Sustentabilidade
Até 2030, soluções de uso da terra podem responder por 20% a 30% da mitigação climática no Brasil, aponta estudo – MAIS SOJA

A transição climática é um imperativo ambiental que representa, principalmente, um desafio econômico e institucional de grande escala. Devido a seu perfil climático singular, o Brasil tem o potencial de se tornar o principal fornecedor de soluções baseadas na natureza, contribuindo de forma desproporcional para o combate às mudanças climáticas até 2030, ressalta um estudo da consultoria estratégica global Bain & Company em parceria com o BNDES.
Apesar de sua matriz energética predominantemente renovável e um capital natural estratégico para soluções climáticas de relevância global, o país demanda investimentos massivos estimados entre R$ 1 trilhão e R$ 1,2 trilhão até 2030 para atingir seus compromissos relacionados à transição para uma economia de baixo carbono, indica a pesquisa.
Cerca de um terço desse capital, por volta de R$ 400 bilhões, seriam necessários para destravar soluções baseadas na natureza. De acordo com o IPCC, as soluções baseadas no uso da terra e manejo do solo podem contribuir com 20% a 30% das ações de mitigação e adaptação até o final desta década.
“Devido ao volume de investimentos necessários, é impraticável pensar que o setor público dará conta de tudo. Por outro lado, a disposição do mercado em financiar soluções de transição climática ainda é limitada, especialmente em setores emergentes ou com maior complexidade técnica. Esse desinteresse reflete uma equação risco-retorno ainda desbalanceada para grande parte das soluções climáticas. Para resolver isso, será preciso fortalecer no Brasil quatro pilares fundamentais: padronização de normas, tecnologia, cadeia de valor e fomento institucional”, detalha Daniela Carbinato, sócia e líder da prática de sustentabilidade da Bain na América do Sul.
A análise da Bain identificou 15 soluções-chave para a descarbonização, categorizadas em quatro arquétipos de maturidade: rotas tecnológicas concorrentes, soluções emergentes, cadeias nascentes e mercados em desenvolvimento. Cada arquétipo apresenta desafios específicos para mobilização de capital, alinhamento regulatório e consolidação de cadeias produtivas. A complexidade para transpor esses entraves vai além da dimensão financeira e exige uma combinação de ações técnicas, institucionais e de mercado, adaptadas à realidade de cada solução – não há uma resposta única que sirva para todos os contextos.
O estudo aponta que, para superar esses desafios, existem três elementos-chave:
- Desenvolvimento de instrumentos financeiros calibrados por arquétipo: no caso de rotas tecnológicas concorrentes, é fundamental priorizar subsídios e grants para pesquisa e desenvolvimento, além de mecanismos como seguros e garantias que mitiguem os riscos dos primeiros projetos. Nesse cenário, contratos de compra e o envolvimento de empresas já estabelecidas também exercem um papel importante ao sinalizar demanda futura e reduzir incertezas. Já para soluções emergentes, que exigem grande volume de capital, destacam-se o uso de equity catalítico e dívida concessional para absorver riscos mais intensos, junto a mandatos de demanda que ofereçam maior previsibilidade de receita. Quando se trata de cadeias produtivas nascentes, a combinação de dívida concessional, equity estratégico e contratos de offtake de longo prazo pode viabilizar a integração da cadeia, promovendo redução de custos e aumento de escala. Por fim, nos mercados em desenvolvimento, instrumentos como garantias, dívida concessional e contratos de offtake são essenciais para mitigar riscos de demanda e viabilizar a restauração ecológica, especialmente em um contexto no qual o mercado de carbono ainda é predominantemente voluntário.
- Aprofundamento do modelo de Hub Climático: é essencial consolidar plataformas nacionais que facilitem a conexão entre projetos climáticos e capital comercial, promovendo padronização, validação técnica e replicabilidade de projetos-piloto. Além de mobilizar recursos financeiros, essas plataformas têm um papel essencialmente catalisador, ao gerar repertórios de financiamento robustos, reduzir o risco percebido pelos investidores e criar referências comparativas para avaliação de desempenho ambiental e econômico, em consonância com práticas internacionais de blended finance e mecanismos de descarbonização setorial.
- Coordenação público-privada para acelerar a agenda climática do Brasil: combater as mudanças climáticas e posicionar o Brasil como protagonista nessa agenda significa promover um novo paradigma tecnológico-produtivo que reconstrua as bases do crescimento e do desenvolvimento socioeconômico do país. Com a atuação conjunta entre setores privado (produtivo e financeiro) e público, será possível equacionar desafios regulatórios, estruturar planos setoriais com perspectiva de cadeia produtiva e implementar instrumentos de fomento de mercado eficientes será fundamental. Neste novo paradigma, o setor privado é mais que um agente executor, agindo ativamente na construção da agenda de transição. Seu envolvimento garante que as soluções propostas sejam economicamente viáveis, tecnicamente escaláveis e institucionalmente sustentáveis – o que gera retorno e cria oportunidades de crescimento.
A presidência brasileira na COP30 constitui um momento estratégico para posicionar o país como protagonista global, apresentar suas soluções climáticas ao mundo e atrair capital adicional para impulsionar a agenda. Por meio dos três pilares propostos pela Bain, será possível criar previsibilidade, reduzir riscos e acelerar a implementação de soluções climáticas no Brasil, consolidando o país como hub de inovação e liderança na transição para uma economia de baixo carbono, com impactos significativos no desenvolvimento socioeconômico brasileiro.
Fonte: Assessoria de Imprensa Bain & Company
Sustentabilidade
Chicago fecha em forte baixa para o trigo com chuvas nos EUA e realização de lucros – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta terça-feira (5) em forte baixa, com perdas superiores a 2% no contrato mais negociado. O mercado foi pressionado pelas previsões de chuvas nas regiões produtoras dos Estados Unidos, que indicaram alívio parcial do estresse hídrico nas lavouras, especialmente nas áreas mais afetadas das Planícies do sul.
Além disso, o movimento de realização de lucros após os ganhos recentes contribuiu para ampliar as perdas, em um ambiente de ajuste técnico. A fraqueza do petróleo também reforçou o viés negativo no complexo de grãos ao longo da sessão.
Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicaram leve melhora nas condições das lavouras, com 31% da safra de trigo de inverno classificada como boa a excelente, acima dos 30% da semana anterior. Já o plantio do trigo de primavera atinge 32% da área, abaixo da média de 35% dos últimos cinco anos.
Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,27 3/4 por bushel, baixa de 13,25 centavos de dólar, ou 2,06%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,43 1/4 por bushel, com queda de 13,25 centavos de dólar, ou 2,01%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Falta de força em Chicago deve manter mercado brasileiro de soja calmo – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja deve manter o ritmo de poucos negócios, pressionado pela queda na Bolsa de Mercadorias de Chicago, que acompanha a derrocada do petróleo – que cai cerca de 7% em Nova York. O dólar, por sua vez, abriu com grande volatilidade frente ao real. Lá fora, a moeda norte-americana tem queda consistente, com os investidores monitorando as esperanças de paz no Oriente Médio.
Na terça-feira, o mercado brasileiro de soja teve um dia travado para a comercialização, revertendo o movimento positivo observado na sessão anterior. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário foi marcado por queda generalizada nas cotações.
“Os preços caíram em praticamente todas as praças, refletindo a forte queda do dólar e a devolução de parte dos ganhos em Chicago”, afirma. Segundo ele, os prêmios apresentaram apenas pequenas mudanças e não foram suficientes para compensar as perdas.
O ambiente foi de retração tanto por parte dos compradores quanto dos vendedores. “Algumas tradings ficaram fora do mercado e o produtor também se manteve retraído, aguardando melhores oportunidades”, explica Silveira. Ele destaca ainda que os agentes seguem atentos ao próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previstos para a próxima semana.
No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 126,00 para R$ 124,00, enquanto em Santa Rosa (RS) caiu de R$ 127,00 para R$ 125,00. Em Cascavel (PR), as cotações passaram de R$ 122,00 para R$ 120,00. Já em Rondonópolis (MT), os preços recuaram de R$ 111,00 para R$ 109,00, enquanto em Dourados (MS) caíram de R$ 113,50 para R$ 112,00. Em Rio Verde (GO), a saca foi de R$ 113,00 para R$ 111,00.
Nos portos, Paranaguá (PR) caiu de R$ 132,00 para R$ 130,00 por saca. Em Rio Grande (RS), as indicações também recuaram de R$ 132,00 para R$ 130,00.
CHICAGO
* A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com baixa de 0,45% na posição julho/26, cotada a US$ 12,06 por bushel.
* O mercado estende as perdas do pregão anterior, seguindo o baixo desempenho do petróleo em Nova York. O movimento ocorre em meio às expectativas de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra alta de 0,10%, a R$ 4,9172. O Dollar Index registra recuo de 0,51%, a 97,941 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas da Ásia fecharam em alta. China, +1,17%. Japão, feriado.
* As principais bolsas na Europa operam com fortes ganhos. Paris, +3,37%. Frankfurt, +2,66%. Londres, +2,60%.
* O petróleo opera em forte queda. Julho do WTI em NY: US$ 94,60 o barril (-7,49%).
AGENDA
—–Quarta-feira (6/5)
Japão – Feriado (– mercados fechados)
11:30 – EUA: Relatório semanal de petróleo (EIA).
20:50 – Japão: Ata da reunião de política monetária.
Resultados financeiros do Minerva, Vamos e da Vibra.
—–Quinta-feira (7/5)
09:00 – Pesquisa Industrial Mensal Produção Física de março/IBGE.
09:30 – Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA.
15:00 – Resultado da balança comercial de abril.
15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
Resultados financeiros da Rumo, B3 e Petrorecôncavo.
—–Sexta-feira (8/5)
03:00 – Alemanha: Balança comercial (mar).
08:00 – IGP-DI de abril/FGV.
09:30 – EUA – Relatório de Emprego – Payroll (abril).
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
Fonte: Safras News
Sustentabilidade
Entregas de fertilizantes caíram 1,3% no acumulado de janeiro e fevereiro – MAIS SOJA

A ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos) revela que as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro, no acumulado do primeiro bimestre, alcançaram 6,92 milhões de toneladas, o que aponta um declínio de 1,3% ante as 7,01 milhões de toneladas em igual período de 2025.
Na análise somente de fevereiro de 2026, foram de 3,05 milhões de toneladas, registrando queda de 8,6% em relação às 3,34 milhões de toneladas no mesmo mês do ano passado.
O Estado de Mato Grosso, líder nas entregas, concentra o maior volume no período analisado (27,5%), atingindo 1,90 milhão de toneladas. Seguem-se: Goiás (827 mil), Paraná (738 mil), São Paulo (702 mil), Minas Gerais (628 mil) e Mato Grosso do Sul (407 mil).
Produção brasileira
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou fevereiro de 2026 com 434 mil toneladas, com uma redução de 14,1%, na comparação com o mesmo mês de 2025. No acumulado do primeiro bimestre, a produção foi de 931 mil toneladas. Trata-se de diminuição de 19,2% em relação a igual período do ano passado, quando foram produzidas 1,15 milhão de toneladas.
Cabe esclarecer que, apesar dos reforços junto as empresas, não foi possível obter as informações das produções de Ureia e Cloreto de Potássio em razão dos produtores ainda estarem apurando e organizando os dados para envio.
Importações
As importações de fertilizantes intermediários somaram 2,24 milhões de toneladas em fevereiro de 2026, indicando redução de 25,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado. O acumulado, de janeiro e fevereiro deste ano atingiu a marca total de 5,41 milhões de toneladas, significando diminuição de 9,9% em relação a igual período de 2025, quando foram importadas 6,00 milhões de toneladas.
Pelo porto de Paranaguá, principal porta de entrada dos fertilizantes, chegaram 1,41 milhão de toneladas, com redução de 17,8% em relação a 2025, quando foram descarregadas 1,71 milhão de toneladas. O terminal representou 26,1% do total importado.
As informações são da ANDA – (Associação Nacional para Difusão de Adubos).
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
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