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18 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Soja fechou de forma mista com fraca demanda antes da colheita – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 29/07/2025
FECHAMENTOS DO DIA 29/07

O contrato de soja para agosto, referência para a safra brasileira, fechou em baixa de 0,71%, ou $ -7,00 cents/bushel, a $ 981,75. A cotação de setembro fechou em baixa de 0,30% ou $ -3,00 cents/bushel, a $ 989,50. O contrato de farelo de soja para agosto fechou em baixa de 1,21% ou $ -3,20/ton curta, a $ 261,70, e o contrato de óleo de soja para agosto fechou em alta de 1,75% ou $ 0,99/libra-peso, a $ 57,54.

ANÁLISE DO MIX

A soja negociada em Chicago fechou de forma mista nesta terça-feira. As cotações da oleaginosa seguem pressionadas pelo bom andamento da safra americana e a falta de demanda externa. O USDA elevou a classificação da soja em boa/excelente qualidade, movimento contrário ao esperado pelo mercado. As incertezas de comerciais, com a expectativa de mais um pedido de prorrogação por 90 dias nas negociações entre EUA e China sobre as questões tarifárias ainda preocupam o mercado.

A redução da compra de soja no novo ano comercial pela União Europeia, tendo o Brasil como principal fornecedor, demonstra o interesse dos países em buscarem outros fornecedores que não os portos americanos. Nesse rearranjo comercial, a Índia comprou um recorde de 150.000 toneladas de óleo de soja da China, enquanto as processadoras chinesas tentam reduzir seus grandes estoques com desconto. “As processadoras de soja chinesas estão enfrentando dificuldades com o excesso de farelo e óleo de soja”, disse um negociante indiano à Reuters. “Para reduzir os estoques, elas estão enviando óleo para a Índia.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
INCERTEZAS QUANTO À CHINA E UNIÃO EUROPEIA (baixista)

A soja fechou com novas quedas hoje em Chicago, onde os traders mais uma vez expressaram preocupação com a falta de demanda chinesa por soja da nova safra americana. Isso ocorre enquanto a extensão da trégua tarifária entre os EUA e a China por mais 90 dias está sendo decidida e enquanto persistem dúvidas sobre as implicações para o comércio agrícola do acordo comercial inicial com a União Europeia, que autoridades francesas descreveram ontem como um “ato de submissão” do bloco a Trump.

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EUROPA-IMPORTAÇÕES DE SOJA 37% MENORES (baixista)

Em meio a essas tensões, a Comissão Europeia informou hoje que, até o momento, no ano comercial 2025/2026 — iniciado em 1º de julho — a União Europeia importou 736.447 toneladas de soja, 37% a menos que no mesmo período de 2024. Com 530.393 toneladas, o Brasil liderou as vendas, seguido pelos Estados Unidos com 121.728 toneladas. Enquanto isso, as importações de farelo de soja, que totalizaram 1,21 milhão de toneladas, foram 20% menores que as do ano anterior. O Brasil também lidera a lista de fornecedores nessa área, com 626.039 toneladas, seguido pela Argentina, com 395.925 toneladas.

NEGOCIAÇÕES EUA-CHINA EM ESTOCOLMO (baixista)

Sobre a trégua entre EUA e China, após dois dias de negociações bilaterais em Estocolmo, o Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que os negociadores de ambos os países provavelmente se reunirão novamente em cerca de 90 dias. “Informaremos o Presidente Trump sobre o processo que empreendemos aqui. Certamente tivemos reuniões construtivas e retornaremos com um relatório positivo. Mas a extensão da trégua caberá ao presidente”, afirmou Greer.

EM CIMA DA SAFRA (baixista)

Em 90 dias, a colheita de soja dos EUA estará quase completa. Até o momento, durante a primeira trégua, a China não reservou uma única tonelada de soja 2025/2026 dos Estados Unidos. É improvável que o mercado sinta alívio com uma nova trégua ou, a rigor, com o avanço em um campo sem gols.

MAIS AMEAÇAS SOBRE A CHINA (baixista)

E, para agravar a atual situação de confusão, o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse hoje ter informado autoridades chinesas que, dada a legislação tarifária secundária dos EUA sobre o petróleo russo sancionado, a China poderia enfrentar altas tarifas da Casa Branca se Pequim continuasse com suas compras de petróleo russo. Buscar acordos enquanto ameaçavam o governo Trump foi útil para eles nas negociações com países como Indonésia e Vietnã, embora não pareça ser o caminho mais lógico para lidar com a China.

AUMENTOS DAS COTAÇÕES DO ÓLEO DE SOJA (altista)

Vale destacar que, como vem ocorrendo desde meados de março, os preços do óleo de soja apresentaram sustentação, encerrando a sessão com alta de US$ 21,83 em relação ao preço de agosto, que fechou o dia em US$ 1.268,52 por tonelada, devido ao aumento esperado na demanda da indústria de biodiesel.

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CHINA VENDE ÓLEO DE SOJA PARA A ÍNDIA (baixista)

Com um impacto negativo maior na Argentina e no Brasil do que em Chicago, a Reuters confirmou hoje que a China exportou 150.000 toneladas de óleo de soja para a Índia em uma transação incomum que incluiu descontos significativos em relação aos suprimentos sul-americanos. De acordo com a agência — com base em declarações de traders — o óleo de soja chinês foi oferecido a um valor CIF de US$ 1.140 por tonelada, em comparação com US$ 1.160 para o produto enviado da América do Sul. “Os esmagadores de soja chineses estão lidando com excesso de farelo e óleo. Para reduzir os estoques, eles agora estão enviando óleo para a Índia”, disse à Reuters um representante de comércio internacional de uma empresa sediada em Nova Délhi.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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Sustentabilidade

Abiove eleva previsão para exportação de óleo de soja e processamento cresce 8,3%

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Foto: United Soybean Board/CCommons

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) atualizou as projeções para o Complexo Soja em 2026 e apontou avanço no processamento do grão no país. Os novos números também mostram uma revisão positiva para as exportações de óleo de soja, enquanto a produção nacional permanece estimada em 180,4 milhões de toneladas.

Segundo a entidade, as exportações de soja em grão foram revisadas para 115 milhões de toneladas, queda de 0,3% em relação à estimativa anterior. Já o volume destinado ao processamento industrial subiu 0,3%, para 63,5 milhões de toneladas. As importações de soja em grão permanecem projetadas em 900 mil toneladas.

Entre os derivados, a produção de farelo de soja foi elevada em 0,4%, para 48,9 milhões de toneladas. A expectativa para as exportações do produto permanece em 25,3 milhões de toneladas.

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Óleo de soja

No mercado de óleo de soja, a Abiove aumentou em 0,4% a estimativa de produção, que passou para 12,8 milhões de toneladas. Já a projeção de exportação foi revisada para 1,8 milhão de toneladas, alta de 5,9% em relação à previsão anterior. As importações continuam estimadas em 125 mil toneladas.

Segundo Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da ABIOVE, as revisões refletem o desempenho do processamento nacional e o aumento da demanda internacional pelo óleo de soja.

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“Os ajustes nas estimativas refletem o forte desempenho do processamento nacional de soja e o aquecimento do mercado internacional para o óleo de soja”, afirmou.

Processamento avança em julho

Os dados da Abiove também mostram crescimento no processamento de soja em julho de 2026. Foram 5,13 milhões de toneladas processadas no mês, volume 1,9% superior ao registrado em junho.

Na comparação com julho de 2025, considerando o ajuste pelo percentual amostral, o avanço foi de 7,4%.

No acumulado de janeiro a julho, o processamento alcançou 33,6 milhões de toneladas, alta de 8,3% em relação ao mesmo período do ano passado, também com ajuste amostral.

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Sustentabilidade

Especialistas alertam para cuidados necessários para evitar ferrugem, percevejos e nematoides na safra 26/27 – MAIS SOJA

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Foi dada a largada para a safra de soja 2026/27. Com o término do vazio sanitário em Mato Grosso, maior estado produtor do grão no país, e em Goiás no próximo dia 20/09, o plantio fica oficialmente liberado. No entanto, a nova safra exige um nível adicional de atenção no campo. Os produtores iniciam o ciclo diante de um cenário fitossanitário desafiador, marcado pela pressão simultânea de desafiosconhecidos da sojicultura brasileira como doenças, pragas e nematoides.

Os números da última safra acendem um sinal amarelo para o manejo. Os registros de ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi), doença altamente agressiva que pode comprometer até 90% da produtividade se não controlada, praticamente triplicaram, saltando de 124 para 379 casos confirmados pelo Consórcio Antiferrugem. Somado a isso, há a ameaça constante do percevejo-marrom (Euschistus heros), praga de difícil controle que, segundo dados da Embrapa, impõe um prejuízo na casa dos bilhões por safra.

Correndo por baixo da terra, o terceiro elemento dessa equação costuma ser o mais traiçoeiro. Os nematoides destroem o sistema radicular da soja e já respondem por perdas anuais estimadas na cada dos bilhões, segundo levantamentos da Sociedade Brasileira de Nematologia e do setor agrícola.

Para Jhonatan Coradin, engenheiro agrônomo e Gerente de Desenvolvimento de Mercado da Vittia, empresa brasileira referência em biotecnologia para defesa e nutrição de plantas, a combinação dessas ameaças exige uma mudança de postura imediata do produtor. “Iniciar o ciclo com um planejamento estratégico consolidado proporciona um ganho de tempo de resposta e otimiza os investimentos operacionais, evitando os altos custos de um controle emergencial. O foco é integrar as ferramentas biológicas ao manejo, associando as soluções biológicas de alta tecnologia que fortalecem a planta desde a raiz”, afirma o especialista.

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Enquanto a ferrugem, as doenças de final de ciclo e o percevejo causam danos visíveis e severos na parte aérea da planta, os nematoides agem de forma oculta. Seus sintomas na lavoura, como o amarelecimento e as manchas irregulares, conhecidas como reboleiras, são frequentemente confundidos com estresse hídrico ou compactação do solo, o que atrasa o diagnóstico. O grande desafio, segundo Coradin, é o efeito cascata gerado na planta. “Os nematoides são um problema que, na maioria das vezes, só enxergamos pelo efeito, nunca pela causa direta. Uma soja que tem seu sistema radicular comprometido por esses parasitas perde a capacidade de absorver água e nutrientes.

Para quebrar esse ciclo de perdas, a proteção deve começar junto com a semente. A resposta da biotecnologia para esse desafio está na combinação estratégica de microrganismos de alta performance. A associação da bactéria Bacillus amyloliquefaciens (isolado BV03), presente no No-Nema, com o fungo Purpureocillium lilacinum, presente no RizoForte, cria uma dupla barreira de defesa natural. Enquanto a bactéria atua formando um biofilme protetor que blinda o sistema radicular e impede a penetração dos nematoides, o fungo age ativamente na degradação de ovos, fêmeas e cistos no solo por meio da produção de enzimas e metabólitos. Além de favorecer o crescimento das raízes e a melhor exploração de nutrientes pela planta, essa combinação alcançou aproximadamente 70% de eficiência de controle em ensaios conduzidos pela área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da empresa.

“O planejamento logo na largada da safra fará a diferença na hora da colheita. Tecnologias como o No-Nema, que controla nematoides, podem ser utilizadas no tratamento de sementes, no sulco de plantio ou de forma foliar, oferecendo total compatibilidade com o restante do programa de manejo”, comenta o engenheiro agrônomo da Vittia.

A tendência observada nas últimas safras, e que deve se consolidar no ciclo 26/27, é a da complementaridade tecnológica. O uso de biodefensivos deixou de ser um nicho para se tornar o pilar central na manutenção da longevidade dos agroquímicos, retardando a resistência das pragas e patógenos.

“Manejo integrado não é sobre escolher um lado. É sobre usar a ferramenta certa, no momento exato, para cada desafio específico da lavoura. O sucesso da safra depende, cada dia mais, de uma visão sistêmica da saúde da lavoura”, conclui Coradin.

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Sobre a Vittia 

A Vittia (BVMF:VITT3) é referência brasileira em soluções para defesa e nutrição de plantas, levando produtividade, rentabilidade e sustentabilidade para o agronegócio brasileiro. A Companhia tem em suas raízes a base sólida para impulsionar a inovação no campo, unindo tradição e tecnologia de ponta em um portfólio completo.

Com a maior fábrica de produtos biológicos da América Latina e outras cinco unidades no estado de São Paulo, a Vittia desenvolve biotecnologias essenciais para o aprimoramento do balanço socioambiental da agricultura. Seu portfólio robusto inclui soluções de controle biológico (inseticidas, fungicidas, nematicidas), fertilizantes especiais, biofertilizantes e sais para agricultura e pecuária.

Em 2026, a Vittia celebra 55 anos e lança uma campanha em comemoração a esse marco, com o tema “Minhas raízes, novas histórias”, reforçando seu compromisso ético, sua tradição e sua solidez. A Vittia transforma seu legado em futuro entregando produtividade e rentabilidade ao agronegócio com a simplicidade que nutre a confiança.

Mais informações em: [Site], [Youtube], [Instagram], [Linkedin] e [Facebook].

Fonte: Assessoria de imprensa

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Sustentabilidade

Margem apertada e custos em alta devem marcar a safra 26/27 em Mato Grosso – MAIS SOJA

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O produtor mato-grossense começa a plantar a safra de soja 2026/27 gastando mais por hectare e com a perspectiva de ganhar menos. Com a margem cada vez mais estreita, o acesso ao crédito e a renegociação de dívidas ganham ainda mais peso entre as prioridades da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) para a temporada.

O Custo Total (CT) da cultura está projetado em R$ 8.171,41 por hectare, alta de 16,69%, enquanto o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Lajida) deve recuar 35,05% em relação à temporada anterior. As projeções são do Projeto Custo de Produção Agropecuário de Mato Grosso (CPA-MT), realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) e pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Para o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol, o cenário é de preocupação. “Estamos vindo de quatro anos de margens pressionadas, juros elevados, insumos em preços históricos e commodities sem valorização equivalente”, afirma. A margem estreita deixa o produtor mais exposto. “Qualquer imprevisto, seja quebra de produtividade, queda no preço da soja ou aumento do custo financeiro, pode transformar rapidamente essa pequena margem em prejuízo”, alerta.

Em Campo Novo do Parecis, a delegada coordenadora, Clarete Brolio Rezende, antecipou a compra de insumos em função da constante oscilação dos preços. Agora, a preocupação está em outras despesas. “A média geral de custos é muito alta. Aqui na região também estamos sofrendo com o diesel, que está muito caro. Toda semana que vamos comprar é um preço novo”, relata.

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Cortes no manejo – Entre os itens que mais pesam na conta estão os defensivos agrícolas, com alta próxima de 11%, e os fertilizantes e corretivos, que subiram 5,40%. Segundo Bertuol, a pressão sobre o caixa já aparece nas propriedades, com redução nas doses de fósforo e potássio e busca por alternativas de menor custo. “Não se trata necessariamente da melhor decisão técnica, mas da necessidade de adequar a lavoura ao caixa disponível. Isso cria um ciclo preocupante. A margem diminui, o produtor reduz investimentos para conseguir plantar, a produtividade fica mais vulnerável e a rentabilidade cai novamente”, explica.

A área de soja deve permanecer praticamente estável, em 13,04 milhões de hectares. Já a produtividade média projetada é de 62,44 sacas por hectare, 5,43% abaixo do ciclo anterior, o que leva a produção estimada a 48,88 milhões de toneladas, recuo de 5,19%.

Diante desse quadro, o diretor recomenda priorizar eficiência, rentabilidade e preservação de caixa, com uma ressalva.  “Essa redução de custos no curto prazo não pode comprometer a capacidade produtiva da agricultura mato-grossense no médio e no longo prazo”, diz.

No milho, a tendência se repete. A área deve crescer 0,59%, para 7,48 milhões de hectares, enquanto a produtividade projetada recua 8,05%, para 119,64 sacas por hectare, com produção estimada em 53,68 milhões de toneladas.

Clarete lembra que o resultado do cereal depende do calendário da soja e aponta o clima como principal ponto de atenção. “Nós temos uma renda melhor na segunda safra, mas precisamos colher bem na primeira. Então não podemos atrasar a janela de plantio”, afirma.

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Crédito na ponta – Entre as prioridades da Aprosoja MT para a temporada, Bertuol destaca a recuperação da capacidade de financiamento do produtor, uma solução efetiva para o endividamento e a contenção de novos custos e de aumento da carga tributária. “Não basta anunciar bilhões de reais em um Plano Safra se esses recursos não chegam à conta. O produtor enfrenta juros elevados, maior restrição de crédito e exigências cada vez maiores de garantias. Quando não consegue renegociar uma dívida, ele permanece inadimplente, perde capacidade de crédito e acaba empurrado para operações mais caras, justamente quando sua margem não suporta juros maiores”, avalia.

O diretor reconhece o avanço trazido pela Medida Provisória 1.376, que autoriza linhas de crédito para renegociação de dívidas rurais e cria um fundo garantidor para produtores afetados por eventos climáticos adversos, mas observa que a aplicação ainda está lenta. “Já se passaram semanas desde a publicação e ainda não vemos, na velocidade necessária, essas renegociações sendo formalizadas nos contratos das instituições financeiras. Também falta articulação do Congresso Nacional e da Frente Parlamentar da Agropecuária para aperfeiçoar esses instrumentos. Enquanto isso, o acesso ao crédito novo fica mais difícil, e isso compromete o financiamento de uma safra que já está começando”, pontua. Para ele, negociar exige condições reais de pagamento.

“Precisamos de prazos compatíveis com a capacidade de pagamento da atividade, carência adequada e taxas de juros que o produtor consiga pagar. Caso contrário, a dívida é alongada no papel, mas o produtor não se recupera economicamente”, defende.

Na área tributária, Bertuol lembra o congelamento do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) em Mato Grosso e afirma que a entidade acompanha os efeitos da reforma tributária. “A agricultura não se sustenta apenas com anúncios de bilhões ou publicação de normas. O recurso e a renegociação precisam chegar ao produtor, dentro da fazenda”, conclui.

Fonte: Aprosoja/MT

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FONTE

Autor:Marianne Mariano – Assessoria de Comunicação

Site: Aprosoja/MT

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