Connect with us
18 de setembro de 2026

Business

pecuarista que enfrentou invasão do MST investe em inovação e sustentabilidade

Published

on

Pioneira em um setor historicamente masculino, a pecuarista Cláudia Irene Tosta Junqueira, de Ituverava (SP), construiu uma trajetória marcada por coragem, inovação e resultados no agronegócio. Em entrevista ao programa A Protagonista, do Canal Rural, ela contou como superou o medo durante as invasões de terra no Pontal do Paranapanema, enfrentou o MST de cabeça erguida e transformou um momento de conflito em impulso para crescer e inspirar outras mulheres no campo.

“Daqui eu não saio, porque essa fazenda é produtiva e está dentro da lei. Enfrentei invasões, ameaças e incêndios, mas continuei trabalhando”, relembra Cláudia, emocionada.

Do conflito à oportunidade

O episódio aconteceu quando Cláudia estava à frente de uma fazenda modelo, com escola, serraria e laboratório de embriões. Em meio à tensão dos conflitos fundiários na região, ela decidiu permanecer no local, mesmo diante da pressão e do risco.

“Foram anos difíceis, mas nunca pensei em desistir. A gente descobre a força que tem quando é testado”, afirma.

A produtora também conta que buscou o diálogo como caminho para a paz. Em um gesto que surpreendeu até os vizinhos, ela procurou pessoalmente o líder do movimento, José Rainha, para negociar uma trégua.

Advertisement

“Fui na casa dele, sem medo. Fizemos um pacto de respeito. Foi um risco, mas trouxe tranquilidade para a região e me permitiu continuar produzindo.”

Cláudia conta que acabou ajudando integrantes do movimento. “Eu ajudava as famílias acampadas. Mandei cobertores, carne, remédios. As crianças não têm culpa. A mulher tem esse olhar empático que muda tudo.”

Com o tempo, as terras do Pontal do Paranapanema foram regularizadas e valorizadas, e a fazenda de Cláudia se consolidou como exemplo de produtividade e gestão sustentável.

Inovação e pioneirismo no campo

Após o conflito, Cláudia consolidou sua reputação como uma das pecuaristas mais inovadoras do país. Foi a primeira mulher a ter uma fazenda certificada em São Paulo e participou do primeiro leilão de prenhezes de embriões no Brasil, quando a técnica ainda era novidade.

“Ninguém acreditava que uma vaca preta pudesse parir um bezerro branco. Era uma revolução”, brinca. “Hoje o Brasil é líder mundial em transferência de embriões, e isso mostra a força de quem acredita em tecnologia.”

Advertisement

Cláudia também acompanhou de perto o avanço da cogeração de energia a partir do bagaço de cana, tecnologia que ajudou a transformar a matriz energética do país.

“Na época da seca, quando as hidrelétricas produzem menos, entra a energia gerada pela cana. Isso mostra como o agro é essencial para o Brasil.”

A força da mulher e o legado familiar

Filha e neta de pecuaristas, Cláudia cresceu entre o gado e as plantações. Mesmo formada em Letras, decidiu escrever sua própria história na terra.

“Desde pequena eu dizia que queria ser fazendeira. Sempre gostei de bicho, de cavalo, de boi. Era uma paixão natural.”

Hoje, ela é testemunha da transformação feminina na gestão rural, especialmente nas sucessões familiares.

Advertisement

“Muitas mulheres assumiram os negócios depois de verem problemas em partilhas e heranças. A mulher é detalhista, cuidadosa e humilde para aprender. Quando começa a mostrar resultado, todos passam a respeitar.”

Com sua forma empática e firme de liderar, Cláudia acredita que o futuro do agro passa pela presença feminina.

“O homem é mais direto; a mulher negocia, conversa, busca um preço melhor. E no dia a dia da fazenda, ela tem empatia. Isso muda tudo.”

Resiliência e inspiração

Décadas depois, Cláudia continua à frente dos negócios da família e segue inspirando novas gerações de mulheres rurais.

“As mulheres estão mostrando resultado e é isso que faz a diferença. No agro, ninguém acredita em conversa: o que vale é o resultado.”

Advertisement

Para ela, protagonismo é unir tradição, gestão e paixão. “O agro me ensinou que mesmo nas maiores adversidades é possível rir, seguir e prosperar. Porque quem trabalha com amor nunca desiste.”

Veja a íntegra da entrevista concedida por Cláudia Junqueira ao programa A Protagonista, do Canal Rural:

Continue Reading
Advertisement

Business

Acrismat promove encontros sobre gestão e eficiência na suinocultura em MT

Published

on


Foto: Reprodução/Acrismat

Suinocultores e profissionais da cadeia produtiva de Mato Grosso terão acesso a encontros gratuitos voltados à gestão, sanidade e eficiência na criação de suínos. A programação, promovida pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), será realizada nos dias 6 e 9 de outubro, em Lucas do Rio Verde e Rondonópolis, respectivamente.

As atividades começam às 18h, nos sindicatos rurais dos dois municípios, e são abertas a produtores, técnicos, estudantes e demais interessados na suinocultura. A proposta é levar informações técnicas às regiões produtoras e ampliar a aproximação entre a entidade e os profissionais que atuam no setor.

Entre os assuntos previstos estão o controle de micotoxinas, a redução do uso de antibióticos, a nutrição de precisão e as estratégias de manejo voltadas à sobrevivência e ao desenvolvimento dos animais. A gestão de pessoas e a liderança também fazem parte da programação.

A iniciativa ocorre em um cenário em que decisões relacionadas à alimentação, sanidade e organização das propriedades estão diretamente ligadas ao desempenho da produção. Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, os encontros devem contribuir para a troca de conhecimento e a discussão de soluções aplicáveis à rotina dos produtores.

Advertisement

“Queremos aproximar cada vez mais a Acrismat dos produtores e profissionais que constroem diariamente a suinocultura de Mato Grosso. Esses encontros são oportunidades para compartilhar conhecimento, discutir os desafios da atividade e apresentar soluções que possam ser aplicadas na rotina das propriedades”, afirma.

Programação reúne especialistas em duas regiões

A primeira edição do Encontro Regional da Suinocultura será realizada em 6 de outubro, às 18h, no Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde. A programação inclui três palestras, com temas relacionados à gestão, aos desafios sanitários e à nutrição dos animais.

Guto Zanata, da SerHumano Profissional, ministrará a palestra “Boas Práticas de Gestão e Liderança para associados da Acrismat”. O conteúdo abordará a gestão de pessoas e a liderança como aspectos relacionados ao desempenho de propriedades e empresas do setor.

Na sequência, Marcus Rezende, da Olmix/Brasil Central, apresentará o tema “Micotoxinas 2026: o que os dados revelam e o que vem pela frente”. A discussão será direcionada às informações atuais e às perspectivas sobre as micotoxinas, que representam desafios para a produção de suínos.

Encerrando o encontro em Lucas do Rio Verde, Daniel Graciolli, da De Heus, falará sobre “GPS – Uso de Modelagem para Nutrição de Precisão no momento de crise”. A palestra tratará de ferramentas e estratégias nutricionais para apoiar a eficiência produtiva e a tomada de decisões em períodos de dificuldade.

Advertisement

Em Rondonópolis, o encontro será realizado no dia 9 de outubro, às 18h, no Sindicato Rural do município. A programação também contará com a palestra de Guto Zanata sobre boas práticas de gestão e liderança.

A segunda edição terá ainda a participação de Katiuscia Mota, da Feedis/Brasil Central, com o tema “Suinocultura com menos antibióticos: o que podemos fazer?”. A especialista abordará estratégias nutricionais para fortalecer a resistência dos animais diante dos desafios sanitários e contribuir para a redução do uso de antibióticos.

Marco Lubas, da De Heus, apresentará novamente o tema “GPS – Uso de Modelagem para Nutrição de Precisão no momento de crise”.

A programação em Rondonópolis será concluída por Bruna Alves Caetano, da Tecnomerc, com a palestra “Visão holística do especialista: compreensão fisiológica, manejo e estratégias práticas focadas na sobrevivência e no desenvolvimento de longo prazo dos suínos”.

Com os dois encontros, a Acrismat pretende ampliar o acesso a informações técnicas e incentivar a troca de experiências entre os participantes. As atividades serão gratuitas e realizadas nos sindicatos rurais de Lucas do Rio Verde e Rondonópolis.

Advertisement

Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Acrismat promove encontros sobre gestão e eficiência na suinocultura em MT apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Sapezal supera Sorriso e assume liderança do agro no Brasil

Published

on

Município de Mato Grosso alcançou R$ 8,6 bilhões em valor da produção agrícola em 2025; Estado concentra cinco cidades entre as dez primeiras e responde por quase 18% de toda a produção nacional

Mato Grosso mudou o endereço da cidade com a agricultura mais valiosa do Brasil, mas manteve a liderança dentro do próprio Estado. Depois de seis anos consecutivos no topo do ranking nacional, Sorriso caiu para a terceira posição e foi substituído por Sapezal, que alcançou R$ 8,6 bilhões em valor da produção agrícola em 2025.

Os dados fazem parte da Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Sapezal avançou duas posições em apenas um ano. Em 2024, aparecia em terceiro lugar. No ano passado, o valor gerado pelas lavouras do município cresceu 46,6% em termos nominais, levando-o à liderança brasileira.

São Desidério, na Bahia, permaneceu na segunda colocação, com aproximadamente R$ 8,2 bilhões, enquanto Sorriso passou para terceiro, com R$ 8,16 bilhões.

A mudança não significa, porém, que a agricultura de Sorriso tenha encolhido na mesma proporção da queda no ranking. O valor da produção local avançou 13,8% em 2025. Uma alteração territorial ajuda a explicar a perda da liderança.

Advertisement

NOVO MUNICÍPIO MUDA RANKING

A instalação de Boa Esperança do Norte, oficializada em 2025, retirou áreas agrícolas que anteriormente faziam parte de Sorriso e Nova Ubiratã.

O novo município foi constituído com território formado aproximadamente por 20% de áreas anteriormente pertencentes a Sorriso e 80% de Nova Ubiratã. A partir da emancipação, a produção dessas áreas deixou de integrar as estatísticas das cidades de origem.

Segundo o IBGE, Sorriso foi o único entre os dez maiores municípios agrícolas brasileiros a apresentar redução da área plantada em 2025: queda de 9,3%.

O impacto territorial foi ainda maior em Nova Ubiratã. O município, que ocupava a oitava colocação nacional em 2024, caiu para a 20ª posição. A área plantada diminuiu 42,9%, e o valor da produção recuou nominalmente 23%, para R$ 3,5 bilhões.

Advertisement

Boa Esperança do Norte, por outro lado, já estreou no levantamento entre os gigantes da agricultura brasileira. Em seu primeiro ano nas estatísticas como município independente, registrou R$ 3 bilhões em produção agrícola, suficiente para alcançar a 25ª colocação nacional.

CINCO ENTRE OS DEZ MAIORES

Apesar das mudanças provocadas pela nova divisão territorial, Mato Grosso preservou amplo espaço no topo do ranking.

Dos dez municípios brasileiros com os maiores valores da produção agrícola em 2025, cinco são mato-grossenses. Outros três estão em Goiás e dois na Bahia.

Há ainda uma particularidade na nova líder nacional. Enquanto a soja é a cultura de maior valor em nove dos dez primeiros colocados, Sapezal tem o algodão como principal produto agrícola, seguido pela soja e pelo milho.

Advertisement

A PAM calcula o valor da produção a partir da quantidade colhida de cada produto multiplicada pelo preço médio recebido pelos produtores ao longo do ano. Os valores apresentados pelo IBGE são nominais, sem correção pela inflação.

MT CHEGA A R$ 165,6 BILHÕES

A força de Mato Grosso aparece de forma ainda mais clara quando os dados são analisados por Estado.

O valor da produção agrícola mato-grossense atingiu R$ 165,6 bilhões em 2025, crescimento nominal de 37,1% sobre o ano anterior.

Sozinho, Mato Grosso respondeu por 17,9% de toda a produção agrícola brasileira em valor. O país alcançou R$ 927,2 bilhões, alta de 18,4%.

Advertisement

Isso significa que, de cada R$ 100 gerados pela produção das lavouras brasileiras no ano passado, quase R$ 18 vieram de Mato Grosso.

Segundo o IBGE, o desempenho ocorreu em um ambiente de aumento da produção de grãos e de condições de mercado que sustentaram importantes culturas do Estado. O instituto destaca que as disputas tarifárias entre Estados Unidos e China estimularam a demanda chinesa pela soja brasileira e contribuíram para manter os preços internos da commodity.

No milho, o avanço da demanda doméstica também teve peso, impulsionado tanto pela fabricação de ração animal quanto pela expansão da utilização do cereal para a produção de etanol.

Com esse conjunto de fatores, Mato Grosso preservou a liderança brasileira no valor da produção agrícola. Sorriso perdeu o posto que ocupava havia seis anos, mas o primeiro lugar continuou em território mato-grossense — agora com Sapezal como a cidade de maior produção agrícola em valor do país.

Advertisement
Continue Reading

Business

IGC eleva projeção da produção global de grãos em 2026/27 para 2,42 bilhões de toneladas

Published

on


O Conselho Internacional de Grãos (IGC) elevou sua estimativa para a produção mundial de grãos no ciclo 2026/27 para 2,42 bilhões de toneladas, 4 milhões de toneladas acima da projeção de agosto. O ajuste foi informado em relatório divulgado no dia 18 e reflete revisões para cima nas safras de cevada e trigo, que compensaram cortes para milho e sorgo. Mesmo com a alta mensal, o volume projetado fica 3% abaixo do recorde da safra anterior.

A projeção de consumo global foi mantida em 2,44 bilhões de toneladas. Para os estoques finais, o IGC passou a projetar 608 milhões de toneladas, avanço de 2 milhões de toneladas em relação ao relatório anterior. Na comparação com o início da safra, porém, o número representa recuo de 4%.

A estimativa para o comércio global de grãos também foi mantida, em 451 milhões de toneladas. Na comparação anual, o volume projetado indica queda de 16 milhões de toneladas.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

Advertisement

No mercado de soja, o IGC reduziu ligeiramente a previsão para a produção mundial em 2026/27 ante o mês anterior, em função de pequenos ajustes na América do Sul. Ainda assim, a safra da oleaginosa segue projetada em patamar recorde, com alta de 3% sobre o ciclo anterior.

As previsões de consumo total e de estoques finais de soja foram reduzidas em relação ao relatório anterior. Já a estimativa para o comércio global da oleaginosa permaneceu praticamente estável, em recorde próximo de 191 milhões de toneladas.

O IGC informou ainda que o Índice de Preços de Grãos e Oleaginosas (GOI) subiu 6% no último mês e atingiu o maior nível em três anos. Na comparação anual, o indicador acumula alta de 20%. O movimento foi puxado pelos subíndices de trigo, com avanço de 6%, soja, com 7%, milho, com 5%, e arroz, com 3%.

O novo relatório do IGC combina revisão positiva para a produção global de grãos, manutenção das projeções de consumo e comércio e avanço do índice internacional de preços, com destaque para trigo, soja, milho e arroz.

Fonte: Estadão Conteúdo

Advertisement

O post IGC eleva projeção da produção global de grãos em 2026/27 para 2,42 bilhões de toneladas apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT