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4 de maio de 2026

Sustentabilidade

Fiscalização do TCU sobre crédito rural reforça alerta da Aprosoja MT sobre práticas abusivas e risco à produção – MAIS SOJA

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) manifestou apoio nesta semana à abertura de fiscalização anunciada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para apurar possíveis práticas abusivas na concessão de crédito rural. A iniciativa ocorre em um momento de juros elevados e restrição de financiamento no campo e reforça alertas que a entidade já vinha apresentando sobre distorções nas operações com recursos públicos.

A apuração atende solicitação apresentada pela deputada federal Coronel Fernanda, e vai verificar se instituições financeiras estão condicionando o acesso ao crédito rural do Plano Safra à contratação de produtos financeiros adicionais, como seguros, títulos de capitalização, apólices e outros serviços bancários, além de analisar a transparência das taxas, encargos e tarifas cobradas e a compatibilidade dos cronogramas de pagamento com o ciclo produtivo agrícola.

Segundo a Aprosoja MT, essas práticas, não previstas legalmente ou em normas, têm elevado significativamente o Custo Efetivo Total (CET) das operações e comprometido a finalidade do crédito rural como política pública de fomento. Em ofício encaminhado ao TCU, a entidade relatou cobranças adicionais, como estudos de operação, tarifas administrativas e custos em recomposições, que acabam onerando financiamentos lastreados em recursos públicos.

De acordo com o diretor administrativo da Aprosoja MT e coordenador da Comissão de Política Agrícola, Diego Bertuol, o acesso ao crédito rural tornou-se mais restritivo e inseguro para o produtor.

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“Na prática, o produtor avalia o acesso ao crédito rural, hoje, como mais restritivo, mais caro e menos previsível, então traz insegurança para o setor. Mesmo em linhas oficialmente enquadradas como o crédito rural, tem sido comum exigências adicionais de garantias, travas operacionais, contratação de produtos acessórios que elevam o custo efetivo total, muito acima das taxas nominais divulgadas”, afirmou.

Bertuol destaca que, em um ambiente de juros elevados, o crédito deixa de cumprir sua função essencial. “Com juros elevados, o crédito deixa de cumprir seu papel de instrumento de fomento e passa a atuar como fator de pressão direta sobre o caixa, especialmente em safras afetadas por clima, custos altos e preços baixos como a atual.”

O diretor administrativo observa ainda que, com a soja negociada em algumas regiões na casa dos R$ 95 por saca, o financiamento tem sido acessado por necessidade, e não por viabilidade econômica. “Nós temos preços batendo algumas praças a casa dos R$ 95 a saca da soja. O produtor segue tomando crédito quando consegue, não porque seja vantajoso mas porque é necessário para manter atividade o que aumenta o risco financeiro da operação.”

Outro ponto central de preocupação da Aprosoja MT envolve a descaracterização do crédito rural por meio da vinculação de produtos financeiros às operações.

“As práticas que mais preocupam são a descaracterização do crédito rural com operações formalmente enquadradas, mas que na prática funcionam como crédito comercial, venda casada de produtos financeiros, seguros e serviços como condição para a liberação do crédito, seja consórcio, seguros de vida, títulos de capitalização ou títulos de previdências e muito mais, ou seja, estruturas híbridas que elevam artificialmente o custo da operação, fazendo uma transferência excessiva de risco ao produtor”, relata Diego Bertuol.

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Segundo o produtor, esse modelo compromete a lógica do crédito rural enquanto instrumento de fomento. “Essas práticas distorcem a finalidade do crédito do rural como política pública. Que deveria garantir a estabilidade produtiva, segurança alimentar e previsibilidade ao setor, e não maximizar retorno financeiro das instituições em detrimento da sustentabilidade do produtor.”

A associação aponta que essa realidade ajuda a explicar a queda expressiva na contratação de linhas oficiais. Embora o Ministério da Agricultura tenha anunciado linhas de custeio com juros em torno de 12% ao ano, a Aprosoja MT afirma que esse percentual não reflete o custo real enfrentado pelo produtor.

“Tivemos o anúncio do Ministério da Agricultura de custeio a 12%, mas não é isso que chega para o produtor. Com essa prateleira de produtos que os bancos e cooperativas de crédito fazem o produtor contratar para liberar o crédito, chega um juro final na casa de 18% a 21%, patamares inviabilizam tecnicamente diversas operações agrícolas”, explica o coordenador da Comissão de Política Agrícola. “O impacto é triplo: redução da margem ou prejuízo direto, mesmo em safras produtivas; aumento do endividamento estrutural, com produtor rolando dívida para sobreviver e não para investir.”

Para a Aprosoja MT, a fiscalização do TCU representa uma oportunidade de correção de distorções históricas. “A Aprosoja Mato Grosso espera que a apuração do Tribunal de Contas resulte em transparência, correção de distorções e responsabilização institucional, garantindo, assim, que o crédito rural seja oferecido com aderência real às normas do Manual do Crédito Rural e as demais que o regem. Mais do que apontar falhas, a expectativa é que a fiscalização contribua para restabelecer o equilíbrio do sistema, garantindo crédito acessível, previsível e livre de condicionantes ou amarras que impeçam seu uso.”

A entidade reforça que seguirá atuando de forma técnica e institucional na defesa do produtor rural e do crédito rural como instrumento estratégico para a produção de alimentos, a segurança alimentar e o desenvolvimento socioeconômico de Mato Grosso.

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Fonte: Aprosoja/MT



 

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Sustentabilidade

Geada pode trazer danos irreversíveis ao trigo – MAIS SOJA

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O trigo é uma cultura estratégica nos sistemas de produção de grãos, especialmente em ambientes com condições edafoclimáticas favoráveis. Frequentemente cultivado em sucessão à soja, contribui para a rotação de culturas, promovendo maior uso da área, quebra do ciclo de pragas e patógenos e viabilizando práticas como a adubação de sistema.

No entanto, sua produtividade é fortemente influenciada por fatores edafoclimáticos, bióticos e abióticos, com destaque para as condições climáticas. Por se tratar de uma cultura de inverno, a ocorrência de geadas figura entre os principais fatores limitantes, sobretudo em fases sensíveis do desenvolvimento. A partir do estádio de alongamento, geadas podem causar sintomas como queima de folhas e estrangulamento do colmo, decorrente do rompimento das paredes celulares nos pontos de crescimento dos entrenós. Já durante o espigamento e o florescimento, os danos tendem a ser mais severos, resultando na redução do número de grãos por espigueta e, consequentemente, por espiga (Scheeren et al., 2000).


Veja mais: Adubação de sistema e manejo do nitrogênio em trigo


Figura 1. Danos decorrentes de geadas em plantas de trigo. Colmo com “estrangulamento”.
Foto: Coagril

Após a ocorrência da geada, dependendo do estádio em que o evento afeta as plantas, sintomas como danos as espigas também podem ser observados. No geral, espigas afetadas pela geada durante o fase de espigamento soltam facilmente da planta, além de apresentar aspecto esbranquiçado (Antunes, 2020).

Figura 2. Sintomas da ocorrência de geada em espigas trigo.
Foto: Embrapa Trigo
Período sensível

De acordo com Silva et al. (2008), o período do espigamento é a fase mais sensível do trigo a ocorrência de geadas, e período em que, maiores danos em decorrência desse evento são observados no trigo. Durante as fases iniciais de desenvolvimento do trigo, mesmo que ocorram geadas intensas capazes de causar a morte de algumas plantas, o rendimento da lavoura tende a não ser significativamente afetado. Isso se deve à elevada capacidade de compensação das plantas jovens, por meio da emissão e desenvolvimento de afilhos, que contribuem para a manutenção do estande e do potencial produtivo. (Antunes, 2020).

Estratégia de manejo

A principal estratégia para mitigar os efeitos da geada em trigo é posicionar adequadamente as cultivares quanto a época de semeadura com base nas orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). Baseado em séries históricas de clima, modelagem e simulação de riscos, o ZARC permite identificar os períodos de semeadura em que há menor chance de frustração de safra devido a eventos climáticos extremos (Antunes, 2020). O ZARC é atualizado anualmente, sendo possível acessar, por meio do aplicativo ZARC – Plantio Certo. Clique aqui para acessar o ZARC – Plantio Certo e confira a melhor época de semeadura do trigo para sua região de cultivo.

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Referências:

ANTUNES, J. M. NOTÍCIAS: PLANEJAMENTO PODE EVITAR PERDAS POR GEADA NO TRIGO. Embrapa, 2020. Disponível em: < https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/53614175/planejamento-pode-evitar-perdas-por-geada-no-trigo >, acesso em: 04/05/2026.

SCHEEREN, P. L. et al. EFEITO DO FRIO EM TRIGO. Embrapa, Comunicado Técnico, n. 57, 2000. Disponível em: < http://www.cnpt.embrapa.br/biblio/p_co57.htm >, acesso em: 04/05/2026.

SILVA, E. P. et al. FATORES ABIÓTICOS ENVOLVIDOS NA TOLERÂNCIA DE TRIGO À GEADA. Pesq. agropec. Bras., 2008. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/824305/1/43n10a02.pdf >, acesso em: 04/05/2026.

Foto de capa: Aldemir Pasinato.

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Sustentabilidade

Brasil deve colher 3,86 milhões de toneladas de algodão na safra 2025/26, projeta StoneX – MAIS SOJA

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A StoneX, empresa global de serviços financeiros, revisou para cima sua estimativa para a safra brasileira de algodão 2025/26, elevando a produção total para 3,86 milhões de toneladas. O ajuste é sustentado pelo bom desempenho climático nas principais regiões produtoras, especialmente Bahia e Mato Grosso.

Na Bahia, os elevados volumes de chuva impulsionaram novas revisões positivas de produtividade. Mesmo com redução de área plantada, o estado caminha para registrar a segunda maior safra de sua história. Já no Mato Grosso, as condições climáticas também favoreceram o desenvolvimento das lavouras, levando a uma produtividade estimada em 1,88 tonelada por hectare e uma produção de 2,7 milhões de toneladas de pluma.

“As condições climáticas têm sido determinantes para o desempenho da safra até aqui, com destaque para Bahia e Mato Grosso, onde observamos ganhos relevantes de produtividade”, realça o analista de Inteligência de Mercado, Raphael Bulascoschi. Ainda assim, completa, o resultado final dependerá da manutenção de um clima favorável nas próximas semanas, sobretudo em regiões do sul e oeste mato-grossense.

Apesar do avanço na produção, o balanço de oferta e demanda permanece inalterado. A StoneX manteve suas projeções de consumo e exportação, com embarques estimados em 3,1 milhões de toneladas, número considerado confortável para a temporada, embora ainda haja incertezas, especialmente no segundo semestre.

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“O volume de exportações projetado segue robusto, mas o mercado ainda deve acompanhar com cautela o comportamento da demanda ao longo do ano, principalmente na segunda metade da safra”, conclui Bulascoschi.

Sobre a StoneX

A StoneX é uma empresa global e centenária de serviços financeiros customizados, com presença em mais de 80 escritórios pelo mundo, conectando mais de 480 mil clientes em 180 países. No Brasil, atua em estratégias de gestão de riscos, banco de câmbio, inteligência de mercado, corretagem, mercado de capitais de dívida, fusões e aquisições, investimentos, trading e consultoria de soluções sustentáveis.

Mais informações clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa StoneX


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Sustentabilidade

Condições climáticas favorecem desenvolvimento da soja na maior parte do país – MAIS SOJA

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O monitoramento agrícola dos cultivos de verão aponta condições favoráveis para o desenvolvimento da soja na maior parte das regiões produtoras do país. Os dados estão reunidos no último Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na sexta-feira (24). O documento avalia as condições meteorológicas e o índice de vegetação (IV) das principais lavouras brasileiras no período entre 01 e 21 de abril.

Segundo o Boletim, os maiores volumes de chuva da temporada foram registrados na região Norte e na faixa norte da região Nordeste, incluindo também o leste do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Com a elevação da umidade do solo nessas áreas, o desenvolvimento das lavouras de grãos foi favorecido.

No Norte, os maiores acumulados foram verificados no Pará, no leste do Amazonas e no Amapá. Se por um lado o regime hídrico atrasou a colheita da soja no Pará e do arroz no Tocantins, por outro, a segunda safra de milho foi beneficiada. Já no interior do Nordeste, a redução das chuvas, típica do período, interferiu no desenvolvimento de alguns cultivos na Bahia, no Piauí e no Sertão de Pernambuco. Apesar do déficit hídrico localizado, as condições gerais da região foram favoráveis.

A umidade do solo também se manteve suficiente no Centro-Oeste e no Sudeste, embora tenha sido observada redução no armazenamento hídrico no final do período analisado. Na maior região produtora de grãos no país, os índices pluviométricos mais elevados foram verificados em Mato Grosso, contribuindo para o milho segunda safra. Entretanto, o documento aponta diminuição na reserva hídrica do solo em áreas de Mato Grosso do Sul e Goiás, também constatada na região Sudeste, nos estados de Minas Gerais e de São Paulo, o que pode afetar o desenvolvimento do cereal.

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No Sul, com a irregularidade na distribuição das chuvas, o alerta foi para o Paraná, que teve restrição hídrica especialmente na porção norte. O período curto de chuvas intensas ainda impactou a colheita da soja e do arroz no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Apesar da dinâmica, no estado gaúcho o IV da safra atual foi superior ao das anteriores.

O panorama da evolução do IV aponta, de forma geral, um bom desenvolvimento das lavouras, com valores próximos aos das safras antecedentes de soja e milho. Além desses cultivos, o Boletim também apresenta o progresso dos plantios de algodão e arroz nos principais estados produtores.

BMA – Produzido em parceria entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), o Boletim tem como objetivo divulgar informações sobre as condições agrometeorológicas e sobre o monitoramento  das lavouras, avaliado por meio de imagens de satélite e dados de campo. As informações são disponibilizadas periodicamente, considerando ainda a diversidade de cultivos e de manejo em diferentes regiões do território nacional.

As informações completas sobre regime de chuvas e índice de vegetação das safras de verão estão disponíveis na edição de abril do Boletim de Monitoramento Agrícola.

Fonte: Conab

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FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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