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20 de junho de 2026

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Empresários de Santa Catarina anunciam implantação de complexo industrial em MT

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Um dos maiores investimentos privados da história de Mato Grosso será implantado em Itiquira.

Com previsão de gerar até seis mil empregos e ocupar uma área de 360 hectares ao lado do Terminal Ferroviário, na MT-299, o Complexo Industrial Agrícola de Itiquira (CIAI) – Terminal Usina de Etanol e Misturadora de Fertilizantes de Itiquira – vai abrigar cinco indústrias interligadas, entre elas uma usina de etanol de milho, uma esmagadora de soja, uma unidade de biodiesel e uma misturadora de fertilizantes.

A boa notícia foi apresentada ao deputado estadual Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos) nesta quarta-feira (9), em reunião na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), pelos empresários Iran Manfredini e Erivelto Saes, de Santa Catarina, responsáveis por um dos maiores investimentos privados já anunciados para Itiquira.

Eles também apresentaram a Licença de Instalação emitida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), autorizando o início das obras. Participou da agenda o advogado e consultor ambiental José Francisco Neves.

CINCO GRANDES INDÚSTRIAS

O complexo contará com estrutura integrada para produção e escoamento. A usina de etanol terá capacidade de processamento de seis mil toneladas por dia. A unidade misturadora de fertilizantes produzirá até um milhão de toneladas por ano.

As esmagadoras de soja e de caroço de algodão terão capacidade diária de cinco mil e duas mil toneladas, respectivamente. Haverá ainda uma planta de biodiesel e um conjunto de dez armazéns, com capacidade total de 240 mil toneladas.

A instalação será feita ao lado da ferrovia, o que facilitará a exportação e a logística interna. O início da terraplanagem está previsto para este ano. As obras da primeira fase devem começar em 2026, com a primeira unidade entrando em operação no mesmo ano. A previsão de conclusão total do projeto é 2028.

GERAÇÃO DE EMPREGOS

Durante a fase de construção, estima-se a criação de 2.500 empregos. Após a conclusão, o complexo deve gerar 600 empregos diretos e cerca de 3 mil indiretos.

O deputado Nininho reforça o papel estratégico do empreendimento para a industrialização de Mato Grosso. “É um projeto estruturado, com indústrias integradas que vão processar o que já produzimos em larga escala no nosso Estado. Vai gerar valor agregado, renda e oportunidades onde antes havia apenas produção primária”, argumenta.

O parlamentar destaca que o projeto vai além da geração de empregos. “O complexo vai transformar matéria-prima em produto acabado, com impacto direto na renda das famílias e na economia de Mato Grosso”, observa Nininho, que também agradece o apoio institucional.

“Desejo expressar meus sinceros agradecimentos à Secretaria de Meio Ambiente e parabenizar nossos empresários e parceiros por sua dedicação e empenho em viabilizar este importante empreendimento”, pontua o deputado.

VANTAGENS LOGÍSTICAS

De acordo com o empresário Iran Manfredini, da Catarina Fertilizantes, a escolha de Itiquira se deu por fatores técnicos e logísticos. “A ferrovia, o acesso rodoviário e a disponibilidade de grãos fazem da região um ponto estratégico. A implantação do complexo vai resolver gargalos importantes, como o déficit de armazenagem e a produção de DDG, essencial para ração animal”, menciona.

Segundo ele, hoje os produtores precisam percorrer longas distâncias para adquirir esse insumo. “Isso vai facilitar a vida de todos”, afirma.Manfredini destaca que o agronegócio brasileiro é uma referência mundial em produtividade, com o estado de Mato Grosso entre os maiores produtores de milho, soja e algodão.

Ainda assim, segundo ele, os produtores locais enfrentam entraves estruturais. “Temos grandes desafios de armazenagem, logística, custos operacionais e valor agregado. O CIAI nasce para enfrentar esses problemas com soluções integradas”, comenta.

O complexo terá capacidade de armazenar mais de dois milhões de toneladas de grãos por ano e processar mais de quatro milhões de toneladas. Estão previstas a produção de mais de 500 mil metros cúbicos de etanol e 300 mil toneladas anuais de DDGS para alimentação animal.

“Essa produção pode alimentar mais de 300 mil cabeças de gado, resolvendo parte da demanda da pecuária regional”, explica o empresário.

GERAÇÃO DE ENERGIA

Além disso, Erivelto Saes, do Grupo Saes, explica que o projeto incluirá geração de cerca de 56 megawatts de energia própria, como parte das iniciativas de sustentabilidade. “Será um modelo de integração entre produção, logística, energia e inovação.

O CIAI não é apenas uma planta industrial. É um projeto de transformação econômica regional, com impacto em toda a cadeia do agronegócio”, relata.

O empresário catarinense reforça a proposta de integração. “A intenção com esse projeto foi trazer toda a cadeia completa para a região. Armazenagem de grãos, entrega de fertilizante, produção de insumos e geração de energia. Tudo isso vai atender desde o agricultor até o comércio local”, explica.

Ele avalia que o complexo vai colocar Itiquira no mapa nacional da indústria agropecuária. “É um dos projetos mais promissores do país, com potencial para reconhecimento até na América Latina”, observa Erivelto.

ARTICULAÇÃO POLÍTICA

O projeto tem o apoio do Governo de Mato Grosso, da Prefeitura de Itiquira e da Assembleia Legislativa. O deputado Nininho acompanhou o processo desde o início, ao lado do prefeito Fabiano Dalla Valle e dos vereadores do município. “O sucesso de um projeto dessa magnitude depende de união. Agradeço ao governador Mauro Mendes e ao vice-governador Otaviano Pivetta pela disposição em apoiar esse investimento”, enaltece o parlamentar.

Nininho também destaca que o complexo de Itiquira representa um avanço importante para a industrialização regional. “Temos matéria-prima em abundância, soja, milho, algodão. Agora estamos criando condições para processar e agregar valor aqui mesmo, com geração de renda, emprego e desenvolvimento. Esse é o caminho para transformar potencial em realidade”, enfatiza o parlamentar.



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MT inaugura terminal e 1º trecho de R$ 5 bilhões de ferrovia estadual que vai ligar 16 municípios

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O Governo de Mato Grosso e a Rumo inauguraram, neste sábado (20), o primeiro trecho da 1ª Ferrovia Estadual de Mato Grosso. São 162 quilômetros de extensão, ligando Rondonópolis ao novo terminal ferroviário instalado na BR-070, em Dom Aquino, com investimento de R$ 5 bilhões nesta primeira etapa.

Considerada a maior ferrovia em execução no Brasil, o projeto terá 740 quilômetros de extensão quando concluído, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e com ramal previsto para Cuiabá.

Durante a entrega, o governador Otaviano Pivetta destacou o papel do Governo de Mato Grosso na criação das condições para o desenvolvimento econômico do Estado.

“Mato Grosso é um exemplo do que o Brasil pode fazer. Enquanto a Rumo construiu 162 quilômetros de ferrovia, nós vamos concluir mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo nas rodovias estaduais até o final do ano. Investimos R$ 28 bilhões em infraestrutura para melhorar a vida do nosso povo”, afirmou.

Ele também ressaltou os avanços fiscais e institucionais do Estado nos últimos anos. “Recebemos um Estado considerado insolvente e hoje Mato Grosso tem nota triplo A há três anos. Saímos das últimas posições na educação e hoje estamos entre os melhores do país. Quando o governo faz o dever de casa, o desenvolvimento acontece”, completou.

O presidente da Rumo, Pedro Palma, destacou a construção conjunta do projeto. “A visão de futuro é importante, mas ela não basta. É preciso conhecimento, parceria e coragem para transformar projetos em realidade. O modelo criado por Mato Grosso foi fundamental para que esse investimento saísse do papel e chegasse até aqui”, destacou.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância da ferrovia para a competitividade da produção brasileira. “Essa ferrovia liga Mato Grosso ao Porto de Santos, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade da produção brasileira. A ferrovia melhora o transporte, ajuda o meio ambiente, reduz custos e impulsiona o desenvolvimento econômico do país”, disse.

O presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto, ressaltou o impacto da integração logística. “É uma parceria que mostra o que o Brasil é capaz de fazer quando iniciativa privada e poder público trabalham juntos. Esse projeto conecta a produção de Mato Grosso ao Porto de Santos e ao mundo. É a verdadeira ferrovia do grão, que também traz fertilizantes, exporta algodão e movimenta a indústria do etanol. Essa entrega representa muito mais do que novos trilhos, gera empregos e cria condições para que as pessoas construam aqui as suas vidas”, pontuou.

O ministro dos Transportes, George Santoro, parabenizou os envolvidos. “Essa obra representa um avanço importante para a logística do país e para o setor produtivo”, disse.

Terminal Ferroviário

As obras tiveram início em novembro de 2022 e mobilizaram mais de 65 empresas contratadas e cerca de 5 mil trabalhadores. Somente na construção do terminal, foram gerados mais de 800 empregos diretos e indiretos.

Para o prefeito de Dom Aquino, Carlim Amarelo, a chegada da ferrovia representa uma transformação regional. “Estamos diante de uma obra que fortalece Mato Grosso e muda a história da nossa região. Dom Aquino passa a integrar uma importante rota logística nacional, ampliando oportunidades para produtores, empresas e para toda a população”, afirmou.

A cerimônia contou com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais, entre elas senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos da região, empresários, representantes do setor produtivo e outras lideranças.

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Brasil vence Haiti por 3 a 0 e conquista primeira vitória na Copa do Mundo

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Mudança no entendimento jurídico pode alterar desfechos de processos disciplinares em andamento no TJMT e no CNJ

O Brasil venceu o Haiti nesta sexta-feira (19) com placar de 3 a 0. Com a vitória, a seleção brasileira acumula quatro pontos no Grupo C. 

>> Veja os resultados dos jogos desta sexta-feira (19):

Estados Unidos x Austrália (Grupo D)

Após uma boa primeira etapa, os Estados Unidos conseguiram a segunda vitória na Copa do Mundo de 2026, ao derrotarem a Austrália, por 2 a 0, nesta sexta-feira (19), em Seattle.
O triunfo foi conquistado com gols de Burgess (contra) e Freeman. A equipe dona da casa soma seis pontos em dois jogos e segue na liderança do Grupo D.

Escócia x Marrocos (Grupo C)

Na partida que abriu a segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo, o Marrocos superou a Escócia por 1 a 0, em Boston. Africanos chegam a 4 pontos.

Brasil x Haiti (Grupo C)

O Brasil, enfim, desencantou na Copa do Mundo. Na noite desta sexta-feira (19), a seleção verde e amarela (foto) não teve maiores dificuldades para vencer o Haiti por 3 a 0, na partida que encerrou a segunda rodada do Grupo C, todo ele sediado nos Estados Unidos.

Com o triunfo na Filadélfia diante de mais de 68 mil torcedores, os brasileiros somam os mesmos quatro pontos de Marrocos. Uma das apostas de Carlo Ancelotti para esta sexta, Matheus Cunha fez valer a confiança do treinador e marcou duas vezes. O também atacante Vinícius Júnior foi outro a se destacar. O camisa 7 se envolveu em 100% dos gols da seleção brasileira na Copa até o momento.

Turquia x Paraguai (Grupo D)

O Paraguai derrotou a Turquia por 1 a 0 neste sábado (20), no Levi’s Stadium, em Santa Clara, e conquistou sua primeira vitória na Copa do Mundo.

Com Agência Brasil

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MT lidera produção de algodão, soja e milho há décadas e reforça domínio na safra 2025/26

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Mato Grosso consolida, na safra 2025/26, uma posição que já dura décadas no agronegócio brasileiro. O estado é o maior produtor nacional de algodão em pluma desde a safra 1997/98, de soja desde 1999/00 e de milho desde 2012/13, sequências de liderança que chegam a quase três décadas em uma das culturas e que seguem inabaladas mesmo diante de ajustes climáticos registrados na temporada atual.

Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que projeta para o estado uma colheita total de aproximadamente 111,3 milhões de toneladas na safra 2025/26, sobre uma área cultivada de 22,76 milhões de hectares, crescimento de 2,1% em relação à safra anterior. Atualmente, Mato Grosso responde por cerca de 31% de toda a produção nacional de grãos, mantendo-se como o principal polo agrícola do país.

Na soja, Mato Grosso não apenas manteve a liderança pela 26ª safra consecutiva como registrou o melhor resultado de sua história. A produção final atingiu 51,6 milhões de toneladas, superando as 51,3 milhões de toneladas da temporada anterior e representando crescimento de 0,6%.

As colheitas de algodão e milho ainda estão em andamento. No algodão em pluma, Mato Grosso lidera o ranking nacional desde a safra 1997/98, sequência que soma 29 safras consecutivas de liderança nacional. Já na produção de milho, o Estado ocupa a primeira posição desde a safra 2012/13, mantendo a liderança há 14 safras consecutivas.

Além da força produtiva no campo, a permanência de Mato Grosso na liderança nacional também está associada a políticas públicas voltadas ao fortalecimento do agronegócio. O Proalmat, programa de incentivo fiscal voltado ao desenvolvimento da cadeia do algodão e à melhoria da qualidade da pluma, ajudou a criar um ambiente mais competitivo e seguro para investimentos no setor. 

Para a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, a sequência de lideranças é resultado de uma construção contínua entre poder público e setor produtivo. 

“Liderar a produção de algodão por quase 30 anos, de soja por 26 safras consecutivas e de milho há 14 safras não é coincidência. É o resultado de um ambiente produtivo que Mato Grosso foi consolidando ao longo do tempo, com investimento em infraestrutura, acesso a crédito, programas de incentivo fiscal, um bom ambiente de negócios e condições para que o produtor possa planejar e crescer safra após safra. Esses números refletem a confiança de quem produz e o compromisso do estado em sustentar esse protagonismo.”

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