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10 de julho de 2026

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Mato Grosso forma líderes que brotam no agro

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A cada dia, as novas gerações estão assumindo o legado dos pais, avós e gerações anteriores no campo. Tais novas lideranças trazem consigo uma visão mais técnica e tecnológica, sem deixar de lado o conhecimento daqueles que foram seus professores dentro de casa.

“Quando a agricultura era muito braçal, muitas famílias encontraram muitas dificuldades e perderam essa sucessão, e agora isso está voltando com essa tecnologia que está ajudando e facilitando”, diz o agricultor Jean Marcell Benetti.

Seu bisavô era um pequeno produtor de suínos que saiu do Rio Grande do Sul para Santa Catarina. A atividade teve continuidade com o seu avô, que migrou para a soja. Contudo, houve um salto de geração na sucessão.

“O meu avô teve três filhos, neles está minha mãe, e nenhum deles teve a vontade de seguir e aí deu salto para mim. De uma coisa que era só meu avô que fazia, hoje está minha avó, minha mãe e eu. A família está voltando. As pessoas estão vendo que é uma atividade que pode trazer um futuro melhor para a família. Hoje eu tenho dois meninos e com certeza a gente tem vontade que eles continuem esse legado do meu avô do meu bisavô”, diz Jean emocionado ao lembrar os passos do avô que faleceu há cerca de 10 meses.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Filhas cada vez mais assumindo a liderança

Lígia Pedrini é a mais velha de três irmãos. O do meio, formado em comércio exterior, trabalha com ela na gestão da fazenda da família, enquanto o caçula ainda estuda administração.

“Há muito tempo atrás o pai pensava em passar para o filho, mas vemos cada vez mais a participação das filhas, de mulheres agrônomas no campo querendo assumir essa responsabilidade, querendo assumir essa função dentro da fazenda, dentro da empresa da família. E, estamos tendo mais abertura para poder trabalhar com isso. E, isso é o legal da parte da sucessão. De entender os dons de cada filho e deixar a porta aberta”, pontua a produtora rural ao Patrulheiro Agro desta semana.

Lígia conta que ao entrar na propriedade levou uma visão “um pouco mais técnica”, entretanto os ensinamentos do seu pai foram de suma importância, “porque eu consegui entender que nem sempre a técnica responde a tudo. A prática traz muita sabedoria e meu pai tinha 40 anos de prática e 40 de sabedoria”.

De acordo com a agricultora Alen Daiana Paludo Molina, o que se vê hoje, também, além de uma maior presença das mulheres na liderança da sucessão, é um choque de realidade entre o modo como se plantava ontem e hoje com o avanço da tecnologia.

“A inteligência artificial está vindo aí com muita força. Os jovens dominam muito mais, então assim o produtor rural mais antigo tem certa dificuldade. Então, eles estão vindo com tudo para ajudar e complementar o trabalho em família”.

colheita soja milho foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Liderança no campo também se cultiva

No maior estado produtor de alimentos do país, a liderança no campo também se cultiva. Em 2008 a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) criou a “Academia de Lideranças”. Mais de 450 produtores já passaram pela iniciativa voltada para o desenvolvimento e habilidades essenciais para quem quer fazer a diferença no meio rural.

Ao programa do Canal Rural Mato Grosso, o presidente da Associação, Lucas Costa Beber, explica que a Academia de Lideranças da entidade conta com quatro módulos e tem como intuito preparar as novas gerações para os desafios do setor.

O primeiro módulo trata do autoconhecimento do participante, enquanto o segundo atua na parte de mídia trainner visando a comunicação, não apenas para ter uma boa comunicação dentro para dentro da propriedade, mas também para momentos em que necessita se comunicar com o setor político e corporativo, por exemplo.

Participante da iniciativa da Aprosoja-MT, a agricultora Alen Daiana frisa que o seu objetivo é desenvolver o lado da comunicação, pois “muitos produtores têm dificuldade. A Academia de Liderança é um meio que a gente tem pra treinar, aprender e trocar experiência”.

“Aprendemos muita coisa nova e a gente consegue ter visões diferentes de ângulos diferentes da mesma coisa. Quero saber gerenciar minha família, gerenciar os nossos funcionários, poder agregar mesmo dentro da fazenda, eu quero poder ser a voz para minha comunidade também”, salienta a produtora Lígia Pedrini.

Jean Marcell ressalta que a parte de comunicação por parte das lideranças do segmento é de suma importância, uma vez que as redes sociais trouxeram à tona que muitas pessoas ainda não possuem conhecimento sobre o agronegócio e que estão falando pelo setor produtivo.

“Simplesmente porque elas têm seguidores e o agronegócio agora começou a ver que: ‘Espera aí, temos que começar a mostrar a nossa realidade. O que é verdadeiro’. A entidade veio para juntar as pessoas, juntar as ideias e dar esse suporte para que a gente tenha mais segurança para fazer isso aqui”.

Para o agricultor Maicon Rech, além da comunicação, a Academia de Lideranças “vem agregar muito valor para o nosso desenvolvimento pessoal em si”.

+Confira todos os episódios da série Patrulheiro Agro


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Mapa articula prioridade para desembarque de fertilizantes em portos

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério de Portos e Aeroportos discutiram na quinta-feira (9) alternativas para acelerar o desembarque de fertilizantes importados nos portos brasileiros. As tratativas ocorreram em meio a desafios logísticos para o abastecimento desses insumos. Entre as medidas em análise está a eventual priorização da atracação e da descarga de navios que transportam fertilizantes.

Segundo o Mapa, o pedido de priorização para o desembarque foi formalizado em caráter administrativo. A proposta está relacionada à logística portuária e à operação de navios com cargas de fertilizantes.

A pasta informou que a medida não altera os controles sanitários, fitossanitários, aduaneiros ou de qualidade aplicáveis às cargas importadas. Com isso, permanecem inalterados os procedimentos previstos na legislação vigente para a entrada desses produtos no país.

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De acordo com o ministério, autoridades portuárias e portos organizados poderão ser orientados sobre a priorização da atracação de embarcações com fertilizantes. O tema também já havia sido tratado na Sala de Situação sobre Fertilizantes, coordenada pela Casa Civil.

Nas discussões, o governo considerou a dependência brasileira das importações de fertilizantes, que representam cerca de 93% do consumo nacional. Também entraram na pauta os efeitos das tensões geopolíticas e das restrições logísticas sobre o abastecimento.

Entre os insumos citados estão fertilizantes nitrogenados, fosfatados e cloreto de potássio, usados na produção agrícola. A agenda entre as duas pastas concentrou-se na busca de alternativas para dar mais fluidez ao desembarque dessas cargas nos portos brasileiros.

A articulação entre o Mapa e o Ministério de Portos e Aeroportos busca organizar a operação portuária para o recebimento de fertilizantes importados, mantendo os controles previstos para esse tipo de carga.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Plantio do trigo alcança 87% da área prevista no Rio Grande do Sul

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A semeadura do trigo no Rio Grande do Sul atingiu 87% da área prevista para a safra 2026, ante 83% na semana passada, informou a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater) nesta quinta-feira (9). Segundo a entidade, o avanço do plantio no período foi restrito pela umidade do solo. Nas áreas de maior altitude, os trabalhos devem seguir até o fim de julho.

A Emater projeta área de 814.220 hectares com trigo no Estado em 2026. A produtividade média estimada é de 2.701 quilos por hectare.

De acordo com a entidade, as lavouras já implantadas apresentam estabelecimento e estandes adequados, com desenvolvimento compatível com a época de cultivo. No momento, predominam os estádios de desenvolvimento vegetativo inicial e perfilhamento. Nas áreas semeadas mais cedo, já começou o alongamento do colmo.

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As temperaturas baixas e as geadas de fraca intensidade favoreceram o perfilhamento, sem danos expressivos às plantações. Por outro lado, a nebulosidade e a baixa disponibilidade de radiação solar limitaram temporariamente o crescimento vegetativo.

Em regiões com maior volume de chuva, houve encharcamento, perdas localizadas de solo e necessidade de replantio em áreas com drenagem deficiente. O excesso de umidade também prejudicou o andamento da semeadura e restringiu operações de manejo, como a aplicação de herbicidas e de fertilizantes nitrogenados em cobertura.

Segundo a Emater, a umidade do dossel elevou o potencial de incidência de doenças foliares, o que levou ao aumento do monitoramento fitossanitário nas lavouras.

No mercado, o valor médio da saca de 60 quilos de trigo no Estado recuou 0,11% na semana, de R$ 69,67 para R$ 69,59.

Com 87% da área prevista já semeada, a safra de trigo no Rio Grande do Sul avança sob influência das condições de umidade, com lavouras em desenvolvimento inicial e continuidade do plantio nas áreas de maior altitude até o fim de julho.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Comissão da CNA debate safra, crédito e cortes no PAP 2026/2027

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A Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, nesta quinta-feira (9), em Brasília, uma reunião para discutir temas centrais do setor. Entre os assuntos estiveram as perspectivas para a safra e o mercado de grãos, o cenário de crédito e os recursos do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2026/2027.

O encontro marcou a primeira reunião com o novo presidente da comissão, Endrigo Dalcin, e com a nova assessora técnica, Jerusa Rech. O diretor técnico da comissão, Bruno Lucchi, também participou. Segundo Dalcin, a proposta é ampliar o alcance dos debates da comissão, que representa diversas culturas, e atuar em conjunto com os estados.

A primeira pauta foi a apresentação do consultor da Agroconsult, André Pessoa, sobre as perspectivas para a safra e o mercado de grãos. Na exposição, ele detalhou estimativas de produtividade, o quadro de oferta e demanda e o ritmo dos insumos agropecuários.

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Na avaliação do consultor, o setor enfrenta um ambiente de margens reduzidas, custos elevados e dificuldade de acesso ao crédito. Segundo Pessoa, esse quadro tende a se manter nos próximos anos, principalmente com a permanência dos juros em patamares elevados. Ele afirmou que o cenário não se caracteriza como uma crise aguda, mas como uma crise crônica iniciada em 2023, agravada ao longo do período e com perspectiva de continuidade até 2027 e 2028.

Na sequência, o assessor técnico da CNA, Guilherme Rios, apresentou um panorama do PAP 2026/2027. Ele destacou a nota técnica da entidade com análise das medidas anunciadas e chamou atenção para a redução de recursos em programas considerados prioritários. De acordo com a apresentação, o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) teve cortes entre 24% e 32%, enquanto o Proirriga registrou redução de 39% em relação ao ciclo anterior.

Rios também informou que o volume de recursos equalizados para a safra 2026/2027 será de R$ 141 bilhões, número 10% inferior ao da safra passada. Entre os pontos de preocupação apresentados pela CNA estão a gestão de riscos e o seguro rural, com recursos ainda contingenciados.

A reunião da comissão concentrou as discussões sobre o quadro financeiro e operacional das cadeias de cereais, fibras e oleaginosas, em um contexto de custos elevados, restrição de crédito e redução de recursos em linhas do PAP 2026/2027.

Fonte: cnabrasil.org.br

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