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Setor produtivo de Mato Grosso articula força-tarefa contra a tabela de fretes

A implementação da fiscalização eletrônica do piso mínimo do frete rodoviário, em vigor desde 6 de outubro, tem gerado grande insatisfação e motivou uma discussão aprofundada no setor produtivo de Mato Grosso. Entidades de produtores e associações de transporte de cargas se uniram em um debate, realizado nesta segunda-feira (27), para analisar os impactos da medida e definir estratégias de atuação em âmbito nacional.
O encontro, promovido pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), reuniu diversos segmentos da cadeia produtiva e de logística em Cuiabá, dando continuidade aos trabalhos da Comissão de Infraestrutura do Instituto Pensar Agro (IPA).
A tônica do debate foi a defesa do livre mercado e a crítica ao tabelamento de preços. O presidente da Ampa, Orcival Gouveia Guimarães, destacou a posição contrária da entidade à intervenção estatal nos valores de transporte.
“Somos a favor da livre iniciativa e do livre mercado. Não faz o menor sentido ter mais um tabelamento que a gente sabe que no fundo não vai funcionar”, afirmou Orcival Gouveia Guimarães, ao destacar que a ideia de juntar os setores produtivos partiu do consultor de logística, Luiz Antonio Pagot, que já foi ex-diretor do DNIT.
Aprimoramento da metodologia em pauta
O principal encaminhamento do setor é demonstrar às Autarquias e Ministérios do Governo Federal as distorções da Tabela de Fretes. As entidades buscam, paralelamente, fortalecer a reivindicação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) questionam a metodologia e a legalidade da lei de 2018.
Pagot informou que o IPA já liderou a criação de um “manifesto” que questiona a tabela, apontando falhas e cobrando correções, com o apoio de cerca de 52 entidades. O documento foi enviado à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para deliberação a diversos Ministérios, incluindo o da Economia.
“A metodologia lá atrás, em 2018, foi feita pela Esalq/Log da USP, e hoje está mais do que claro que precisamos de atualização e aprimoramento da fórmula de cálculos”, explicou Pagot. A meta é agendar uma reunião com o ministro Fernando Haddad para comprovar que a tabela, “além de confusão, gera inflação”.
Para qualificar a discussão com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o grupo planeja apresentar um estudo detalhado sobre o impacto dos dados. Para isso, foi agendada uma palestra com o diretor da ANTT responsável pelo tema, no dia 06 de novembro, às 10h, no IPA.
Custo elevado para o consumidor
O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, alertou para os impactos da fiscalização eletrônica nos custos da produção e no bolso do cidadão.
O frete elevado impacta a formação dos custos da lavoura, tendo elevado o valor de insumos como fertilizantes em mais de 20%. “E quem paga por isso não é só o produtor, o consumidor também paga. Temos que lembrar que o valor do frete reflete em tudo na nossa vida”, destacou Costa Beber.
O senador José Lacerda (PSD) acolheu as demandas e afirmou ter marcado uma reunião em Brasília para discutir o tema ainda nesta semana. O debate contou também com a presença de representantes da Associação Nacional dos Transportadores de Cargas do Brasil (ANTC), da Associação dos Transportadores de Cargas de Mato Grosso (ATC), e do Ministério da Agricultura e Pecuária.
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Agro Mato Grosso
Veja; os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

Confira os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026
Segundo Afonso Pavan, coordenador de marca e produto, o modelo chega com novo chassi, três opções de potência e pacote focado em conforto, hidráulica e versatilidade para cana, grãos e pecuária.
Apresentado no estande da Valtra na Agrishow 2026, o M5 é o novo passo da marca no segmento que consagrou a linha BH. Em entrevista à CanaOnline, Afonso Pavan afirmou que o lançamento preserva a robustez histórica, mas evolui em projeto, ergonomia e capacidade hidráulica para operações intensivas, com atenção especial à cana-de-açúcar.
A série chega com três motorizações: 165 cv e 185 cv (quatro cilindros) e 205 cv (seis cilindros). O trator estreia chassi remodulado e frente mais robusta, inspirada na linguagem da série T, além de adotar padrões globais de identidade visual, com a identificação concentrada na plaqueta frontal. A proposta é ser um trator para diferentes operações, do transbordo na cana ao uso com implementos em grãos e pecuária.
No conforto, a cabine ficou mais ampla e teve ergonomia aprimorada, com comandos na coluna lateral. Um diferencial é a geladeira integrada, com acionamento próprio e desligamento automático ao apagar o trator. Na transmissão, o M5 mantém a robustez da família BH, mas busca mais suavidade: o câmbio é sincronizado e a troca entre faixas também pode ocorrer sob carga. Há ainda “steps” de marcha no botão (mais/menos), com atuação automática para reduzir marchas quando o esforço aumenta e retomar quando a carga alivia.
Voltado à realidade da cana, o M5 evolui em hidráulica, com mais capacidade de levante e maior vazão que o BH: segundo Pavan, são 205 litros, destaque na categoria. Para usinas, pode sair de fábrica com preparação de frenagem e freio auxiliar, aumentando a segurança com carretas e implementos. Na cabine, há opção de piloto automático e tomadas elétricas dedicadas, com proteção por fusíveis e relés. Lançado na Agrishow 2026, o M5 já está à venda na rede Valtra, com versões definidas para o mercado brasileiro.
Business
Com compradores retraídos, milho tem negociações limitadas

O mercado do milho brasileiro segue com aquisições apenas pontuais nas principais regiões do país, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Pesquisadores ainda relatam que, compradores priorizam utilizar quantidades em estoque enquanto vendedores seguram parte das vendas, preocupados com a irregularidade do clima. Esses fatores tem travado as negociações.
- As cotações do cereal em maior parte tem tido ajustes leves, apesar de ocorrer variações conforme a região:
- São Paulo: valorização sustentada pela restrição de vendedores
- Sul e Centro-Oeste: quedas nos preços foram registradas, impactados pelo avanço de colheita no Sul e os trabalhos de campo voltados para a soja no Centro-Oeste.
Apesar desse cenário, há pressão por parte dos produtores para avançar com as vendas nas próximas semanas, diante do progresso da colheita em algumas regiões.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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Prêmio +Admirados do Agro entra no último dia de votação com Canal Rural entre finalistas

Termina nesta segunda-feira (4) a votação do prêmio +Admirados da Imprensa do Agronegócio 2026. O Canal Rural está entre os finalistas em diversas categorias da premiação, que reconhece profissionais e veículos da cobertura jornalística do setor.
Promovida pelo site Jornalistas&Cia, a iniciativa vai eleger os 50 jornalistas mais admirados do agronegócio no Brasil, além dos três destaques em categorias como site, canal de vídeo, podcast e programas especializados.
O Canal Rural concorre nas seguintes categorias:
- Site/portal: Canal Rural
- Canal de vídeo (YouTube/Instagram): Canal Rural
- Programa de TV especializada: Mercado&Cia, Rural Notícias e Giro do Boi
Jornalistas indicados
Nesta etapa, os eleitores podem classificar jornalistas e publicações do 1º ao 5º lugar. Confira os indicados do Canal Rural:
- Beatriz Gunther (site Canal Rural)
- Eliza Maliszewski (Canal Rural RS)
- Flávia Marques (Mercado&Cia)
- Jaqueline Silva (A Protagonista)
- João Nogueira (Mercado&Cia)
- Juliana Azevedo (Interligados)
- Luis Roberto Toledo (site Canal Rural)
- Luiz Patroni (Canal Rural MT)
- Marusa Trevisan (Planeta Campo)
- Pedro Silvestre (Canal Rural MT)
- Pryscilla Paiva (Mercado&Cia)
- Victor Faverin (site Canal Rural)
- Vitória Rosendo (site Canal Rural)
A votação está aberta ao público e pode ser realizada até o fim do dia. Vote agora!
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