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7 de agosto de 2026

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Mato Grosso forma líderes que brotam no agro

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A cada dia, as novas gerações estão assumindo o legado dos pais, avós e gerações anteriores no campo. Tais novas lideranças trazem consigo uma visão mais técnica e tecnológica, sem deixar de lado o conhecimento daqueles que foram seus professores dentro de casa.

“Quando a agricultura era muito braçal, muitas famílias encontraram muitas dificuldades e perderam essa sucessão, e agora isso está voltando com essa tecnologia que está ajudando e facilitando”, diz o agricultor Jean Marcell Benetti.

Seu bisavô era um pequeno produtor de suínos que saiu do Rio Grande do Sul para Santa Catarina. A atividade teve continuidade com o seu avô, que migrou para a soja. Contudo, houve um salto de geração na sucessão.

“O meu avô teve três filhos, neles está minha mãe, e nenhum deles teve a vontade de seguir e aí deu salto para mim. De uma coisa que era só meu avô que fazia, hoje está minha avó, minha mãe e eu. A família está voltando. As pessoas estão vendo que é uma atividade que pode trazer um futuro melhor para a família. Hoje eu tenho dois meninos e com certeza a gente tem vontade que eles continuem esse legado do meu avô do meu bisavô”, diz Jean emocionado ao lembrar os passos do avô que faleceu há cerca de 10 meses.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Filhas cada vez mais assumindo a liderança

Lígia Pedrini é a mais velha de três irmãos. O do meio, formado em comércio exterior, trabalha com ela na gestão da fazenda da família, enquanto o caçula ainda estuda administração.

“Há muito tempo atrás o pai pensava em passar para o filho, mas vemos cada vez mais a participação das filhas, de mulheres agrônomas no campo querendo assumir essa responsabilidade, querendo assumir essa função dentro da fazenda, dentro da empresa da família. E, estamos tendo mais abertura para poder trabalhar com isso. E, isso é o legal da parte da sucessão. De entender os dons de cada filho e deixar a porta aberta”, pontua a produtora rural ao Patrulheiro Agro desta semana.

Lígia conta que ao entrar na propriedade levou uma visão “um pouco mais técnica”, entretanto os ensinamentos do seu pai foram de suma importância, “porque eu consegui entender que nem sempre a técnica responde a tudo. A prática traz muita sabedoria e meu pai tinha 40 anos de prática e 40 de sabedoria”.

De acordo com a agricultora Alen Daiana Paludo Molina, o que se vê hoje, também, além de uma maior presença das mulheres na liderança da sucessão, é um choque de realidade entre o modo como se plantava ontem e hoje com o avanço da tecnologia.

“A inteligência artificial está vindo aí com muita força. Os jovens dominam muito mais, então assim o produtor rural mais antigo tem certa dificuldade. Então, eles estão vindo com tudo para ajudar e complementar o trabalho em família”.

colheita soja milho foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Liderança no campo também se cultiva

No maior estado produtor de alimentos do país, a liderança no campo também se cultiva. Em 2008 a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) criou a “Academia de Lideranças”. Mais de 450 produtores já passaram pela iniciativa voltada para o desenvolvimento e habilidades essenciais para quem quer fazer a diferença no meio rural.

Ao programa do Canal Rural Mato Grosso, o presidente da Associação, Lucas Costa Beber, explica que a Academia de Lideranças da entidade conta com quatro módulos e tem como intuito preparar as novas gerações para os desafios do setor.

O primeiro módulo trata do autoconhecimento do participante, enquanto o segundo atua na parte de mídia trainner visando a comunicação, não apenas para ter uma boa comunicação dentro para dentro da propriedade, mas também para momentos em que necessita se comunicar com o setor político e corporativo, por exemplo.

Participante da iniciativa da Aprosoja-MT, a agricultora Alen Daiana frisa que o seu objetivo é desenvolver o lado da comunicação, pois “muitos produtores têm dificuldade. A Academia de Liderança é um meio que a gente tem pra treinar, aprender e trocar experiência”.

“Aprendemos muita coisa nova e a gente consegue ter visões diferentes de ângulos diferentes da mesma coisa. Quero saber gerenciar minha família, gerenciar os nossos funcionários, poder agregar mesmo dentro da fazenda, eu quero poder ser a voz para minha comunidade também”, salienta a produtora Lígia Pedrini.

Jean Marcell ressalta que a parte de comunicação por parte das lideranças do segmento é de suma importância, uma vez que as redes sociais trouxeram à tona que muitas pessoas ainda não possuem conhecimento sobre o agronegócio e que estão falando pelo setor produtivo.

“Simplesmente porque elas têm seguidores e o agronegócio agora começou a ver que: ‘Espera aí, temos que começar a mostrar a nossa realidade. O que é verdadeiro’. A entidade veio para juntar as pessoas, juntar as ideias e dar esse suporte para que a gente tenha mais segurança para fazer isso aqui”.

Para o agricultor Maicon Rech, além da comunicação, a Academia de Lideranças “vem agregar muito valor para o nosso desenvolvimento pessoal em si”.

+Confira todos os episódios da série Patrulheiro Agro


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Business

Chuvas dificultam manejo, mas trigo avança bem no Rio Grande do Sul

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As lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam bom desenvolvimento, segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Na semana, as chuvas mantiveram o solo úmido e dificultaram o tráfego de máquinas, as adubações nitrogenadas em cobertura e as aplicações fitossanitárias nas áreas cultivadas.

De acordo com a Emater, nas lavouras mais desenvolvidas, o aumento da radiação solar no fim do período favoreceu a retomada do crescimento e o avanço para as fases reprodutivas iniciais, que já representam 3% da área. As áreas implantadas mais tardiamente, que somam 97%, seguem em desenvolvimento vegetativo e perfilhamento.

O quadro indica evolução da cultura em diferentes estágios no Estado, com predominância de lavouras ainda em fase vegetativa. Nas áreas em estágio mais avançado, a melhora das condições de radiação contribuiu para o desenvolvimento das plantas após o período de maior umidade no solo.

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Na região de Santa Rosa, 6% das lavouras de trigo ingressaram na fase de floração. Em Santo Antônio das Missões, um episódio de granizo provocou o acamamento das plantas. Ainda assim, a Emater registra expectativa de recuperação da maior parte do potencial produtivo.

O cenário da semana no Rio Grande do Sul combina bom desenvolvimento das lavouras de trigo com limitações operacionais provocadas pelas chuvas, enquanto parte das áreas mais avançadas já inicia fases reprodutivas e de floração.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agro Mato Grosso

Recorde na safra de milho e cana reduz valor do biocombustível no varejo de MT

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Safra recorde reduz preço do etanol em Mato Grosso para R$ 3,74 nos postos. Confira os dados de produção e o impacto da nova mistura E32.

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Agro Mato Grosso

Milho bate recorde em MT e soja segue sob influência do clima

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Imea projeta produção histórica de milho e acompanha impactos das altas temperaturas sobre a safra dos EUA

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou novos relatórios de mercado para soja e milho, destacando o avanço da demanda doméstica pelo cereal em Mato Grosso e a atenção do mercado internacional às condições climáticas nos Estados Unidos, fator que segue influenciando as perspectivas para a soja.

No caso da soja, o Imea ressalta que as altas temperaturas registradas nas últimas semanas nos Estados Unidos anteciparam a floração das lavouras na região do Corn Belt, reduzindo a classificação das áreas consideradas em boas ou excelentes condições. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), esse índice passou de 70,25% no mesmo período de 2025 para 64,25% neste ano.

Apesar da deterioração das condições das lavouras, as projeções permanecem positivas. O relatório WASDE mantém a expectativa de uma safra recorde de 131,6 milhões de toneladas, 1,2 milhão de toneladas acima da estimativa divulgada no mês anterior. Ainda assim, agosto é considerado um período decisivo para a definição do potencial produtivo da soja norte-americana, mantendo o clima no centro das atenções do mercado.

Em Mato Grosso, a saca de soja encerrou a semana cotada, em média, a R$ 122,88, valorização de 0,99% em relação à semana anterior, sustentada pela menor oferta do grão no estado. Em sentido oposto, os contratos da oleaginosa na Bolsa de Chicago recuaram 3,51%, pressionados pela queda das cotações do petróleo Brent. Já o óleo de soja registrou valorização semanal de 0,91%, alcançando média de R$ 5.964,49 por tonelada, impulsionado pela demanda externa.

Margem de esmagamento diminui

O Imea também aponta que a alta no preço da soja reduziu a rentabilidade da indústria de esmagamento em julho. A cotação média da saca atingiu R$ 116,74, maior valor registrado em 2026 até o momento, com alta de 9,49% frente a junho e de 3,91% na comparação anual.

Como consequência, a margem bruta de esmagamento caiu 20,52% em relação ao mês anterior, encerrando julho em R$ 435,43 por tonelada. Embora os preços do farelo e do óleo tenham avançado 4,46% e 0,22%, respectivamente, os reajustes não foram suficientes para compensar o aumento do custo da matéria-prima.

Segundo o Instituto, a menor disponibilidade de soja durante a entressafra deve manter os preços elevados no estado. Caso os coprodutos não acompanhem esse movimento, a tendência é de continuidade da pressão sobre as margens da indústria.

Demanda por milho cresce com expansão do etanol

No mercado de milho, o Imea revisou para cima a demanda pela safra 2024/25 em Mato Grosso, estimada agora em 54,98 milhões de toneladas, avanço mensal de 0,85%. O principal fator foi o aumento do consumo pelas usinas de etanol de milho, o que reduziu a projeção dos estoques finais para 974,03 mil toneladas, queda de 32,14% em relação à estimativa anterior.

Para a safra 2025/26, o Instituto projeta continuidade da expansão do consumo interno. A demanda doméstica foi estimada em 22,10 milhões de toneladas, crescimento de 9,12% sobre o ciclo anterior, também impulsionada pela ampliação da capacidade industrial das usinas de etanol.

Além disso, a menor oferta em outros estados deve elevar o consumo interestadual para 11 milhões de toneladas, aumento de 6,18%. Em contrapartida, as exportações foram projetadas em 24,10 milhões de toneladas, redução anual de 1,09%, refletindo a maior absorção da produção pelo mercado interno.

No mercado, os contratos do milho na CME Group recuaram 2,04% na semana, encerrando cotados a US$ 4,49 por bushel, diante das expectativas de ampla oferta global favorecida pelas boas condições das lavouras norte-americanas. Na B3, o cereal fechou a R$ 69,71 por saca, baixa semanal de 0,41%, acompanhando o avanço da colheita no Brasil.

Produção recorde em Mato Grosso

O Imea consolidou a área cultivada de milho da safra 2025/26 em Mato Grosso em 7,43 milhões de hectares, aumento de 2,41% sobre a temporada anterior e 7,53% acima da média dos últimos cinco anos. O volume representa a segunda maior área da série histórica do Instituto, atrás apenas da safra 2022/23.

A produtividade foi estimada em 128,67 sacas por hectare, praticamente estável em relação ao levantamento anterior. Segundo o Instituto, as boas condições climáticas ao longo do ciclo, especialmente a distribuição favorável das chuvas, sustentaram o elevado potencial produtivo.

Com isso, a produção estadual foi projetada em 57,39 milhões de toneladas, alta de 3,53% frente à safra passada e 23,85% acima da média dos últimos cinco anos, estabelecendo um novo recorde para a série histórica do Imea.

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