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20 de setembro de 2026

Sustentabilidade

RS: Chuvas abaixo da média previstas para os próximos três meses, aponta Copaaergs – MAIS SOJA

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As projeções do Centro de Previsão Climática da NOAA (NOAA/CPC), nos Estados Unidos, indicam probabilidade acima dos 60% para ocorrência de La Niña até janeiro de 2026. É o que informa o Boletim Trimestral do Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs), coordenado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). As previsões apresentadas pelo boletim são baseadas no modelo estatístico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O prognóstico indica chuvas variando de normal a abaixo da média na maioria das regiões em dezembro de 2025 e janeiro e fevereiro de 2026. Maiores desvios negativos de precipitação pluvial devem ocorrer na metade sul e oeste do Estado, especialmente entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Nos meses janeiro e fevereiro, as precipitações pluviais ainda podem ficar ligeiramente abaixo da média, com maior irregularidade espacial.

Há tendência de precipitação acima da média no nordeste do Estado em janeiro, retornando as condições de valores ligeiramente inferiores no nordeste e norte em fevereiro.

As temperaturas do ar sobem gradativamente ao longo do trimestre, devendo ter anomalias mais positivas em relação aos meses anteriores, com possíveis ondas de calor. Com o aquecimento, eventos de granizo e tempestades típicas de verão, com rajadas de vento, podem ocorrer.

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O boletim do Copaaergs é elaborado a cada três meses por especialistas em Agrometeorologia de 13 entidades estaduais e federais ligadas à agricultura ou ao clima. O documento também lista uma série de orientações técnicas para as culturas do período.

ARROZ

  • Apesar dos reservatórios estarem com suas capacidades máximas, os produtores devem manter a atenção no armazenamento e uso de água durante a safra, dado o prognóstico de chuvas abaixo da média (especialmente dezembro) e da alta demanda evaporativa do período;
  • Racionalizar o uso da água disponível através de técnicas de manejo adequadas, tais como movimentação mínima da água nos quadros e manutenção de baixas lâminas de água.

CULTURAS DE VERÃO PRODUTORAS DE GRÃOS

  • Na semeadura de soja (restantes 40% da área prevista), atentar para disponibilidade de umidade do solo que permita a germinação adequada, respeitando o Zoneamento de Risco Climático;
  • Fazer adubação em cobertura preferencialmente antes da ocorrência de chuvas ou quando o solo apresentar disponibilidade de água adequada;
  • Considerando o prognóstico de chuvas abaixo da média, especialmente em dezembro, dar atenção ao manejo de irrigação das culturas, priorizando os períodos críticos de florescimento/inicio de formação dos grãos, principalmente na cultura do milho;
  • No momento de realizar a contratação de seguro agrícola, considerar a maior probabilidade de ocorrência de granizo.

HORTALIÇAS

  • O prognóstico de precipitação abaixo da média requer atenção quanto à necessidade de irrigação, que deve, preferencialmente, ser realizada via sistema de gotejamento, que apresenta melhor eficiência de uso da água;
  • Dar especial atenção à irrigação de espécies com maior necessidade/exigência de água (ex. brássicas), pois mesmo genótipos de verão podem ser negativamente impactados pela redução da disponibilidade hídrica;
  • Mediante o prognóstico de temperaturas do ar próximas ou ligeiramente acima do padrão climatológico recomenda-se proceder ao manejo de abertura de laterais em ambientes protegidos (túneis e estufas), o mais cedo possível, evitando aumento excessivo da temperatura do ar no período diurno no ambiente interno dos abrigos;
  • Se possível, usar telas sombreadoras ou refletoras sobre o dossel de plantas para reduzir a incidência de radiação solar e, consequentemente, a temperatura do ar próxima ao dossel.

FRUTICULTURA

  • Preservar a cobertura verde nos pomares, seja por meio de espécies cultivadas ou espontâneas, para proteção do solo, favorecendo a infiltração e armazenamento de água;
  • Apesar do prognóstico de chuvas abaixo da média no trimestre, podem ocorrer chuvas de maior intensidade (tempestades), reforçando a importância do uso da cobertura verde para minimizar a erosão e perdas de solo e nutrientes;
  • Priorizar e agilizar a implantação de sistemas de proteção antigranizo, como telas antigranizo e/ou seguro agrícola;
  • Em caso de ocorrência de danos por granizo, adotar o manejo usual do dossel vegetativo em relação a podas e aplicações de defensivos químicos, a fim de assegurar a produção da safra seguinte;
  • Em função dos prognósticos de chuva abaixo da média, dar atenção à incidência de doenças (oídio) e pragas. Atentar para o monitoramento e controle de ácaros, evitando inseticidas pouco seletivos que afetam os inimigos naturais destes insetos; e de moscas-das-frutas, adotando o uso de iscas tóxicas.

SILVICULTURA

  • Adequar o manejo florestal, considerando a possibilidade de precipitação pluvial abaixo da média climatológica;
  • Em povoamentos florestais, deve ser evitada a adubação, principalmente se não houver a incorporação imediata dos fertilizantes;
  • Atentar para a possibilidade de maior ocorrência de pragas, principalmente formigas em plantios recentes;
  • Em viveiros, manejar as casas de sombra e áreas de rustificação com ciclos de irrigação adequados às condições de maior evapotranspiração. Avaliar a necessidade de alteração da lâmina de irrigação em função da previsão de menor umidade relativa do ar e temperatura mais elevada, a curto prazo.

PASTAGENS

  • Considerando o prognóstico de precipitação abaixo da média climatológica, no trimestre (dezembro de 2025/janeiro e fevereiro de 2026) recomenda-se manter a cobertura do solo e assegurar adequada disponibilidade de forragem. O ajuste da lotação animal deve ser realizado de forma a manter oferta de forragem adequada, conforme o ritmo de crescimento das pastagens, otimizando o uso dos recursos forrageiros ao longo do período mais seco;
  • Nas áreas onde havia azevém, o ciclo da forrageira já se encerrou neste período. A massa remanescente pode ser utilizada como cobertura do solo ou incorporada ao sistema para favorecer a conservação da umidade e a proteção do solo durante o verão;
  • Para pastagens de verão, recomenda-se escalonar os períodos de plantio e semeadura, utilizando mudas ou sementes de alto vigor, o que favorece um estabelecimento mais uniforme e reduz os riscos associados à irregularidade das chuvas;
  • A utilização de silagem ou feno produzidos a partir de cultivos e pastagens de inverno é fortemente recomendada, assegurando reserva de alimento para categorias de maior exigência nutricional durante o verão, quando o déficit hídrico pode comprometer o crescimento e desenvolvimento das pastagens;
  • A adoção do diferimento de áreas contribui para aumentar a quantidade e a qualidade da forragem em períodos de estiagem, além de favorecer o aprofundamento do sistema radicular, ampliando a tolerância das plantas ao déficit hídrico;
  • Quando houver disponibilidade de infraestrutura, a irrigação de pastagens cultivadas nos períodos de menor precipitação pluvial pode ser empregada, como estratégia de mitigação, reduzindo os impactos da irregularidade das chuvas sobre a produção de forragem;
  • As temperaturas elevadas previstas para o trimestre podem intensificar o estresse térmico nos animais, especialmente em vacas leiteiras de alta produção. Recomenda-se adotar estratégias de manejo que atenuem os efeitos do calor, como sombreamento, oferta abundante de água fresca, redução da exposição direta ao sol e ajustes no fornecimento de alimento, a fim de preservar o desempenho e evitar perdas econômicas.

Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação



 

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Sustentabilidade

Aprosoja-GO e Faeg possibilitam antecipação do plantio de soja em Goiás

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Foto: Pedro Silvestre

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO) e A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) conseguiram a antecipação do calendário de semeadura da soja em Goiás para a safra 2026/2027. O pedido foi encaminhado à Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), que autorizou, em caráter excepcional, o início da presença de plântulas de soja no campo a partir de 20 de setembro.

A autorização foi oficializada nesta quarta-feira (16), com a publicação da Instrução Normativa nº 5/2026, da Agrodefesa. Até então, o calendário estabelecia 25 de setembro como data inicial para a semeadura. A data limite permanece em 2 de janeiro de 2027.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Segundo a Faeg, a solicitação levou em consideração avaliações técnicas e as condições climáticas previstas para o período. A análise identificou a possibilidade de ocorrência de janelas pontuais de umidade do solo em diferentes regiões produtoras do Estado.

“Na prática, uma janela de umidade é um período curto em que o solo apresenta condições adequadas de umidade, geralmente após chuvas, que podem favorecer o início da semeadura. Essas condições não ocorrem necessariamente ao mesmo tempo em todo o Estado e podem durar poucos dias. Por isso, a antecipação permite que o produtor aproveite uma oportunidade de plantio quando houver chuva e umidade suficientes em sua região, sem precisar esperar até 25 de setembro”, explica Edson Novaes, gerente de Estudos Técnicos da Faeg.

Outro aspecto considerado pelas entidades foi a diferença entre os calendários de Goiás e de estados vizinhos, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde o período de vazio sanitário da soja termina antes. A antecipação pode aproximar os períodos de plantio entre as principais regiões produtoras do Centro-Oeste.

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A medida é excepcional e temporária e vale para a safra 2026/2027. Isso significa que não altera de forma permanente o calendário estabelecido pela Instrução Normativa Agrodefesa nº 6/2024.

Os produtores que realizarem a semeadura entre 20 e 24 de setembro deverão cumprir as obrigações fitossanitárias já estabelecidas, como o registro e a comunicação das áreas cultivadas e o monitoramento das lavouras.

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Sustentabilidade

Cuidados essenciais para o estabelecimento da lavoura de soja – MAIS SOJA

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O estabelecimento da lavoura de soja constitui uma das etapas mais decisivas para a obtenção de elevadas produtividades. Embora a premissa de que “uma boa lavoura começa com uma boa semente” seja amplamente reconhecida, o potencial das sementes depende também de condições adequadas para a germinação e a emergência das plântulas. Dessa forma, além da qualidade fisiológica das sementes, fatores relacionados à semeadura e às condições do ambiente são fundamentais para a formação de uma lavoura uniforme e com bom potencial produtivo.

Durante a instalação da lavoura, é definido um dos principais componentes do rendimento da soja: o número de plantas por unidade de área. Apesar da conhecida capacidade de plasticidade da cultura, que permite certo grau de compensação diante de falhas no estande, essa capacidade é limitada. Assim, falhas, plantas duplas ou distribuição inadequada podem comprometer a uniformidade da lavoura e, consequentemente, refletir negativamente sobre a produtividade.

Figura 1. Esquerda: resultado de semeadura de soja bem feita, com sementes de alta qualidade e vigor: plântulas com emergência uniforme, bem espaçadas e sem falhas; Direita: resultado de semeadura mal feita, resultando em falhas e aglomerados de plântulas.
Fonte: França-Neto et al. (2016).

Logo, além da utilização de sementes de alta qualidade, cuidados relacionados à semeadura, à plantabilidade e às exigências fisiológicas das sementes devem ser considerados para a formação de um estande adequado e uniforme. Da mesma forma, o planejamento da implantação da lavoura exerce importante influência sobre o potencial produtivo da soja, especialmente quanto à definição da época e da densidade de semeadura.

A época de semeadura da soja deve ser definida com base nas recomendações técnicas estabelecidas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que considera as características de solo e as condições ambientais de cada região de cultivo, buscando minimizar os riscos associados às adversidades climáticas. Além disso, é fundamental respeitar os períodos de vazio sanitário e os calendários de semeadura estabelecidos para as diferentes regiões produtoras do país.

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Tabela 1. Períodos de vazio sanitário e de calendário de semeadura para a cultura da soja na safra 2026/2027.
Fonte: MAPA (2026)

Já com relação a densidade de semeadura, além das recomendações técnicas para a cultivar, é preciso compreender que quando a lavoura é instalada com densidade de plantas acima da indicada para a cultivar, a região e a época de semeadura, há alta competição entre plantas. Nessa situação, a redução de produção de grãos por planta pode ser mais expressiva do que o aumento da quantidade de plantas por área, reduzindo a produtividade de grãos por hectare (Balbinot Junior et al.,2020). Logo, é fundamental trabalhar com densidades de semeadura dentro do estabelecido para a cultivar e região de cultivo.

Tabela 2. Densidade de plantas por hectare, de acordo com o espaçamento entre as fileiras e o número de plantas por metro linear.
Fonte: Balbinot Junior et al. (2020)

Após a definição da época e da densidade de semeadura, é fundamental atentar para as condições ambientais no momento da implantação da lavoura, de modo a garantir que as exigências fisiológicas das sementes sejam atendidas durante a germinação. Para que esse processo ocorra adequadamente, a semente de soja necessita de três fatores fundamentais: água, oxigênio e temperatura adequada. A semente precisa absorver, no mínimo, 50% do seu peso em água para assegurar uma boa germinação  (Farias; Neumaier; Nepomuceno, 2009).

Quando a quantidade de água absorvida é insuficiente, a semente pode até iniciar o processo germinativo, mas dificilmente consegue completar adequadamente suas três fases: absorção de água, ativação metabólica e crescimento. Além da disponibilidade hídrica, a temperatura exerce papel fundamental nesse processo. Para a soja, a faixa de temperatura do solo considerada adequada para a germinação situa-se entre 20 °C e 30 °C, enquanto temperaturas inferiores a 20 °C podem prejudicar a germinação e a emergência das plântulas (Neumaier et al., 2020).

Outro aspecto fundamental para o estabelecimento da lavoura é a regulagem da semeadora. O correto ajuste do equipamento, visando reduzir a ocorrência de falhas e plantas duplas, contribui para a formação de um estande adequado e uniforme. Da mesma forma, a regulagem da profundidade de deposição das sementes é essencial para favorecer a emergência das plântulas. Para a soja, recomenda-se posicionar as sementes, em condições adequadas, entre 3 e 5 cm de profundidade (Balbinot Junior et al., 2020).


Veja mais: Plantabilidade – Atenção com falhas e duplas


Referências:

BALBINOT JUNIOR, A. A. et al. INSTALAÇÃO DA LAVOURA. Embrapa Soja, Tecnologias de Produção de Soja, Sistemas de Produção, n. 17, cap. 4, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1123928/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 18/09/2026.

FARIAS, J. R. B.; NEUMAIER, N.; NEPOMUCENO, A. L. Agrometeorologia dos Cultivos: O fator meteorológico na produção agrícola: Soja. INMET, 2009. Disponível em: < https://www.embrapa.br/documents/1355291/37056285/Bases+climatol%C3%B3gicas_G.R.CUNHA_Livro_Agrometeorologia+dos+cultivos.pdf/13d616f5-cbd1-7261-b157-351eaa31188d?version=1.0 >, acesso em: 18/09/2026.

FRANÇA-NETO, J. B.; et al. TECNOLOGIAS DA PRODUÇÃO DE SEMENTES DE SOJA DE ALTA QUALIDADE. Embrapa Soja, Documentos, n. 380, 2016. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1057882/1/Documentos380OL1.pdf >, acesso em: 18/09/2026.

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MAPA. PORTARIA SDA/MAPA Nº 1.579, DE 9 DE ABRIL DE 2026. Diário Oficial da União, 2026. Disponível em: < https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-sda/mapa-n-1.579-de-9-de-abril-de-2026-698696654 >, acesso em: 18/09/2026.

NEUMAIER, N. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA. Tecnologias de Produção de Soja, cap. 2, Embrapa, Soja, Sistemas de Produção, n. 17, 2020. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/223209/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 18/09/2026.

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Sustentabilidade

Com 88% da área em floração e enchimento de grãos, cultura de canola avança no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

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A cultura de canola avança para as fases finais do ciclo. Predominam lavouras em floração e enchimento de grãos (88%), e aumentam as áreas em maturação (9%). A colheita ainda se limita a pequenas extensões de implantação precoce (1%).

As condições de maior luminosidade, de temperaturas favoráveis e de menor umidade relativa do ar, observadas em parte do período, contribuíram para o avanço fenológico, para o desempenho das plantas e, nas áreas em floração, para maior atividade de polinizadores.

Eventos de geada atingiram as lavouras em diferentes estádios, provocando efeitos variáveis conforme o relevo e o desenvolvimento das plantas. Em lavouras que estavam em formação e enchimento de grãos, há possibilidade de comprometimento parcial do enchimento das síliquas e redução do peso de mil grãos, mas ainda sem quantificação definitiva das perdas.

O estado fitossanitário está, em geral, satisfatório, mas continua o monitoramento de pragas e doenças, sendo observada incidência de traça-das-crucíferas e de mofo-branco. A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as primeiras lavoura simplantadas em abril alcançam a maturação: em São Borja (10% de 13.500 ha), em Maçambará (5% de 13.868 ha) e em Santa Margarida do Sul (10% de 600 ha). As condições ambientais favoreceram as áreas em floração devido à maior atividade de polinizadores e as lavouras em enchimento de grãos. Contudo, em Manoel Viana, a redução da umidade do solo em áreas de textura predominantemente arenosa aumentou a necessidade de reposição hídrica via precipitações.

Na de Frederico Westphalen, as lavouras apresentam desenvolvimento satisfatório. Estão 2% em florescimento, 65% em enchimento de grãos, 25% em maturação e 8% colhidos. A produtividade atual está estimada em cerca de 2.000 kg/ha. Na de Ijuí, 80% dos cultivos estão em fase final de enchimento de grãos, e 10% em maturação. No Alto Jacuí, em Ibirubá, as primeiras lavouras colhidas apresentaram rendimentos entre 1.500 e 1.800 kg/ha. Nas áreas atingidas por geada, não foram observados sintomas externos de queimadura das síliquas, mas houve interrupção do desenvolvimento dos grãos na porção terminal.

Na de Passo Fundo, as lavouras estão nos estágios de formação de vagens e de enchimento de grãos, com boa condição sanitária. Os impactos causados pelos episódios de granizo em alguns municípios ainda dependem de avaliação nas áreas atingidas.

Na de Pelotas, as lavouras apresentam estande adequado. Estão 74% da área em florescimento e 26% em enchimento de grãos. Na de Santa Maria, em Tupanciretã, município com a maior área de canola no Estado, estimada em 29 mil hectares, 75% das lavouras estão em formação e enchimento de grãos e 25% em maturação. As geadas ocorridas não provocaram prejuízos significativos.

Na de Santa Rosa, a distribuição fenológica aponta 6% das lavouras em floração, 74% em enchimento de grãos, 19% em maturação e 1% colhido. As geadas, registradas no início do período, podem ter afetado o potencial produtivo, sobretudo em baixadas e áreas sujeitas ao acúmulo de ar frio. As lavouras apresentam bom desenvolvimento vegetativo e potencial
produtivo, mas há incidência de traça-das-crucíferas em diferentes áreas.

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Na de Soledade, as temperaturas e a radiação solar foram elevadas para a época, favorecendo a evolução do ciclo. Estão 2% da área em florescimento e formação de síliquas, e 98% em enchimento de grãos. As lavouras apresentam plantas vigorosas, bem ramificadas e com elevada densidade de síliquas. O monitoramento concentra-se em doenças e pragas, especialmente mofo-branco e traça-das-crucíferas.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Ijuí é de R$ 134,00; na de Santa Maria, R$ 139,00; na de Santa Rosa, R$ 136,35; em Santana do Livramento, R$ 135,00.

Fonte: Emater/RS



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