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20 de junho de 2026

Sustentabilidade

Eficiência de fungicidas para o controle doenças de final de ciclo da soja – MAIS SOJA

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Em meio a diversidade de pragas e patógenos que acometem a soja, um complexo de doenças é conhecido por expressar sintomas e ocasionar danos durante o período final do desenvolvimento da cultura. O complexo de doenças de final de ciclo da soja, popularmente conhecidas como DFC, inclui doenças como a Septoriose em soja (Septoria glycines), oídio (Microsphaera diffusa), mancha-olho-de-rã (Cercospora sojina),  crestamento foliar e mancha púrpura (Cercospora kikuchii), mancha-alvo (Corynespora cassiicola), antracnose (Colletotrichum truncatum) e a ferrugem-asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi), entre outras.

Figura 1. Principais DFCs da soja. A – Septoriose em soja (Septoria glycines), B – oídio (Microsphaera diffusa), C – mancha-olho-de-rã (Cercospora sojina), D – mancha-alvo (Corynespora cassiicola), E – antracnose (Colletotrichum truncatum) e F – ferrugem-asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi).
Fotos: A – Daren Mueller; C – Rafael Moreira Soares; D- Maurício Stefanelo

Embora a ferrugem-asiática seja uma das doenças mais devastadoras da soja e também considerada uma DFC por ocorrer em qualquer estádio do desenvolvimento da planta, outras DFC também possuem potencial em reduzir atributos quantitativos e qualitativos da soja, reduzindo o potencial produtivo da cultura.

A exemplo, tem-se o crestamento foliar de cercospora (figura 1), cujas as perdas de produtividade em decorrência da doença em soja variam entre 15% a 30%, podendo chegar a 50% caso as condições ambientais favoreçam o desenvolvimento da doença (Araujo Junior, 2021).

Figura 2. Sintomas avançados de crestamento foliar de cercospora (Cercospora kikuchii) em soja.
Fonte: Godoy et al., (2023)

Considerando o impacto das doenças de final de ciclo da soja, estratégias de manejo que permitam mitigar os efeitos das DFC devem ser adotadas a fim de minimizar as perdas de produtividade na cultura. Uma das principais e mais difundidas estratégias para isso é o controle químico com o emprego de fungicidas. No entanto, visando um manejo eficiente e um controle eficaz, posicionar os fungicidas de forma adequada, dando preferência para produtos de maior eficiência é fundamental para o sucesso no manejo das DFC.

Visando elucidar essa questão e auxiliar técnicos e produtores no posicionamento de fungicidas, ensaios para comparar da eficiência de fungicidas no controle das DFC vêm sendo conduzidos na rede de experimentos cooperativos desde a safra 2020/2021. Embora não constituam recomendações de manejo, os resultados obtidos nesses ensaios contribuem para um melhor posicionamento de fungicidas no manejo fitossanitário da soja, visando um controle eficiente das doenças e o manejo da resistência dos fungos aos fungicidas (Godoy et al., 2025).

No ensaio realizado na safra 2024/2025, foram instalados 19 experimentos por 18 instituições, contemplando os estados de Goiás, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Bahia e Tocantins. De acordo com Godoy et al. (2025), o protocolo utilizado nos experimentos consistiu no estabelecimento de aplicações sequenciais de fungicidas iniciando aos 35 dias após a emergência (35 DAE) e repetidas a cada 14-18 dias, sendo a última aplicação fixada em R5.3 – R5.4, para residual dos produtos até o final do ciclo.

Os fungicidas avaliados estão apresentados na tabela 1. Os tratamentos foram compostos por ingredientes ativos que pertencem aos grupos: inibidores da desmetilação – IDM (tebuconazol, difenoconazol e protioconazol), inibidores de quinona externa – IQe (metiltetraprole, metominostrobina, trifloxistrobina, azoxistrobina e picoxistrobina), inibidor da succinato desidrogenase – ISDH (impirfluxam), isoftalonitrila (clorotalonil), ditiocarbamato (mancozebe) e inorgânico (oxicloreto de cobre). Foram avaliados fungicidas com isoftalonitrila isolada (T2), ditiocarbamato isolado (T6), em misturas de isoftalonitrila + IDM (T3), isoftalonitrila + ISDH + IQe (T5), IQe + IDM sem (T7) e com ditiocarbamato em mistura em tanque (T8), IQe + IDM + ditiocarbamato (T9 e T10) e inorgânico + IDM + IQe (T11) (Godoy et al., 2025).

Tabela 1. Produto comercial (p.c.), ingrediente ativo (i.a.) e dose dos fungicidas nos tratamentos para controle das doenças de final de ciclo. Safra 2024/2025.
Fonte: Godoy et al. (2025)
Resultados

De acordo com os resultados obtidos nos ensaios realizados na safra 2024/2025 e apresentados por Godoy e colaboradores 2025, todos os tratamentos apresentaram severidade de DFC inferior à testemunha sem fungicida (Tabela 2). Entre os fungicidas multissítios isolados, o tratamento com clorotalonil (T2 – Previnil Max) apresentou menor severidade e maior porcentagem de controle (57%) quando comparado ao tratamento com mancozebe (T6 – Tróia, 48%). As menores severidades e maiores porcentagens de controle ocorreram nos tratamentos com fungicidas metiltetraprole + difenoconazol e mancozebe (T8 – 75% de controle) e metiltetraprole + difenoconazol (T7 – 75%), seguido de Curatis (T10 – 68%), do programa FRAC (T12 – 66%), Evolution (T9 – 66%) e Sugoy (T5 – 66%).

Tabela 2. Severidade das doenças de final de ciclo (SEV DFC), porcentagem de controle em relação ao tratamento testemunha (T1) (%C), fitotoxicidade dos fungicidas (FITO), produtividade (PROD) e porcentagem de redução de produtividade (%RP) em relação ao tratamento com a maior produtividade. Safra 2024/2025.
Fonte: Godoy et al. (2025)

Com relação as repostas produtivas, Godoy et al. (2025) destacam que as maiores produtividades foram observadas para os tratamentos com metiltetraprole + difenoconazol e mancozebe (T8 – 4.419 kg/ha), metiltetraprole + difenoconazol (T7 – 4.412 kg/ ha), com o Programa FRAC (T12 – 4.332 kg/ha), Curatis (T10 – 4.306 kg/ha), metominostrobina + tebuconazol + clorotalonil (T4 – 4.286 kg/ha), Evolution (T9 – 4.259 kg/ha), Nativo Plus/ Patriota (T11 – 4.244 kg/ha) e tebuconazol + clorotalonil (T3 – 4.225 kg/ha), resultando em uma redução da produtividade da testemunha (sem fungicidas) em comparação ao tratamento mais produtivo (T8) de 22%.

Confira a Circular Técnica completa com os resultados dos ensaios realizados na safra 2024/2025 para avaliar a eficiência de fungicidas no controle de doenças de final de ciclo da soja clicando aqui!

Referências:

ARAÚJO JÚNIOR, I. P. CONTROLE QUÍMICO DE MANCHAS FOLIARES EM DIFERENTES CULTIVARES DE SOJA. Universidade Federal de Uberlândia, Dissertação de Mestrado, 2021. Disponível em: < https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/33377/4/ControleQuimicoManchasSoja.pdf >, acesso em: 05/08/2025.

GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DAS DOENÇAS DE FINAL DE CICLO DA SOJA, NA SAFRA 2022/2023: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa, Circular Técnica, n. 193, 2023. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/doc/1154333/1/Cir-Tec-193.pdf >, acesso em: 05/08/2025.

GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DAS DOENÇAS DE FINAL DE CICLO DA SOJA, NA SAFRA 2024/2025: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 215, 2025. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1176900/1/Circ-Tec-215.pdf >, acesso em: 05/08/2025.

SOARES, R. M. et al. MANUAL DE IDENTIFICAÇÃ DE DOENÇAS DE SOJA. Embrapa Soja, Documentos, n. 256, ed. 6, 2023. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1158639 >, acesso em: 05/08/2025.

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Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

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Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

O post Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços apareceu primeiro em Canal Rural.

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Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

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Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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