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21 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

De MT ao Pará: os desafios do caminho da soja até o porto

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soja colhida nos campos de Mato Grosso percorre uma longa e estratégica jornada até alcançar os portos do Pará, onde embarca rumo ao mercado internacional. Esse trajeto, que envolve milhares de caminhões, exige organização, tecnologia e resistência especialmente dos motoristas que cruzam o país com o grão que alimenta o mundo.

O motorista Everaldo Baeta, com 20 anos de experiência no percurso até o porto de Miritituba, no Pará, conhece cada curva e desafio da estrada. Segundo ele, quando o caminhão chega no armazém, tem uma lista com os nomes e placas dos veículos que devem seguir para o carregamento.

Everaldo contou que, antigamente, levava dias para fazer o trajeto entre Ipiranga do Norte (MT) até Miritituba em Itaituba (PA). Atualmente, com a estrada asfaltada, ele leva até 23 horas para chegar ao destino, seguindo o cronograma com pausas para refeições e descanso.

“Antigamente, levava até seis dias. Ficávamos parados esperando o sol secar os morros para seguir viagem”, disse.

Everaldo ressaltou que mesmo com as estradas asfaltadas, alguns desafios persistem, como buracos traiçoeiros, fumaça à noite e curvas perigosas. Muitos acidentes acontecem com motociclistas em alta velocidade.

A rotina exige disciplina e é preciso uma boa programação. A fiscalização tem cobrado para que os motoristas realizem as paradas para descansar, já que quando negligenciado colocam não só a vida de um, mas de todos que transitam na estrada.

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“Eu tomo café às 7h, almoço entre 11h e 13h, banho e descanso às 19h. Uso mais a cozinha do caminhão quando acontece um atraso ou eu estiver no meio da estrada, mas paro em restaurantes sempre que dá”, contou.

Ao chegar em Miritituba, os motoristas enfrentam filas gigantes para fazer o descarregamento, mesmo com os motoristas chegando no prazo do agendamento, podem ficar dias esperando. Para Everaldo, trechos sem asfalto, chuvas e a superlotação dos caminhões são as principais causas.

“A estrada até o terminal tem trechos sem asfalto e, com chuva, não dá para chegar. Além disso, mandam mais caminhões do que o porto consegue descarregar, o terminal tem espaço para 200 e eles mandam o dobro”, relatou.

Ao chegar a vez, os motoristas montam na balança, entregam os documentos e recebem o ticket para seguir até a moega — uma espécie de funil metálico ou de concreto, onde os caminhões despejam os grãos que serão classificados, pesados e posteriormente embarcados em trens, navios ou embarcações.

Em entrevista à imprensa, o coordenador administrativo do terminal, Marcelo Henrique Souza, informou que o porto recebe cerca de 340 veículos por dia, o que é equivalente a 16 mil toneladas.

“Despejamos em média 28 mil toneladas por dia nas barcaças, o que representa cerca de 560 caminhões carregados”, contou.

Depois de descarregada, a soja é colocada em embarcações que seguem pelos rios até os portos com saída para o mar. De lá, o grão é exportado para diversos países.

Em 2024, o Brasil exportou quase 100 milhões de toneladas de soja, sendo que Mato Grosso respondeu por 25% desse volume. Os portos do Arco Norte, incluindo Miritituba, escoaram cerca de 35% da produção nacional.

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Ainda segundo Marcelo Henrique, além da soja, o porto também recebe fertilizantes, muitos vindos da Rússia.

O caminho da soja é uma operação complexa, que envolve tecnologia, logística e muito esforço. Cada etapa do carregamento à navegação é essencial para que o grão mato-grossense continue alimentando o mundo.

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Batida entre duas carretas deixa um morto e destrói veículos na Serra da Petrovina, em MT

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Um motorista, ainda não identificado, morreu na manhã deste domingo (20) após duas carretas baterem na Serra da Petrovina, no km 153 da BR-364, em Pedra Preta, a 242 km de Cuiabá. A rodovia ficou interditada nos dois sentidos durante o atendimento da ocorrência e foi liberada no inicio da tarde.

Imagens registradas no local mostram a dimensão do acidente e os estragos provocados pela batida. Um dos veículos ficou tombado na pista, com a estrutura e os eixos voltados para cima. Pedaços de pneus e partes metálicas ficaram espalhados pelo asfalto. A cabine de uma das carretas ficou completamente destruída após a colisão, com a parte dianteira retorcida.

O baú refrigerado também foi danificado, com parte da estrutura lateral e do teto destruída, deixando o compartimento de carga exposto. A carga transportada pelas carretas também ficou espalhada pela rodovia. Caixas e embalagens de produtos congelados foram encontradas sobre o asfalto, no acostamento e às margens da pista.

Parte do material usado no isolamento térmico do baú também ficou espalhada pelo local. A morte foi confirmada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), que esteve no local para apurar as circunstâncias do acidente. O Instituto Médico-Legal (IML) também foi acionado.

Segundo a concessionária Way-364, responsável pelo trecho, o acidente ocorreu por volta da manhã e mobilizou equipes para atendimento e sinalização da rodovia. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a dinâmica da batida nem sobre possíveis outras vítimas.

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Avião que caiu em fazenda e deixou dois pilotos mortos em MT estava em fase de teste após manutenção, diz delegado

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avião de pequeno porte que caiu em uma fazenda e deixou dois pilotos mortos, em Poxoréu, a 259 km de Cuiabá, nessa sexta-feira (18), havia passado por manutenção em uma empresa de Primavera do Leste antes de realizar o voo. As vítimas foram identificadas como Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos. (VIDEO ABAIXO)

Segundo o delegado Éric Martins, a aeronave passou por alguns reparos antes da decolagem.

“Inicialmente, com as informações que nós temos até agora, esse avião estava tendo uma manutenção. Então, estavam sendo trocadas algumas peças, fazendo alguns reparos, e foi feito um voo teste para essa aeronave. Pouco depois de levantar voo, ele veio a ter algum tipo de falha e teve o acidente“, explicou.

Zelicio era piloto profissional e estava conduzindo a aeronave. Rafael também era piloto e, acompanhava o voo para aprendizagem.

“Até o presente momento, a gente tem noção de que a pessoa mais idosa era realmente piloto, fazia uso dessa profissão, e a pessoa mais nova estava em treinamento, em aprendizagem”, disse o delegado.

Ainda não há confirmação oficial sobre o modelo do avião envolvido no acidente. Funcionários da empresa Soma informaram que a aeronave seria um Comp Air 7SL, mas a informação ainda depende de confirmação pelos órgãos responsáveis pela apuração do acidente.

Em nota, a empresa Soma Aviação afirmou que irão aguardar o laudo do órgão responsável pela investigação o Cenipa.

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Entenda o caso

 

Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, morreram na queda de avião em MT — Foto: Reprodução/Redes sociais

Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, morreram na queda de avião em MT — Foto: Reprodução/Redes sociais

Segundo a Polícia Civil, a queda ocorreu na Fazenda Água Funda, na região da MT-130. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 17h35, junto com uma Unidade de Suporte Avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ainda não há informações sobre quanto tempo o avião permaneceu no ar antes da queda. As circunstâncias e as causas do acidente também deverão ser apuradas.

Quando chegaram na propriedade, os bombeiros encontraram a aeronave em chamas e localizaram os corpos dos dois ocupantes. Um médico do Samu confirmou as mortes ainda no local.

O impacto da aeronave provocou um incêndio que se espalhou pela vegetação da fazenda. Segundo o Corpo de Bombeiros, entre 4 e 5 mil metros quadrados de pastagem foram queimados. Os militares combateram o incêndio e conseguiram controlar as chamas. Em seguida, fizeram o rescaldo da área para evitar novos focos.

Essa é a segunda queda de aeronave no estado em menos de 10 dias. No dia 10 de setembro, outro avião de pequeno porte caiu em uma região de fazenda, a cerca de 20 km da área urbana de Água Boa, e deixou três mortos. Até o momento, apenas uma vítima foi identificada oficialmente: Vanderlei Sattler, de 65 anos.

Queda de avião que deixou dois mortos provocou incêndio em pastagem em MT — Foto: Reprodução

Queda de avião que deixou dois mortos provocou incêndio em pastagem em MT — Foto: Reprodução

VIDEO:

 

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Fisioterapeuta morre após carro bater contra carreta em Tangará da Serra I MT

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A fisioterapeuta Ana Carolina de Brito Ramos, de 41 anos, morreu após o carro que ela conduzia bater de frente com uma carreta, na rodovia MT-358, em Tangará da Serra, a 320 km de Cuiabá, nesse sábado (19).

Segundo a Polícia Civil, os veículos trafegavam em sentidos opostos e o acidente ocorreu em um trecho de pista reta.

O motorista da carreta, de 35 anos, relatou à polícia que seguia pela rodovia quando viu o carro da vítima vindo no sentido contrário. Segundo ele, ao se aproximarem, o carro teria entrado repentinamente na frente da carreta.

O motorista disse ainda que não soube informar o motivo da manobra e que não havia outro veículo à frente que pudesse ter provocado o deslocamento. Com a batida, Ana Carolina ficou presa às ferragens e morreu ainda no local.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou os procedimentos para retirar o corpo da vítima do veículo.

O local foi periciado e a Polícia Civil investiga as causas do acidente.

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