Sustentabilidade
Setor produtivo repercute tarifas de 50% de Trump ao Brasil e avalia impactos – MAIS SOJA

A imposição de 50% de tarifas sobre o produto brasileiro por parte dos Estados Unidos foi recebida com preocupação e surpresa pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para a instituição, a prioridade deve ser intensificar a negociação com o governo de Donald Trump para preservar a relação comercial histórica e complementar entre os países.
Não existe qualquer fato econômico que justifique uma medida desse tamanho, elevando as tarifas sobre o Brasil do piso ao teto. Os impactos dessas tarifas podem ser graves para a nossa indústria, que é muito interligada ao sistema produtivo americano. Uma quebra nessa relação traria muitos prejuízos à nossa economia. Por isso, para o setor produtivo, o mais importante agora é intensificar as negociações e o diálogo para reverter essa decisão, avalia Ricardo Alban, presidente da CNI.
Brasil e Estados Unidos sustentam uma relação econômica robusta, estratégica e mutuamente benéfica alicerçada em 200 anos de parceria. Os EUA são o 3 principal parceiro comercial do Brasil e o principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira. O aumento da tarifa para 50% terá impacto significativo na competitividade de cerca de 10 mil empresas que exportam para os Estados Unidos.
Resultados preliminares de consulta realizada pela CNI indicaram que um terço das empresas respondentes que exportam bens e/ou serviços aos EUA tiveram impactos negativos nos seus negócios. O levantamento foi realizado nos meses de junho e julho, ainda no contexto da tarifa básica de 10% e demais medidas comerciais setoriais.
A CNI reforça a importância de intensificar uma comunicação construtiva e contínua entre os dois governos. Sempre defendemos o diálogo como o caminho mais eficaz para resolver divergências e buscar soluções que favoreçam ambos os países. É por meio da cooperação que construiremos uma relação comercial mais equilibrada, complementar e benéfica entre o Brasil e os Estados Unidos destaca Ricardo Alban.
Ao contrário da afirmação do governo dos Estados Unidos, o país norte-americano mantém superávit com o Brasil há mais de 15 anos. Somente na última década, o superávit norte-americano foi de US$ 91,6 bilhões no comércio de bens. Incluindo o comércio de serviços, o superávit americano atinge US$ 256,9 bilhões. Entre as principais economias do mundo, o Brasil é um dos poucos países com superávit a favor dos EUA.
A CNI aponta que a entrada de produtos norte-americanos no Brasil estava sujeita a uma tarifa real de importação de 2,7% em 2023, o que diverge da declaração da Casa Branca. A tarifa efetiva aplicada pelo Brasil aos Estados Unidos foi quatro vezes menor do que a tarifa nominal de 11,2% assumida no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).
A tarifa afeta a economia americana. O relacionamento bilateral é marcado por complementariedade, isto é, o comércio bilateral é composto por fluxos intensos de insumos produtivos. Na última década, esses bens representaram, em média, 61,4% das exportações e 56,5% das importações brasileiras.
A forte integração econômica entre os dois países é evidenciada pelas 3.662 empresas americanas com investimentos no Brasil e pelas 2.962 empresas brasileiras com presença nos Estados Unidos. Os Estados Unidos foram o principal destino dos anúncios de investimentos greenfield brasileiro no mundo entre 2013 e 2023, concentrando 142 projetos de implantação produtiva.
As exportações brasileiras para os EUA têm grande relevância para a economia nacional. Em 2024, a cada R$ 1 bilhão exportado ao mercado americano foram criados 24,3 mil empregos, R$ 531,8 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção no Brasil. Portanto, o aumento da tarifa de importação americana para 50% impacta diretamente a economia brasileira e abala a cooperação com os EUA.”
FIESP: Soberania nacional é inegociável apesar do impacto negativo para a indústria brasileira
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) ressaltou a soberania do estado brasileiro e disse que “apesar do impacto negativo para a indústria brasileira da elevação de tarifas unilateralmente pelos EUA”, entende que “a soberania nacional é inegociável”, em nota oficial assinada por seu presidente, Josué Gomes da Silva.
Confira a nota na íntegra abaixo:
“O Brasil, assim como os Estados Unidos, é uma nação soberana em que prevalece o estado democrático de direito assentado sobre um sistema de tripartição de poderes independentes (o Executivo, o Legislativo e o Judiciário) e, vale enfatizar, muito inspirado nos princípios instituídos pelos Founding Fathers da América.
Pode parecer desnecessária essa afirmação, mas, quando razões não econômicas são usadas para justificar a quebra de todo o regramento comercial e do direito internacional, é importante reafirmar esses princípios.
Apesar do impacto negativo para a indústria brasileira da elevação de tarifas unilateralmente pelos EUA, entendemos que a soberania nacional é inegociável. Este é um princípio balizador.
Negociar com serenidade, a partir de fatos e estatísticas verdadeiras, é de interesse comum às empresas brasileiras e americanas, que sempre foram bem-vindas ao Brasil. A livre atuação das empresas americanas, como de qualquer empresa nacional ou de outro país, deverá ser assegurada nos termos da legislação brasileira.
É importante lembrar que os EUA têm relevante superávit com o Brasil não só na balança comercial, mas, ainda maior, também na balança de serviços. Desconhecer mais de 200 anos de excelentes relações internacionais e comerciais não atende a nenhum dos dois países.
São muitas as oportunidades de mais e maiores negócios entre Brasil e EUA em benefício de nossas populações. Da exploração de terras raras ao desenvolvimento de padrões mundiais para os biocombustíveis, inclusive o SAF; do desenvolvimento de medicamentos à integração energética (como etanol e gás natural); dos investimentos conjuntos para a digitalização da economia ao uso da abundante geração de energia elétrica de fontes renováveis e baratas para o processamento de dados de ambos os países são apenas algumas das oportunidades em que empresas e governos deveriam focar.
Esperamos que a diplomacia e as negociações equilibradas prevaleçam, a despeito de ideologias e preferências pessoais, e que o bom senso volte a nortear a relação entre essas duas grandes nações soberanas.
Josué Gomes da Silva Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP”
IBP prega solução diplomática para preservar fluxo comercial entre Brasil e EUA
O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) divulgou um comunicado afirmando ver com preocupação o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de taxar em 50% todos os produtos brasileiros exportados a partir do dia 1º de agosto de 2025. O IBP defende o diálogo aberto entre as lideranças brasileiras e norte-americanas a fim de encontrar uma solução diplomática para esta questão e preservar a estabilidade institucional e o fluxo comercial entre as duas maiores economias do continente.
Segundo o IBP, a medida traz incertezas para o setor de petróleo e gás, que responde hoje por 17% do PIB industrial brasileiro e 1,6 milhão de empregos diretos e indiretos no país. Em 2024, o petróleo foi o principal produto da pauta de exportações no Brasil, superando a soja e contribuindo com US$ 44,8 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Para o mercado norte-americano, o petróleo bruto é hoje o principal item na pauta de exportações.
“Somos o oitavo maior produtor de óleo bruto do mundo e, entre 2021 e 2023, as exportações líquidas de petróleo atingiram US$ 92,7 bilhões em receitas para o país. Por isso, avaliamos com cautela os reais impactos sobre investimentos e competitividade da nossa indústria, que conta com mais de 40 mil empresas atuando diretamente no Brasil”, detalhou o IBP.
FecomercioSP diz que setor produtivo não pode pagar o preço de disputas ideológicas
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), entidade que representa o setor terciário do Estado mais rico do Brasil, expressa profunda apreensão diante da decisão anunciada pelo governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras. A medida fere os princípios elementares do comércio internacional e penaliza, de forma injusta, empresas comprometidas com a produção, a geração de empregos e o crescimento econômico do país. O setor privado brasileiro, responsável por sustentar a atividade econômica e criar milhões de postos de trabalho, não pode ser transformado em instrumento de retaliação política ou alvo de embates ideológicos (de ambos os lados), que estão fora de sua esfera de atuação.
Além de fragilizar o Comércio entre os dois países, a FecomercioSP considera inadmissível que decisões estratégicas e de alto impacto sejam tomadas à margem do diálogo diplomático e da construção de consensos. A ruptura de pontes comerciais não apenas compromete as cadeias produtivas, como também deteriora o ambiente de confiança entre nações e a disposição das empresas para investir, gerar valor e ampliar trocas no mercado internacional.
A entidade reafirma a convicção de que o caminho para o desenvolvimento sustentável passa pela abertura e pela diversificação de mercados, bem como pelo respeito às regras internacionais e pela valorização do entendimento diplomático entre países. Em vez de rupturas, o Comércio mundial requer relações construídas com base no diálogo, na previsibilidade e em políticas que promovam o equilíbrio e a prosperidade.
Como a Federação vem afirmando nos últimos meses, as medidas norte-americanas são danosas, mas também abrem uma janela de oportunidade para o país ampliar a presença nas cadeias globais de valor e se inserir com mais força no jogo de trocas internacionais, fazendo, justamente, o movimento oposto ao dos Estados Unidos: diminuindo tarifas e burocracias.
Isso acontece porque, há quase meio século, a participação brasileira no mercado internacional é pequena, flutuando em torno de 1,5% de toda a corrente do Comércio internacional. Além disso, dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) referentes ao ano de 2023 (último dado disponível) mostram que o Brasil é apenas o 24º maior exportador do mundo e o 27 colocado no ranking de importações.
Reduzir as tarifas de importação, simplificar a regulamentação e promover mais integração com a economia do planeta são princípios que norteiam as propostas da FecomercioSP para uma agenda de abertura comercial [veja as propostas aqui]. A longo prazo, isso contribuiria substancialmente para o crescimento econômico sustentável e para a melhoria do padrão de vida da população.
ABPA acompanha imposição dos EUA de tarifas de 50% às importações de produtos do Brasil com preocupação
Em nota enviada à imprensa, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse que acompanha com preocupação as tratativas entre os Governos do Brasil e dos Estados Unidos diante da imposição norte-americana de tarifas de 50% às importações de produtos brasileiros.
Apesar da balança comercial ser deficitária para o Brasil, os embarques de proteína animal para os Estados Unidos têm relevância para as cadeias produtoras, gerando divisas importantes para a sustentabilidade os setores exportadores.
Exatamente por isso, o setor produtivo confia que as negociações se mantenham dentro do mais alto nível das tratativas comerciais e que tenhamos uma rápida solução diplomática, o que é uma tradição nas relações entre as duas nações.
Atualmente, os Estados Unidos são o 12o principal destino das exportações de carne suína, com 14,9 mil toneladas exportadas entre janeiro e junho, gerando receitas de US$ 31,6 milhões no período.
De ovos, o mercado norte-americano é o mais relevante para o setor, com 15,2 mil toneladas exportadas no primeiro semestre, gerando receitas de US$ 33,1 milhões.
O Brasil não exporta carne de frango para o destino. As informações partem da assessoria de imprensa da ABPA.
APRE Florestas: Taxação dos EUA sobre produtos brasileiros impacta setor florestal
A imposição de tarifas de até 50% por parte dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pegou de surpresa o setor florestal e provocou forte reação entre representantes da cadeia produtiva. A entidade alerta para consequências econômicas e necessidade de solução diplomática.
Fabio Brun, presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas), avalia a medida como negativa e tomada em um momento inoportuno. A associação afirma representar aproximadamente metade da área total de plantios comerciais no estado.
O que torna essa decisão ainda mais complicada é o fator surpresa. Não se esperava que isso fosse anunciado agora, principalmente após uma tarifa semelhante já ter sido aplicada desde o dia 1º de abril, afirmou Brun. Segundo ele, esse segundo movimento tarifário agrava ainda mais o cenário para a indústria nacional de base florestal, que já vinha lidando com custos elevados e desafios logísticos.
A medida afeta diretamente empresas que exportam madeira processada, painéis, papel e celulose para o mercado norte-americano, produtos de alto valor agregado e que têm os Estados Unidos como um dos principais destinos.
Segundo a associação, o Paraná é um dos maiores exportadores de madeira para os Estados Unidos, especialmente de compensado, madeira serrada e molduras de pinus, fundamentais para a construção civil norte-americana.
Brun considera que a decisão tem uma motivação mais política do que comercial ou técnica, o que dificulta o diálogo econômico direto. A composição para reverter essa situação terá que ser política e diplomática, avaliou.
A expectativa agora é de que o Brasil se mobilize nos próximos dias para negociar com os EUA e tentar amenizar os impactos. Segundo Brun, há uma janela de 23 dias para buscar uma solução diplomática que possa evitar ou ao menos suavizar a aplicação da tarifa.
Nesse curto prazo, ele defende que a indústria também comece a trabalhar com planos alternativos, caso não haja avanço nas negociações. Se essa decisão for mantida, o setor vai precisar buscar rapidamente alternativas para reduzir o impacto negativo, alerta.
“Com pouco tempo para reagir, o Brasil corre contra o relógio para conter os efeitos da taxação. A articulação política será determinante para preservar a posição dos produtos florestais brasileiros no mercado internacional e evitar perdas em uma cadeia que tem papel estratégico na economia nacional”, diz o dirigente da APRE Florestas.
Fonte: Dylan Della Pasqua, Emerson Lopes e Arno Baasch – Safras News
Autor:Dylan Della Pasqua, Emerson Lopes e Arno Baasch – Safras News
Site: Safras & Mercado
Sustentabilidade
Secretaria da Agricultura RS amplia calendário de plantio da soja

O Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDV/Seapi) informou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), nesta quarta-feira (14/1), a ampliação do prazo para o plantio da soja no Rio Grande do Sul até 15 de fevereiro.
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Os produtores que necessitarem realizar, de forma excepcional, o plantio da soja fora do calendário oficial do Estado deverão solicitar autorização à Seapi, por meio de formulário on-line disponível aqui.
O calendário de semeadura da soja estabelecido pelo Mapa para a safra 2025/2026 vai de 1º de outubro de 2025 a 28 de janeiro de 2026, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja. Entre os fatores que motivaram o pedido de ampliação estão as condições climáticas adversas e o plantio tardio da cultura do milho no Estado. “É uma alternativa relevante para o produtor que de fato precisa deste tempo a mais”, destaca o secretário da Agricultura, Edivilson Brum.
De acordo com o documento encaminhado ao Mapa, o atraso no plantio das lavouras de milho, em razão das condições climáticas, assim como as chuvas ocorridas em dezembro de 2025 e janeiro de 2026, tendem a retardar a colheita da cultura em algumas situações. “Esses casos justificam a prorrogação do prazo de semeadura em situações pontuais, especialmente nos cultivos de soja em sucessão ao milho, cultura estratégica para o Estado”, observa o diretor do DDV, Ricardo Felicetti.
O DDV disponibiliza os seguintes contatos para sanar dúvidas e prover mais informações: (51) 3288-6294, (51) 3288-6289 e defesavegetal@agricultura.rs.gov.br
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Sustentabilidade
Preços do milho caem no mercado internacional e Brasil também apresenta baixas no início de 2026 – MAIS SOJA

O mercado internacional de milho apresentou preços em queda na semana e na primeira quinzena de 2026, tomando por base o comportamento da Bolsa de Chicago. O mercado brasileiro também registrou quedas, refletindo uma melhora na oferta regionalmente e o cenário desfavorável de cotações globais, além do dólar fraco.
O destaque globalmente esteve para a divulgação, na segunda-feira, dia 12, do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o primeiro do ano, e que trouxe um substancial aumento no número da produção dos Estados Unidos 2025/26.
O USDA apontou uma safra de 17,021 bilhões de bushels (432,3 milhões de toneladas), recorde absoluto, contra os 16,752 bilhões de bushels (425,5 milhões de toneladas) indicados em dezembro, enquanto o mercado na média trabalhava com uma estimativa de 16,544 bilhões de bushels (420,2 milhões de toneladas). Os estoques finais de passagem da safra 2025/26 foram estimados em 2,227 bilhões de bushels, acima dos 2,029 bilhões de bushels indicados em dezembro, enquanto o mercado indicava estoques de 1,982 bilhões de bushels.
A estimativa foi extremamente baixista e as cotações despencaram para o milho na Bolsa de Chicago. No balanço entre as quintas-feiras, 08 e 15 de janeiro, o contrato março caiu de US$ 4,46 por bushel para US$ 4,20 ¼, acumulando baixa de 5,8%.
O mercado brasileiro de milho também teve uma primeira quinzena de janeiro de baixas, com a oferta regionalmente melhorando, refletindo a entrada da safra de verão. Como destaca o consultor de Safras & Mercado, Paulo Molinari, a transição de ano foca também a transição de safra, no caso brasileiro. “Apesar de janeiro ser ainda um mês sem grandes ofertas de verão, alguns polos de colheita mais precoce começam a fundamentar este quadro de finalização do ano comercial 2025/26 (fevereiro/janeiro) e início de 2026/27. Este início de janeiro vai sendo marcado por uma situação específica de 2026, ou seja, a falta de liquidez interna, aperto de crédito e passivos altos pelo lado do vendedor”, avalia.
Molinari indica que as necessidades de vendas por parte do produtor são óbvias e há pouco espaço para grandes retenções às vésperas da colheita da soja. “As recuperações judiciais persistem no setor, o que aponta restrições gerais de prorrogações de dívidas de safra e demais situações financeiras. Então, o mercado entra 2026 com esta característica, ou seja, a capacidade de retenção pelo produtor mais limitada. Talvez, por isso, as exportações 2025/26 já estejam atingindo 42 milhões de toneladas, na busca pela liquidez que talvez o mercado interno não tenha conseguido oferecer no fechamento de 2025”, comenta.
Para ele, agora teremos situações características do primeiro semestre, ou seja, elevação de fretes com a entrada de uma nova safra recorde de soja, necessidades de espaço, pressão inicial de venda de milho por caixa e/ou por espaço, paralisação de vendas de milho em meio a colheita da soja, foco no clima de safrinha e derivações que seguem com câmbio e safra norte-americana 2026. “No curto prazo, o fechamento da safra dos Estados Unidos neste dia 12, o início da colheita da safra do Rio Grande do Sul e o clima da Argentina preponderam como pontos de atenção”, salienta.
Em suma, com necessidade de caixa, dificuldade de crédito e precisando liberar espaço para a colheita da soja, com boa oferta na safra de verão, a tendência é de venda do milho e pressão sobre as cotações. O que deve aliviar esse movimento, segundo Molinari, é justamente a entrada da safra da soja, quando o produtor tende a deixar o milho mais de lado focando na colheita e comercialização da oleaginosa, o que tende a limitar a oferta do cereal.
O dólar comercial na semana, entre as quintas-feiras 08 e 15 de janeiro, caiu de R$ 5,3899 para R$ 5,367, acumulando baixa de 0,4% no período. Isso também foi aspecto negativo para a formação de preços nos portos e de estímulo às vendas externas.
No balanço da última semana, entre as quintas-feiras 08 e 15 de janeiro, o milho na base de venda em Cascavel, Paraná, recuou de R$ 65,00 para R$ 64,00 a saca, baixa de 1,5%. Em Campinas/CIF, o milho caiu na base de venda neste intervalo de R$ 72,00 para R$ 68,50 a saca, -4,9%. Na região Mogiana paulista, o cereal baixou de R$ 69,00 para R$ 66,00 a saca, queda de 4,35%.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação avançou um pouco de R$ 64,00 para R$ 64,50, alta de 0,8%. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço caiu na semana de R$ 70,00 para R$ 68,00 a saca na base de venda, queda de 2,9%.
Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda na semana desceu de R$ 66,00 para R$ 64,50 a saca (-2,3%). E em Rio Verde, Goiás, o preço na venda baixou de R$ 63,00 para R$ 62,00, queda de 1,6%.
No Porto de Paranaguá/Paraná, preço recuando na base de venda na semana de R$ 73,00 para R$ 72,00 a saca, baixa de 1,4%. No Porto de Santos/São Paulo, cotação baixando de R$ 74,00 para R$ 72,00 (-2,7%).
Autor/Fonte: Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News
Sustentabilidade
Preços do milho caem no mercado internacional e Brasil também apresenta baixas no início de 2026 – MAIS SOJA

O mercado internacional de milho apresentou preços em queda na semana e na primeira quinzena de 2026, tomando por base o comportamento da Bolsa de Chicago. O mercado brasileiro também registrou quedas, refletindo uma melhora na oferta regionalmente e o cenário desfavorável de cotações globais, além do dólar fraco.
O destaque globalmente esteve para a divulgação, na segunda-feira, dia 12, do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o primeiro do ano, e que trouxe um substancial aumento no número da produção dos Estados Unidos 2025/26.
O USDA apontou uma safra de 17,021 bilhões de bushels (432,3 milhões de toneladas), recorde absoluto, contra os 16,752 bilhões de bushels (425,5 milhões de toneladas) indicados em dezembro, enquanto o mercado na média trabalhava com uma estimativa de 16,544 bilhões de bushels (420,2 milhões de toneladas). Os estoques finais de passagem da safra 2025/26 foram estimados em 2,227 bilhões de bushels, acima dos 2,029 bilhões de bushels indicados em dezembro, enquanto o mercado indicava estoques de 1,982 bilhões de bushels.
A estimativa foi extremamente baixista e as cotações despencaram para o milho na Bolsa de Chicago. No balanço entre as quintas-feiras, 08 e 15 de janeiro, o contrato março caiu de US$ 4,46 por bushel para US$ 4,20 ¼, acumulando baixa de 5,8%.
O mercado brasileiro de milho também teve uma primeira quinzena de janeiro de baixas, com a oferta regionalmente melhorando, refletindo a entrada da safra de verão. Como destaca o consultor de Safras & Mercado, Paulo Molinari, a transição de ano foca também a transição de safra, no caso brasileiro. “Apesar de janeiro ser ainda um mês sem grandes ofertas de verão, alguns polos de colheita mais precoce começam a fundamentar este quadro de finalização do ano comercial 2025/26 (fevereiro/janeiro) e início de 2026/27. Este início de janeiro vai sendo marcado por uma situação específica de 2026, ou seja, a falta de liquidez interna, aperto de crédito e passivos altos pelo lado do vendedor”, avalia.
Molinari indica que as necessidades de vendas por parte do produtor são óbvias e há pouco espaço para grandes retenções às vésperas da colheita da soja. “As recuperações judiciais persistem no setor, o que aponta restrições gerais de prorrogações de dívidas de safra e demais situações financeiras. Então, o mercado entra 2026 com esta característica, ou seja, a capacidade de retenção pelo produtor mais limitada. Talvez, por isso, as exportações 2025/26 já estejam atingindo 42 milhões de toneladas, na busca pela liquidez que talvez o mercado interno não tenha conseguido oferecer no fechamento de 2025”, comenta.
Para ele, agora teremos situações características do primeiro semestre, ou seja, elevação de fretes com a entrada de uma nova safra recorde de soja, necessidades de espaço, pressão inicial de venda de milho por caixa e/ou por espaço, paralisação de vendas de milho em meio a colheita da soja, foco no clima de safrinha e derivações que seguem com câmbio e safra norte-americana 2026. “No curto prazo, o fechamento da safra dos Estados Unidos neste dia 12, o início da colheita da safra do Rio Grande do Sul e o clima da Argentina preponderam como pontos de atenção”, salienta.
Em suma, com necessidade de caixa, dificuldade de crédito e precisando liberar espaço para a colheita da soja, com boa oferta na safra de verão, a tendência é de venda do milho e pressão sobre as cotações. O que deve aliviar esse movimento, segundo Molinari, é justamente a entrada da safra da soja, quando o produtor tende a deixar o milho mais de lado focando na colheita e comercialização da oleaginosa, o que tende a limitar a oferta do cereal.
O dólar comercial na semana, entre as quintas-feiras 08 e 15 de janeiro, caiu de R$ 5,3899 para R$ 5,367, acumulando baixa de 0,4% no período. Isso também foi aspecto negativo para a formação de preços nos portos e de estímulo às vendas externas.
No balanço da última semana, entre as quintas-feiras 08 e 15 de janeiro, o milho na base de venda em Cascavel, Paraná, recuou de R$ 65,00 para R$ 64,00 a saca, baixa de 1,5%. Em Campinas/CIF, o milho caiu na base de venda neste intervalo de R$ 72,00 para R$ 68,50 a saca, -4,9%. Na região Mogiana paulista, o cereal baixou de R$ 69,00 para R$ 66,00 a saca, queda de 4,35%.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação avançou um pouco de R$ 64,00 para R$ 64,50, alta de 0,8%. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço caiu na semana de R$ 70,00 para R$ 68,00 a saca na base de venda, queda de 2,9%.
Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda na semana desceu de R$ 66,00 para R$ 64,50 a saca (-2,3%). E em Rio Verde, Goiás, o preço na venda baixou de R$ 63,00 para R$ 62,00, queda de 1,6%.
No Porto de Paranaguá/Paraná, preço recuando na base de venda na semana de R$ 73,00 para R$ 72,00 a saca, baixa de 1,4%. No Porto de Santos/São Paulo, cotação baixando de R$ 74,00 para R$ 72,00 (-2,7%).
Fonte: Agência Safras
Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News
Site: Agência Safras
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