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7 de novembro de 2026

Sustentabilidade

O que esperar da temporada de resultados do 3T25 para ações de Alimentos & Bebidas e Commodities? – MAIS SOJA

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A temporada de balanços do terceiro trimestre de 2025 (3T25) deve mostrar resiliência no agro e pressão moderada em commodities, na avaliação de Carlos Braga Monteiro, CEO do Grupo Studio. “A valorização do dólar e a queda de custos logísticos ajudam exportadoras do setor agrícola, mas margens podem seguir apertadas em empresas com forte dependência de insumos importados. Em commodities metálicas e energéticas, a desaceleração global tende a reduzir volumes, mas os preços internacionais ainda garantem rentabilidade razoável. O mercado deve premiar companhias com gestão eficiente, controle de custos e foco em produtividade, fatores que se tornam decisivos num cenário de câmbio volátil e demanda global mais seletiva.”

Para Pedro Da Matta, CEO da Audax Capital, a temporada de balanços do terceiro trimestre deve confirmar a força do agro e das commodities, mas também acende um sinal de atenção. “Os resultados devem vir positivos, porém já revelam um cenário menos confortável. O câmbio ajudou no curto prazo, mas a combinação de custos mais altos, pressão sobre margens e volatilidade internacional começa a testar a eficiência das companhias. O principal ponto de alerta é a sensibilidade do setor a fatores externos. As tensões entre Estados Unidos e China, as oscilações no preço do petróleo e as mudanças climáticas estão criando um ambiente de maior imprevisibilidade. Empresas com alta dependência de exportações ou baixa diversificação de receita tendem a sentir mais. Outro aspecto é o custo do dinheiro. A taxa de juros elevada ainda restringe o crédito e afeta a capacidade de financiamento de médio prazo, o que exige disciplina financeira e gestão técnica. Essa é uma temporada que deve separar as companhias com estrutura sólida das que ainda dependem do vento favorável do mercado. Apesar disso, o agro e as commodities continuam sendo setores estratégicos, com capacidade de adaptação e geração de caixa. O foco agora deve ser eficiência, liquidez e governança, porque os próximos trimestres vão exigir mais gestão do que sorte”, comenta.

Petrobras será o destaque entre petrolíferas, diz Itaú BBA

O Itaú BBA avalia que a Petrobras será o destaque desta temporada de resultados, após a divulgação do relatório operacional na sexta (24/10). Na avaliação do banco, a Petrobras reportou um desempenho operacional excepcional, o que, combinado com preços do petróleo ligeiramente mais altos no trimestre (2% acima do 2T25), sustenta sua estimativa de ebitda de US$ 11,6 bilhões, 13% acima do 2T25, e um dividend yield de 3,1%.

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Operacionalmente, a Brava destacou-se novamente entre as produtoras independentes de petróleo, enquanto a Prio e a PetroReconcavo enfrentaram restrições operacionais, tanto programadas quanto não programadas, segundo a análise do Itaú BBA.

No segmento de distribuição de combustíveis, o Itaú BBA espera uma melhora gradual nos resultados do 3T25, após um segundo trimestre impactado por perdas significativas de estoque. No geral, o Itaú BBA acredita que o sentimento dos investidores nesta temporada de resultados para as distribuidoras de combustíveis dependerá das expectativas para os volumes e margens do 4T25, particularmente em relação a como a fiscalização mais rigorosa contra práticas informais poderá permitir que as três maiores distribuidoras de combustíveis capturem participação de mercado e expandam suas margens. O Itaú BBA estima margens ebitda de R$ 150 por m3 para a Ipiranga e R$ 160 por m3 para a Vibra no 3T25, mantendo o spread típico historicamente observado entre as duas.

O que esperar na semana de 27 de outubro?

O Itaú BBA também apresentou suas projeções para os balanços da Ambev (30 de outubro, antes da abertura), Gerdau (GGBR4) e Vale (VALE3) – as duas últimas divulgam seus números do terceiro trimestre na próxima quinta-feira (30), após pregão.

Para Ambev (ABEV3), a corretora tem expectativa negativa para os resultados do 3T25 da fabricante de bebidas, com estimativas de receita líquida de R$ 21,49 bilhões, ebitda ajustado de R$ 6,617 bilhões e R$ lucro líquido ajustado de R$ 3,117 bilhões. A prévia do Itaú BBA para Ambev traz estimativas pressionadas, com redução esperada de 6% para o Ebitda consolidado e perda de 1,2 pp na margem ajustada, ficando em 30,8%. O volume de vendas no Brasil deve recuar 7%, impactado por ambiente macroeconômico desfavorável, clima adverso e competição, refletindo sensível elasticidade-preço. No internacional, a volatilidade cambial e consumo fraco devem limitar os ganhos, enquanto a ação negocia com múltiplo preço em relação ao lucro (P/L) de aproximadamente 14 vezes, patamar que pode limitar o ímpeto para novos compradores. O Itaú BBA tem recomendação neutra para ABEV3, com preço-alvo de R$ 14,00.

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Para Gerdau (GGBR4), a expectativa do Itaú BBA é neutra, com projeções de receita líquida de R$ 17,967 bilhões, ebitda ajustado de R$ 2,7 bilhões e R$ lucro líquido de R$ 999 milhões. “A nossa expectativa é que Gerdau divulgue resultados equilibrados entre regiões, com melhora nos EUA compensando a operação mais fraca no Brasil. O Ebitda ajustado deverá crescer 5,4% no trimestre, com margem nos EUA subindo para 19,5%, ganho de 1,6 p.p, enquanto no Brasil reduz 2 p.p. Projetamos avanço de 2,5% na receita líquida, com os volumes de venda de aço crescendo 7,4%. A estratégia internacional e o controle de custos devem sustentar a performance, mesmo diante de desafios locais”, comentam os analistas.

Já a expectativa para a Vale (VALE3) é positiva. O Itaú BBA estima receita líquida de US$ 10,270 bilhões, ebitda ajustado de US$ 4,25 bilhões e R$ lucro líquido de US$ 1,991 bilhão. Os analistas esperam que a mineradora entregue resultados robustos no terceiro trimestre, com projeção de alta de 24% no Ebitda e margem ajustada em 41,4%, avanço de 2,5 pp. O desempenho será puxado por volumes maiores e preços realizados de minério de ferro em alta avanço de aproximadamente US$ 9 por tonelada em relação ao segundo trimestre. A receita deverá crescer 16,7% no período, enquanto os custos C1 recuarão para US$ 24,8 por tonelada, reforçando a eficiência operacional. Mesmo com leve queda no lucro líquido, a performance em ferrosos e a expectativa de volumes ainda maiores consolidam a Vale como protagonista do setor, avalia a corretora.

A XP corrobora essa visão sobre a Vale. Após desempenho operacional no 3T25, a corretora elevou em 4% a sua projeção para o ebitda ajustado da mineradora no 3T25 de US$ 4,4 bilhões ante a previsão anterior. A XP avalia que a vale apresentou resultados robustos no relatório de produção e vendas, que refletiu um desempenho decente de produção e na precificação das divisões de minério de ferro e cobre. Assim, a produção de minério de ferro 4% acima do 3T24, 1% acima da sua estimativa, com embarques de finos de minério de ferro 4% acima do 3T25 (8% acima da XP), refletindo uma maior lacuna entre produção e vendas após um acúmulo de estoque para concentração na China (que deve ser convertido em vendas nos próximos trimestres; volumes de vendas de pelotas 14% abaixo do 3T24; e maiores preços realizados do minério de ferro, aumento de 11% na comparação trimestral, refletindo maiores preços de referência do minério de ferro, alta de 4% na comparação com 2T25, e melhores prêmios após a otimização da estratégia de portfólio da Vale que levou a uma melhora nos prêmios de finos. Além disso, a produção se recuperou em operações de cobre (alta anual de 6%), impulsionado pela maior produção em Salobo (+6,4kt, na mesma base). No total, a XP reiterou a recomendação neutra na Vale após o relatório operacional.

Proteínas e commodities agrícolas

A Minerva abrirá a temporada do setor, com a divulgação dos seus resultados do 3T25 em 5 de novembro, após fechamento do mercado. A XP está projetando um trimestre forte para a Minerva devido a: (i) volumes robustos nos mercados interno e externo; (ii) preços de exportação mais altos, impulsionados principalmente pela China; e (iii) a finalização da aceleração dos ativos adquiridos recentemente.

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A XP projeta margens estáveis na comparação trimestral devido à desvalorização do dólar e aos preços mais altos do gado, especialmente no PRY e URU. No geral, estima uma receita líquida de R$ 15,0 bilhões, alta trimestral de 8% e um ebitda ajustado de R$ 1,4 bilhão, 8% maior que no trimestre anterior.

Além dos resultados sólidos, projeta que a companhia iniciará seu processo de desalavancagem devido à melhora nos lucros e liberação de capital de giro, especialmente pelas vendas de 60% do estoque acumulado nos EUA. Como resultado, projeta uma geração de fluxo de caixa livre de R$ 600 milhões no 3T, sendo o principal destaque do trimestre. A melhora na conversão de caixa deve ser bem recebida pelos investidores e, assim, a XP espera uma reação positiva no preço das ações da Minerva, sua principal escolha no setor de proteínas.

Em 6 de novembro, será a vez da SLC Agrícola, também após pregão. A XP projeta que a SLC Agrícola entregue um terceiro trimestre de 2025 (3T25) forte no próximo dia 6 de novembro (após fechamento do mercado), principalmente impulsionado por comparativos fáceis na comparação anual em soja e milho, embora espere que o milho apresente resultados robustos mesmo em termos absolutos. Pelo lado negativo, projeta queda nas margens do algodão devido ao mix entre safra antiga e nova. Em resumo, a XP não espera que o terceiro trimestre seja um catalisador para a ação.

Assim, a XP estima receita líquida de R$ 1,9 bilhão, um aumento de 25% na comparação anual, enquanto projeta ebitda ajustado e lucro líquido caixa em R$ 625 milhões, alta anual de 130% e R$ 68 milhões, respectivamente. Além disso, projeta geração de fluxo de caixa livre próxima ao equilíbrio no trimestre, já que acCompanhia pagará outra parcela da aquisição de terras da Sierentz.

No dia 10 de novembro, a MBRF, companhia resultante da união entre a Marfrig e a BRF, apresentará seus resultados após pregão. No primeiro trimestre de divulgação após a conclusão da fusão, os analistas da XP esperam que a diversificação de proteínas e geográfica da companhia mostre sua força.

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A XP projeta volumes mais fortes no 3T25 em relação a abril, maio e junho, para a BRF, tanto no Brasil quanto no Internacional, para compensar preços e margens mais baixos. Como resultado, projeta que a receita da BRF aumente 11% na comparação trimestral e estima um ebitda praticamente estável na mesma base comparativa em R$ 2,5 bilhões (margem de 14,7%, queda de 190 bps ante o 2T25).

Para a National Beef, projeta melhora na margem ebitda ajustada de 100 bps na comparação trimestral para 1,8%, refletindo spreads melhores, enquanto a América do Sul se beneficiará da combinação das plantas no Uruguai, com margens permanecendo na faixa de dois dígitos baixos.

No geral, projeta receita líquida de R$ 42,6 bilhões, alta anual de 13% e avanço de 12% ante o 2T25, e ebitda ajustado de R$ 3,4 bilhões, queda de 12% em relação ao mesm trimestre de 2024 e alta de 10% na comparação com o trimestre anterior.

Para a JBS (JBSS32), que anuncia os seus números no dia 13 de novembro, a XP projeta receita líquida de R$ 123,0 bilhões, alta de 11% na comparação anual e de 3% na trimestral, ebitda ajustado de R$ 9,9 bilhões, queda anual de 17% e estável com o 2T25, e fluxo de caixa livre de R$ 3,8 bilhões. Pelo lado negativo, a corretora projeta queda sequencial nas margens da Seara e PPC, principalmente devido a preços mais baixos no Brasil e à redução nos preços de aves grandes nos EUA. Por outro lado, espera melhores margens nas operações de carne bovina em todas as regiões, impulsionadas por spreads mais favoráveis, compensando margens menores no frango. A XP destaca a expectativa de recuperação de margem no segmento US Beef após efeitos pontuais que impactaram negativamente o 2T, e estima margem ebitda ajustada de -1,0% para US Beef. Em resumo, a XP não espera que o 3T gere revisões significativas de lucros para frente. A XP prevê lucro líquido de R$ 3,177 bilhões para a JBS no 3T25, queda de 24% em relação ao mesmo intervalo de 2024 e 6% ante o trimestre anterior.

Fonte: Cynara Escobar – Safras News

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Sustentabilidade

Qualidade sustenta preços do trigo no RS, e chuvas intensas paralisam colheita no Sul – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de trigo teve a qualidade como principal fator de formação de preços na primeira semana de novembro. As chuvas persistentes interromperam a colheita no Sul e ampliaram a preocupação com as lavouras ainda no campo. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Thiago Oleto, a indicação em Porto Alegre subiu R$ 30,00 por tonelada, com os moinhos dispostos a pagar mais por lotes de melhor padrão. No Paraná, os preços do trigo panificável ficaram estáveis, e o trigo para ração perdeu valor.

Os preços do trigo panificável permaneceram estáveis ao longo da semana, com os moinhos disputando os lotes de melhor qualidade. Segundo Oleto, o trigo Tipo 1 está “cada vez mais difícil de colher”.

Nos Campos Gerais, o Tipo 1 seguiu indicado em R$ 1.600,00 por tonelada CIF moinho. A referência geral permaneceu em R$ 1.550,00 por tonelada FOB e R$ 1.680,00 por tonelada CIF Curitiba. Para o cereal destinado à ração, a indicação recuou R$ 50,00, para R$ 1.150,00 por tonelada CIF Paranaguá, ante R$ 1.200,00 na semana anterior.

Temporais com granizo e ventos fortes causaram estragos no estado desde o domingo (1º). Em Maringá, houve registro de tornado de intensidade F2, com ventos entre 180 e 253 quilômetros por hora. O Paraná está sob alerta vermelho para tempestades.

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Conforme Oleto, a principal dificuldade continua sendo encontrar trigo com qualidade adequada à moagem. A colheita atingiu cerca de 60% da área prevista, com aproximadamente 1,07 milhão de toneladas colhidas, das quais apenas 16% correspondem a trigo Tipo 1, com peso hectolítrico (PH) de 78.

Somente 120 mil toneladas atendem aos padrões de moagem, com número de queda (FN) acima de 250 e deoxinivalenol (DON) de até 2.000 partes por bilhão (ppb). Outras 220 mil toneladas têm qualidade intermediária. As cerca de 730 mil toneladas restantes, ou 68% do volume colhido, apresentam FN abaixo de 220 e DON acima de 3.500 ppb, e ficam fora das exigências da indústria.

“Os moinhos seguem buscando trigo com FN a partir de 230 e DON de até 2.500 ppb”, disse Oleto. Para esses lotes, as indicações estão em R$ 1.400,00 por tonelada no interior gaúcho. Segundo ele, há discussões sobre ampliar as tolerâncias para FN entre 220 e 230 e DON entre 2.500 e 3.000 ppb, mas ainda não há definição de preços para essas condições.

As indicações dos moinhos para trigo de qualidade ficaram entre R$ 1.550,00 e R$ 1.555,00 por tonelada CIF. Na região das Missões, houve negócios pontuais a R$ 1.400,00 por tonelada no interior.

Na safra nova, as referências passaram para R$ 1.400,00 por tonelada FOB em Santa Rosa e R$ 1.430,00 em Carazinho. Em Porto Alegre, a indicação chegou a R$ 1.510,00 por tonelada CIF, alta de R$ 30,00 em relação à semana anterior. O trigo de qualidade inferior busca outros destinos, como a alimentação animal, com indicação de R$ 1.210,00 por tonelada CIF porto.

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A queda dos preços do trigo argentino para embarques em novembro e dezembro restringe o espaço para valorizações mais expressivas no mercado interno.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

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Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Crédito para financiar a produção rural cai 71,3% em duas safras em MS – MAIS SOJA

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Você já parou para pensar de onde vem o dinheiro que ajuda o produtor rural a comprar sementes, fertilizantes, defensivos e custear uma safra?

Além dos recursos próprios e dos financiamentos oferecidos pelos bancos, parte desse dinheiro vem de investimentos feitos por pessoas e empresas no mercado financeiro. Esses recursos passam por diferentes instituições e podem chegar ao campo por meio de operações de crédito, compra antecipada de grãos e fornecimento de insumos.

Uma das principais modalidades é a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). Funciona assim: uma pessoa investe dinheiro em um banco ou cooperativa, que utiliza parte dos recursos captados para financiar atividades do agronegócio. Esse dinheiro pode chegar ao produtor na forma de crédito rural.

Em Mato Grosso do Sul,o volume de crédito rural contratado com recursos de investimentos  da LCA caiu 71,3% em duas safras, passando de R$ 11,99 bilhões em 2023/2024 para R$ 3,45 bilhões em 2025/2026.

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A queda registrada em Mato Grosso do Sul foi a maior entre os nove estados que mais utilizam essa fonte de recursos. No Brasil, a redução foi de 37,5%.

Para o analista de Economia da Aprosoja/MS, Raphael Flôres Gimenes, compreender de onde vêm os recursos é importante porque o produtor depende de diferentes alternativas para financiar a atividade.

“O produtor precisa entender que o financiamento da safra não depende apenas do dinheiro disponibilizado pelos bancos. Existem outras fontes que ajudam a movimentar o crédito no agronegócio. Quando uma dessas fontes diminui, isso pode afetar as condições de financiamento e exigir que o produtor avalie outras alternativas”, explica.

O levantamento mostra ainda que a diminuição do crédito atingiu principalmente os médios produtores. Nessa categoria, o volume contratado caiu 90,2% em duas safras, passando de R$ 5,35 bilhões para R$ 530 milhões.

O número de contratos também diminuiu: eram 7.585 em 2023/2024 e passaram para 979 em 2025/2026.

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Outro dado importante envolve as culturas de soja e milho. O crédito destinado ao financiamento dessas atividades com recursos da LCA caiu de R$ 7 bilhões para aproximadamente R$ 1,5 bilhão no período analisado.

De onde mais vem o dinheiro que financia o agro?

Outra possibilidade é a Cédula de Produto Rural (CPR). Nesse caso, o próprio produtor assume um compromisso de entregar determinada quantidade de produto, como soja ou milho, ou pagar um valor em dinheiro no futuro. Esse documento pode ser negociado com bancos, tradings e revendas e também utilizado para conseguir recursos ou insumos para a lavoura.

Já o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) funciona como uma forma de transformar valores que empresas e cooperativas têm a receber em investimentos. Assim, essas organizações conseguem captar dinheiro para financiar suas atividades e operações com produtores.

O Fiagro, por sua vez, reúne dinheiro de vários investidores em um fundo que pode aplicar recursos em propriedades rurais, empresas do agronegócio e títulos ligados ao setor.

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“Isso significa que o dinheiro investido por uma pessoa pode ajudar a financiar uma cooperativa, uma empresa ou uma operação que, em algum momento, beneficia o produtor rural”.

Poupança rural ganha espaço

Enquanto os recursos provenientes das Letras de Crédito do Agronegócio diminuíram, a poupança rural passou a ser a principal fonte do crédito rural contratado em Mato Grosso do Sul.

O volume avançou de R$ 3,09 bilhões em 2023/2024 para R$ 4,94 bilhões em 2025/2026.

Mas existe um detalhe importante: a maior parte desse dinheiro foi contratada com juros livres, ou seja, taxas negociadas entre a instituição financeira e o produtor, sem a equalização de juros oferecida pelo Plano Safra.

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Dos R$ 4,94 bilhões registrados, R$ 4,60 bilhões foram contratados com taxas livres e apenas R$ 340 milhões com juros equalizados.

O que o produtor precisa observar?

Com diferentes alternativas de financiamento, comparar as condições antes de fechar um contrato pode fazer diferença no resultado da safra.

“A orientação da Aprosoja/MS é que o produtor avalie o custo total da operação, considerando juros, seguros, taxas e até a diferença entre o preço dos insumos à vista e a prazo”.

Uma forma de facilitar essa comparação é transformar o custo do financiamento em sacas de soja. Assim, o produtor consegue visualizar quanto precisará entregar da produção para pagar por determinada operação.

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Também é importante conhecer as garantias exigidas, ler todas as cláusulas e avaliar se o compromisso assumido cabe na capacidade de pagamento da propriedade.

“Não basta olhar apenas para o valor liberado ou para a facilidade de conseguir o recurso. O produtor precisa saber quanto vai pagar por esse financiamento e quanto isso representa em sacas da sua produção. Essa comparação ajuda a identificar qual alternativa oferece melhores condições para a realidade de cada propriedade”, orienta Raphael.

O informativo da Aprosoja/MS também aponta a necessidade de ampliar os mecanismos de garantia e preservar a segurança jurídica das operações de financiamento, medidas que podem contribuir para melhorar o acesso dos produtores aos recursos.

Para acessar o conteúdo completo, clique aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja/MS

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Sustentabilidade

CEEMA: Soja em Chicago rompe piso de US$ 12,00 por bushel sob pressão de oferta nos EUA e plantio no Brasil – MAIS SOJA

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Pela primeira vez, desde o dia 14/08, o primeiro mês cotado em Chicago rompe o piso dos US$ 12,00/bushel. O fato ocorreu no dia 04/11, com o bushel batendo em US$11,93, diante de um mercado sob pressão da colheita nos EUA e o bom andamento do plantio no Brasil. O fechamento desta quinta-feira (05) foi ainda mais baixo, ficando em US$ 11,81, contra US$ 12,19 uma semana antes. Por outro lado, a média de outubro fechou em US$ 12,63/bushel, sendo 3,3% menor do que a média de setembro. Em outubro do ano passado esta média havia sido de US$ 10,34/bushel.

Importante destacar que o complexo soja todo recuou fortemente nas últimas semanas. O farelo chegou a US$ 317,20/tonelada curta no dia 05/11, a mais baixa cotação desde o dia 20/08, enquanto o óleo veio a 62,24 centavos de dólar por libra-peso no mesmo dia, algo que não se via desde o dia 02/03 passado.

Dito isso, a colheita da soja nos EUA, até o dia 1º de novembro, atingia a 88% da área semeada, contra 84% na média histórica. Ao mesmo tempo, na semana encerrada em 29 de outubro, as exportações de soja estadunidense somaram 2,58 milhões de toneladas. A China foi o principal comprador, com 1,63 milhão de toneladas, ou seja, cerca de 63% do total semanal. Na sequência veio a Espanha, Vietña e Paquistão.

Por sua vez, o esmagamento de soja nos EUA, no mês de setembro, atingiu a 5,4 milhões de toneladas, sendo ele menor em 5% em relação ao processado em agosto e 3% abaixo do esmagado em setembro do ano passado. A produção de óleo de soja também caiu, ficando 6% abaixo da registrada em agosto e 4% menor do que a de agosto de 2025. Já a produção de farelo e torta de soja somou 4,19 milhões de toneladas, contra 4,66 milhões em agosto e 4,53 milhões em setembro/25. Já os estoques de óleo de soja nos EUA recuaram 16,4% em setembro, na comparação com agosto.

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E no Brasil, o câmbio continuou sustentando os preços, diante do forte recuo de Chicago nas últimas semanas. Com o dólar valendo R$ 5,48, os preços da soja ficaram em R$ 138,00/saco nas principais praças gaúchas e entre R$ 132,00 e R$ 143,00/saco nas demais regiões do país.

O plantio da nova safra da oleaginosa chegou a 53% da área esperada no país no dia 29/10, contra 47% no mesmo período do ano passado (cf. AgRural). As chuvas voltaram no Centro-Oeste brasileiro, aliviando o quadro de falta de umidade. Já no Sul do Brasil é o excesso de umidade que vem freando o desenrolar do plantio da soja, mas não há, por enquanto, atraso no mesmo. Por sua vez, no Matopiba o plantio paralisou no final de outubro devido áreas muito secas, com chuvas irregulares e baixo volume.

Ao mesmo tempo, começam a surgir disparidades nas projeções do volume a ser colhido na safra de soja 2026/27. Enquanto o analista privado StoneX avança um volume de praticamente 185 milhões de toneladas, contra pouco mais de 181 milhões indicados pela Conab, o Rabobank indica uma safra de apenas 178 milhões de toneladas. Neste caso, menor do que as 180 milhões do ano passado. Segundo, ainda, esta última fonte, as exportações brasileiras de soja ficariam em 113 milhões de toneladas em 2026/27, portanto, abaixo das 117,5 milhões apontadas no final de outubro pelo adido do USDA no Brasil.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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