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18 de junho de 2026

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Déficit de armazenagem chega a 48,95 mi/t em Mato Grosso na safra 24/25

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Mato Grosso possui uma capacidade estática de armazenagem de 52,32 milhões de toneladas de grãos (soja e milho) nesta safra 2024/25. O volume é aquém para comportar a produção prevista da temporada que deve alcançar 101,27 milhões de toneladas.

Enquanto a produção conta com um aumento previsto de 17,93%, considerando que a colheita do milho ainda engatinha, a capacidade estática cresceu apenas 0,96% ante a safra 2023/24, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Como já destacado pelo Canal Rural Mato Grosso, segundo o último relatório de estimativa de safra do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em milho estão previstas para o ciclo 2024/25 um volume de 50,38 milhões de toneladas. Uma diferença de aproximadamente 517 mil toneladas em relação à soja, cuja produção foi consolidada em 50,89 milhões de toneladas.

“Esse descompasso entre produção e infraestrutura resulta em um déficit projetado de 48,95 milhões de toneladas, aumento de 43,74% em comparação ao déficit registrado na safra passada. O cenário torna-se ainda mais desafiador diante do atraso nas vendas da soja 2024/25, o que intensifica a disputa por espaço nos armazéns e gera gargalos no
escoamento”, pontua o Imea.

Até maio, Mato Grosso havia comercializado 76,02% da produção de soja, enquanto no milho as negociações estavam em 51,05% da produção prevista.

O déficit de armazenagem em Mato Grosso nesta safra é o segundo maior dos últimos cinco ciclos. Fica atrás apenas da temporada 2022/23 quando foram registradas 51,56 milhões de toneladas de déficit. Naquele ano-safra, o estado produziu 97,83 milhões de toneladas entre soja e milho e possuía uma capacidade estática de 46,27 milhões de toneladas.

Ausência de armazenagem impulsiona inflação

A produção brasileira de grãos cresce cerca de 10 milhões de toneladas ao ano, sendo necessários R$ 15 bilhões em investimentos em armazenagem anualmente para manter tal ritmo.

Fato que, conforme o diretor da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Paulo Bertolini, causa prejuízos para as indústrias que precisam buscar alternativas para guardar a produção e, especialmente, para a sociedade, uma vez que a falta da capacidade de espaço para a produção agrícola está entre os fatores que impulsionam a inflação de alimentos no país e, principalmente, afetam a segurança alimentar.

“Se você não tem espaço para carregar um estoque de uma safra para a outra, na entressafra diminui a oferta e os preços tendem a subir. Isso você percebe ao longo dos anos na flutuação de mercado”, disse ele em recente entrevista ao programa Direto ao Ponto do Canal Rural Mato Grosso.

Em seu boletim semanal do milho, divulgado nesta segunda-feira (23), o Imea ressalta que mesmo havendo nos últimos anos investimento em “silos bags”, “a evolução estrutural do estado ainda não acompanha o ritmo de crescimento da produção, o que gera desafios logísticos e atenção redobrada para a mitigação de perdas no período pós-colheita”.


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Adidos de México e Indonésia se queixam de baixa relação comercial com o Brasil

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Foto: Junner Schmidt

O Fórum Internacional de Agropecuária (Fiap), realizado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, reuniu adidos agrícolas de sete países nesta quinta-feira (18) para discutir as oportunidades e os desafios da relação comercial do Brasil com o mundo.

Os representantes de México e Indonésia exaltaram que a relação comercial entre suas nações e o Brasil ainda é pequena diante da importância econômica e populacional que representam.

“México e Brasil são as duas economias mais importantes da América Latina e o nosso fluxo comercial ao longo de um ano inteiro equivale a apenas dez dias com o que temos com os Estados Unidos”, enfatizou o conselheiro da Embaixada do México, Marco Huerta Sanchez.

Segundo ele, o Brasil é importante para a estabilidade da segurança alimentar e inflacionária mexicana, com destaque para a abertura de mercado de proteínas animais. “Um exemplo disso é a fábrica da Pilgrim’s Pride, da JBS no México, que emprega mais de 11 mil pessoas”, enfatiza. Sanchez destaca, ainda, que o México deseja ampliar a relação com o Brasil para reduzir a dependência agrícola que possui com os Estados Unidos e a China.

“Temos acordos setoriais, mas não um acordo de livre comércio e precisamos trabalhar nisso. […] Quando os Estados Unidos enfrentaram casos de doença de Newcastle [entre 2018 e 2020] recorremos à carne de frango brasileira”, disse. O representante ainda destacou o interesse do México no modelo de cooperativas agroindustriais brasileiras e no trabalho de pesquisa da Embrapa em agricultura tropical, visto por ele como referência mundial.

Já o ministro conselheiro da Embaixada da Indonésia, Dhanny Arifin, ressaltou que as populações indonésia e brasileira combinadas são de quase 500 milhões de habitantes. “Somos países muito grandes para termos uma balança comercial tão pequena, de apenas US$ 7 bilhões”, enfatizou.

De acordo com ele, a Indonésia enxerga amplo potencial para aumentar as exportações de coco, item do qual é a maior produtora global, com cerca de 17 milhões de toneladas/ano, e de óleo de palma. “A agricultura brasileira é muito importante para nós. Queremos mais parcerias em soja, açúcar e carnes. […] Queremos que as empresas brasileiras invistam nesses setores e fortaleçam relacionamento. […] Temos muitas similaridades em termos agropecuários e o nosso relacionamento deveria ser muito maior”, considera.

Conforme o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Indonésia é um dos principais parceiros comerciais do Brasil na Ásia, sendo o 16º maior destino das exportações brasileiras e o 5º no setor do agronegócio. Em 2024, o Brasil registrou superávit de cerca de US$ 2,6 bilhões com a Indonésia.

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Não basta produzir, o agro precisa olhar para a geopolítica, diz especialista

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Produzir bem já não é suficiente para garantir competitividade no agronegócio. Em um mundo cada vez mais influenciado por guerras, disputas comerciais e movimentos estratégicos entre países, entender a geopolítica passou a ser uma necessidade também para quem está dentro da porteira.

A avaliação é do cientista político Heni Ozi Cukier, conhecido como Professor HOC. Em Mato Grosso, ele defendeu que a geopolítica precisa fazer parte das estratégias do agronegócio, uma vez que decisões tomadas fora do Brasil afetam diretamente os custos de produção, o acesso a insumos, os mercados compradores e a rentabilidade das propriedades.

Na análise do especialista, olhar apenas para indicadores econômicos já não é suficiente para antecipar riscos. Questões como inflação, juros, fertilizantes e até a disponibilidade de determinados produtos estão ligadas a movimentos geopolíticos que ocorrem em diferentes regiões do mundo.

O tema foi discutido durante a 20ª edição do Circuito Aprosoja Mato Grosso, que percorre o estado promovendo debates sobre os desafios e as oportunidades para o setor.

colheita mato grosso foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Planejamento sob pressão

Enquanto finaliza a colheita de milho e algodão, a família Konageski já faz as contas para a próxima safra. A soja deverá ocupar 9,4 mil hectares, mas o cenário de custos elevados e margens apertadas exige cautela nas decisões.

O produtor Rodrigo Konageski afirma que a realidade do campo tem exigido planejamento cada vez mais rigoroso. Segundo ele, os custos seguem elevados, enquanto os preços recebidos pelos produtos permanecem pressionados pelo mercado internacional.

Nesse contexto, o agricultor defende que o momento não permite erros. “A tomada de decisão do produtor tem que ser bem consciente, para não inventar despesas desnecessária até você conseguir enxergar uma próxima oportunidade de investimento para frente”.

As preocupações também passam pelas incertezas que cercam o próximo ciclo produtivo. Além dos custos, produtores acompanham com atenção o comportamento do clima, da economia e da política.

Presidente do Sindicato Rural de Diamantino, Altemar Kroling observa que o setor convive com muitas indefinições. Conforme ele, a falta de previsibilidade dificulta o planejamento e aumenta a insegurança dos produtores. “A gente não tem certeza de nada do que vai ser daqui seis meses, e isso para o nosso setor é muito complicado”, frisa ao Canal Rural Mato Grosso.

Para Kroling, a política tem influência direta sobre o agronegócio e não pode ser ignorada por quem precisa tomar decisões dentro da propriedade. “A gente não tem como fechar os olhos para a política”.

Geopolítica dentro da porteira

Ao abordar o cenário global, Heni Ozi Cukier destacou que o agronegócio precisa ampliar seu campo de visão. Na avaliação dele, muitos dos desafios enfrentados atualmente pelo setor têm origem em acontecimentos que vão muito além das fronteiras brasileiras.

O cientista político cita como exemplo os impactos provocados por guerras, disputas comerciais e mudanças nas relações entre países. Segundo ele, esses fatores influenciam diretamente o preço dos insumos, dos fertilizantes e o comportamento dos mercados.

Por isso, defende que a geopolítica seja incorporada ao processo de tomada de decisão das empresas rurais. “O agro precisa entender que precisa incorporar na sua estratégia, no seu olhar para o mundo, esse olhar da geopolítica”, diz à reportagem.

Para o diretor da Aprosoja Mato Grosso, Gilson Antônio de Mello, o assunto deixou de interessar apenas aos produtores e passou a afetar toda a sociedade.

Conforme ele, conflitos internacionais e medidas como tarifas comerciais têm reflexos diretos sobre os preços de combustíveis e alimentos. “Estão alterando preços, principalmente de alimentos, combustíveis e isso afeta diretamente no consumidor”.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Diversificar para reduzir riscos

Outro ponto destacado durante o debate foi a forte dependência das exportações brasileiras em relação a poucos mercados compradores, especialmente a China.

De acordo com HOC, a parceria comercial com os chineses é positiva e continuará sendo importante para o agronegócio nacional. No entanto, ele avalia que o Brasil precisa discutir com mais atenção os riscos de uma concentração excessiva.

Na visão do cientista político, a diversificação de parceiros comerciais deixou de ser apenas uma estratégia econômica e passou a representar também uma questão geopolítica.

“O Brasil precisa ter uma relação comercial boa com todo mundo”, afirma. Para ele, o país precisa ampliar suas opções de mercado porque “a gente precisa diversificar, precisa encontrar outros parceiros”.

Vice-presidente da Aprosoja Mato Grosso, Luiz Pedro Bier acredita que esse tipo de reflexão ajuda os produtores a enxergarem fatores que normalmente não fazem parte do cotidiano das propriedades.

Ele pontua que a contribuição do palestrante está justamente em apresentar uma visão mais ampla das relações políticas e econômicas globais. “Ele consegue trazer indagações que muitas vezes a gente não pensa”.

A avaliação é compartilhada pelo presidente do Sindicato Rural de São José do Rio Claro, Aparecido Rodrigues. Para ele, acompanhar a política é indispensável para quem atua no agronegócio. “Hoje o agronegócio é uma empresa e a política define tudo para nós”.

Circuito Aprosoja Mato Grosso percorre o estado

A 20ª edição do Circuito Aprosoja Mato Grosso já percorreu mais de cinco mil quilômetros e passou por 29 núcleos regionais, reunindo mais de 4 mil participantes.

Além de apresentar ações desenvolvidas pela entidade, o circuito tem servido para ouvir demandas dos produtores e promover discussões sobre os principais desafios enfrentados pelo setor em diferentes regiões do estado.

Para Luiz Pedro Bier, a iniciativa também permite compreender melhor a realidade da agricultura mato-grossense. “Vê os problemas e sente melhor qual a situação da agricultura no estado”.

Segundo ele, a proposta do circuito é justamente levar novas informações ao produtor rural e estimular debates que contribuam para a tomada de decisões no campo. “O circuito sempre vem com a intenção de trazer informação nova, trazer conhecimento novo”.


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Paraná prepara novo edital do Compra Direta para cooperativas e agricultura familiar

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O Estado do Paraná se prepara para lançar, neste ano, a Chamada Pública Eletrônica nº 1/2026 do Programa Compra Direta Paraná. Vinculada ao Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Desan), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a nova etapa dará continuidade à compra de alimentos de cooperativas e produtores da agricultura familiar para atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Segundo o material divulgado nesta quinta-feira (18), o programa foi implementado em 2020 e completa seis anos de execução em 2026. A política pública é voltada ao escoamento da produção de agricultores locais, com fornecimento para cozinhas comunitárias, restaurantes populares, hospitais filantrópicos e a rede socioassistencial paranaense.

No balanço de 2025, foram firmados 188 contratos com cooperativas e associações da agricultura familiar, somando R$ 77 milhões em investimentos em todas as regiões do Paraná. De acordo com a Seab, o programa entregou 9 milhões de toneladas de alimentos frescos nos 399 municípios do estado. Entre os produtos citados estão ovos, pães, sucos, arroz, feijão, frutas, legumes, hortaliças e orgânicos. O material informa ainda atendimento direto a 400 mil famílias em situação de vulnerabilidade.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

A nova chamada pública eletrônica foi estruturada em dois pilares: a distribuição dos alimentos em grupos e o uso de um sistema eletrônico para integrar as etapas do processo. A plataforma, segundo a secretaria, reúne cadastro do projeto de venda, registro dos agricultores, apresentação de propostas, classificação de produtos, habilitação de fornecedores e acompanhamento da execução dos contratos e das entregas.

De acordo com a coordenadora estadual do programa, Angelita Avi Pugliesi, as datas oficiais e as demais informações ainda serão divulgadas no site da Seab e pelos escritórios regionais da secretaria. O material não informa, até o momento, cronograma, valores previstos para o novo edital nem o número esperado de contratos para o ciclo 2026.

A nova etapa mantém a continuidade de uma política de compra pública voltada à agricultura familiar no Paraná, mas os detalhes operacionais do edital de 2026 ainda não foram divulgados pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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