região.

A mudança vem com a ampliação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático por Níveis de Manejo (ZarcNM), ferramenta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O modelo foi estendido ao Estado por meio da Resolução nº 111/2026 do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural.

Na prática, o impacto é direto no bolso. No milho safrinha, uma das culturas mais sensíveis à seca no Estado, o governo federal poderá bancar até 50% do valor do seguro nas áreas com melhor classificação de manejo. Em propriedades com nível mais baixo, o subsídio começa em 40%.

Para a soja, o incentivo também existe, mas em menor escala: varia de 20% a 40%, conforme o nível da área produtiva. A diferença entre um produtor e outro passa a depender do que ele faz dentro da porteira. Áreas com plantio direto consolidado, cobertura de solo e maior capacidade de retenção de água tendem a receber classificação mais alta e, com isso, pagar menos pelo seguro.

Esse enquadramento será feito previamente por meio do Sistema de Identificação de Níveis de Manejo (SINM), da Embrapa. Com isso, o produtor saberá antes de contratar a apólice qual será seu nível de risco e o percentual de subvenção a que terá direito.

O modelo também muda o tempo da decisão. O seguro poderá ser contratado antes mesmo do plantio, com base nas janelas do Zarc, trazendo previsibilidade para o planejamento da safra. No caso do milho safrinha, as lavouras plantadas no início de 2027 já poderão entrar nesse novo sistema.

Advertisement

A exigência mínima é contratar seguro com cobertura de pelo menos 65% da produtividade esperada. Caso a apólice seja cancelada, o subsídio precisa ser devolvido — o que aumenta o compromisso com a contratação efetiva.

Até aqui, o projeto estava restrito à soja no Paraná. Com a ampliação, Mato Grosso do Sul entra como área prioritária tanto para soja quanto para milho de segunda safra, ao lado de Estados do Sul.

O avanço ocorre em um momento de perdas recorrentes por clima no Estado, especialmente no milho safrinha. Ao atrelar o valor do seguro à qualidade do manejo, o governo tenta atacar o problema na origem: reduzir o risco produtivo dentro da própria lavoura.

No limite, a mudança transforma o seguro rural em instrumento de gestão, e não apenas de compensação. Quem produz melhor — e com mais resiliência — passa a pagar menos para se proteger.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT