Connect with us
3 de agosto de 2026

Business

Queda de 71% nas queimadas em MT reforça tese de que fogo planejado salva florestas

Published

on

Mato Grosso registrou uma queda expressiva de 71% na área queimada até agosto de 2025, mas pesquisadores e organizações que atuam na gestão territorial alertam: o sucesso em conter grandes incêndios no próximo ciclo climático dependerá do planejamento e das ações de prevenção estabelecidas agora, durante o período chuvoso. A redução demonstra a eficácia de ações coordenadas, aliando fiscalização, combate ao desmatamento e a diminuição da ação humana como agente iniciador, mas o desafio persiste, exigindo o fortalecimento de práticas como o Manejo Integrado do Fogo (MIF).

Segundo análise do Instituto Centro de Vida (ICV), o estado acumulou 859,5 mil hectares queimados até 31 de agosto de 2025. O número representa um contraste acentuado com 2024, quando mais de 3 milhões de hectares haviam sido atingidos no mesmo período. O resultado está associado a fatores combinados, como condições climáticas mais favoráveis, reforço da fiscalização ambiental e enfrentamento do desmatamento ilegal, prática geralmente seguida por queimadas.

Apesar do balanço positivo, a distribuição e a temporalidade do fogo revelam novos desafios para a gestão em Mato Grosso: a Amazônia (457,2 mil hectares) e o Cerrado (396,4 mil hectares) foram os biomas mais afetados. Além disso, 59% das ocorrências foram registradas durante o período proibitivo, sinalizando a necessidade contínua de fortalecer ações de prevenção, monitoramento e orientação sobre o uso do fogo. É neste cenário que o Manejo Integrado do Fogo (MIF) ganha urgência, segundo a The Nature Conservancy (TNC).

Prevenção começa na estação úmida

O MIF, explica a TNC, propõe uma mudança de paradigma, integrando ciência, conhecimentos tradicionais, planejamento territorial e ações preventivas. O objetivo da abordagem é tornar as paisagens mais resilientes, tratando o fogo não apenas como ameaça, mas como uma ferramenta de manejo ambiental e cultural.

Entre as técnicas utilizadas estão queimas prescritas e preventivas, monitoramento de combustível vegetal, fortalecimento de brigadas e envolvimento comunitário. A lógica é clara: o uso planejado do fogo, em condições adequadas, diminui o material inflamável disponível e reduz significativamente a probabilidade de incêndios de grandes proporções. Esta estratégia já é aplicada com sucesso em contextos como o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães e em outros territórios que incorporam o uso ecológico do fogo em suas práticas.

O período úmido que se inicia agora é, portanto, decisivo. É neste intervalo de menor risco de propagação que se realizam atividades cruciais para a prevenção de 2026: avaliação do acúmulo de biomassa, reestruturação de brigadas, definição de áreas prioritárias e construção de acordos sobre o uso do fogo. “Em outras palavras, a prevenção dos incêndios de 2026 começa agora, no início da estação chuvosa”, diz a TNC.

Depois de registrar uma queda expressiva na área queimada, o momento é de consolidação das práticas de prevenção. A oportunidade de manter os bons resultados é grande, especialmente porque o estado possui um Comitê Estadual de Gestão do Fogo, com ações e recursos dedicados à agenda.

A análise da The Nature Conservancy (TNC), organização que atua na gestão territorial, aponta um caminho: “Mato Grosso têm a oportunidade de consolidar práticas de prevenção baseadas em ciência, integração territorial e valorização de técnicas já utilizadas com sucesso no país”.


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

Continue Reading

Business

Colheita de café no Cerrado Mineiro chega a 66%, mas chuva atrasa ritmo

Published

on


Foto: Cléverso Beje/Faep

A colheita de café arábica na área de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro, chegou a 66% até 31 de julho. O índice representa um leve atraso em relação ao mesmo período do ano passado, quando os trabalhos já alcançavam 70%.

Segundo boletim da cooperativa, 46% do volume colhido já passou pelo beneficiamento, com rendimento médio de 500 litros por saca beneficiada de 60 quilos.

O avanço da colheita perdeu força na última semana por causa das chuvas registradas entre os dias 24 e 25 de julho. Em algumas áreas, os volumes ficaram acima do previsto e interromperam temporariamente parte das operações no campo.

De acordo com os técnicos da Expocacer, a umidade do solo dificultou principalmente a colheita mecanizada, o recolhimento do café de chão e o transporte da produção. Em diversas propriedades, foi necessário suspender o uso de máquinas até que as condições voltassem a ser favoráveis.

Além disso, as rajadas de vento durante as chuvas aumentaram a queda de frutos secos que ainda estavam nas plantas, elevando o volume de café depositado no solo.

Qualidade exige atenção

A cooperativa também aponta aumento no percentual de catação, que segue acima de 15% de forma geral. As cargas continuam apresentando maior presença de grãos verdes e de café de chão, fatores que podem comprometer a qualidade física dos lotes e da bebida.

Por isso, a recomendação é redobrar os cuidados nas etapas de beneficiamento e classificação do café.

Clima deve favorecer retomada

Após a passagem da instabilidade, o tempo voltou a ficar firme no Cerrado Mineiro. As temperaturas mais elevadas ajudaram na secagem dos frutos e na recuperação das condições de tráfego nas lavouras, permitindo a retomada gradual da colheita.

Para os próximos dias, a previsão é de continuidade do tempo seco, sem chuvas significativas até 5 de agosto. Esse cenário deve favorecer o avanço dos trabalhos em toda a região.

Os modelos meteorológicos, no entanto, indicam queda gradual das temperaturas ao longo da semana, com mínimas próximas de 8°C. A orientação da Expocacer é que os produtores acompanhem as atualizações da previsão do tempo para planejar as atividades no campo.

A cooperativa reúne mais de 800 cafeicultores e projeta uma produção de 2,8 milhões de sacas de café arábica em sua área de atuação em 2026.

O post Colheita de café no Cerrado Mineiro chega a 66%, mas chuva atrasa ritmo apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Colheita do algodão segue atrasada ante a média dos últimos cinco anos em Mato Grosso

Published

on


Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A colheita do algodão em Mato Grosso alcançou 28,67% da área cultivada na temporada 2025/26, um progresso de 15,56 pontos percentuais na variação semanal. Apesar do registro, ao se comparar com a média de 31,18% das últimas cinco temporadas os trabalhos apresentam atraso.

O levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) sobre os trabalhos nas lavouras de algodão revela ainda que em relação ao ciclo 2024/25 a colheita está 10,40 pontos percentuais à frente.

Entre as regiões produtoras, o Nordeste mato-grossense já colheu 66,66% da área destinada para a fibra, enquanto o Médio-Norte 32,64% e o Sudeste 31,26%;

Já na região Oeste as máquinas passaram por 23,70% da área semeada e na Noroeste em 23,10%. No Centro-Sul do estado 18,79% do algodão foi colhido.

Até junho Mato Grosso, segundo o Instituto, contava com 73,01% da produção de pluma prevista negociada e 38,01% do caroço de algodão.


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Colheita do algodão segue atrasada ante a média dos últimos cinco anos em Mato Grosso apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Continue Reading

Business

Plantio de trigo no RS avança pouco com solo úmido após chuvas

Published

on


O plantio de trigo no Rio Grande do Sul avançou pouco na semana passada por causa da umidade elevada do solo após as chuvas recentes. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater), 97% da área estimada já foi semeada. A projeção para a safra no Estado está mantida em 814.220 hectares.

A Emater informou que 98% das lavouras de trigo no Estado estão em desenvolvimento vegetativo, enquanto 2% já entraram em floração. O quadro mostra uma safra ainda concentrada nas fases iniciais de desenvolvimento, com parte menor das áreas em estágio mais avançado.

Na primeira metade da semana, as condições meteorológicas foram marcadas por alta umidade, baixa luminosidade, nebulosidade persistente e temperaturas elevadas, em padrão associado ao fenômeno El Niño, conforme a entidade. Esse cenário contribuiu para manter o solo úmido e restringir o avanço das operações de semeadura.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Na segunda metade do período, as chuvas cessaram, mas o céu permaneceu encoberto, com ocorrência de neblina e manutenção da umidade elevada no solo, principalmente no noroeste gaúcho. Nesse contexto, o ritmo do plantio seguiu lento.

No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos do trigo no Rio Grande do Sul subiu 0,52% na semana, para R$ 69,80, considerando produto com pH padrão 78, segundo a Emater. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, o valor do produto disponível ficou em R$ 78,00 por saca.

Com 97% da área semeada e a projeção mantida em 814.220 hectares, a safra de trigo no Rio Grande do Sul segue com predomínio de lavouras em desenvolvimento vegetativo, enquanto o excesso de umidade ainda reduz o avanço do plantio em parte do Estado.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Plantio de trigo no RS avança pouco com solo úmido após chuvas apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT