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Preços da soja no Brasil têm alta generalizada após relatório do USDA


Foto: Pixabay/ Arte: Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve um dia mais animado, com melhor ritmo de comercialização e avanço nas cotações em diversas praças.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, a alta em Chicago ajudou a destravar negócios, mesmo com leve recuo nos prêmios.

“O movimento nos portos foi bem comercializado, com bons volumes rodando em Santos e no Paraná”, afirma o analista. Segundo ele, o produtor voltou a atuar de forma mais ativa no mercado. “O farmer selling ganhou maior tração hoje”, acrescenta.

As cotações subiram entre R$ 1 e R$ 2 por saca, dependendo do momento da sessão, com alguns lotes pontuais negociados em níveis ainda mais altos. O dólar operou praticamente estável ao longo do dia, sem grande impacto adicional na formação dos preços.

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Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 123 para R$ 125
  • Santa Rosa (RS): avançou de R$ 124 para R$ 126
  • Cascavel (PR): passaram de R$ 119 para R$ 120
  • Rondonópolis (MT): evoluíram de R$ 108,50 para R$ 110
  • Dourados (MS): foram de R$ 112 para R$ 113
  • Rio Verde (GO): aumentou de R$ 110 para R$ 112
  • Porto de Paranaguá (PR): cresceram de R$ 129 para R$ 130
  • Porto de Rio Grande (RS): passaram de R$ 129 para R$ 131

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

Os contratos do grão com entrega em julho fecharam com alta de 13,75 centavos de dólar, ou 1,13%, a US$ 12,26 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,21 3/4 por bushel, com elevação de 13,75 centavos de dólar ou 1,13%.

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Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 3,60 ou 1,10% a US$ 328,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 75,36 centavos de dólar, com ganho de 1,62 centavo ou 2,19%.

Números do relatório do USDA

Foto: Antonio Neto/Arquivo Embrapa

O relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado no início da tarde, acelerou os ganhos em Chicago, ao apontar safra e estoques norte-americanos em 2026/27 abaixo da expectativa do mercado.

A alta do petróleo e as expectativa positivas em relação ao encontro dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, completaram o quadro positivo para os preços.

O relatório indicou que a safra estadunidense de soja deverá ficar em 4,435 bilhões de bushels em 2026/27, o equivalente a 120,7 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53 bushels por acre.

Esta foi a primeira estimativa do USDA para a atual temporada. O mercado apostava em número de 4,450 bilhões de bushels, ou 121,1 milhões de toneladas.

Os estoques finais estão projetados em 310 milhões de bushels ou 8,44 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 353 milhões de bushels ou 9,6 milhões de toneladas.

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O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,75 bilhões de bushels e exportações de 1,63 bilhão. Para a temporada 2025/26, o Departamento indicou estoques de passagem de 340 milhões de bushels, enquanto o mercado previa estoques de 347 milhões.

O USDA projetou safra mundial de soja em 2026/27 em 441,54 milhões de toneladas. Já os estoques finais para 2026/27 estão estimados em 124,78 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 126,3 milhões de toneladas. 

O USDA indicou safra brasileira em 2025/26 em 180 milhões de toneladas, repetindo o relatório anterior. O mercado apostava em 180,4 milhões. Para 2026/27, a estimativa é de 186 milhões de toneladas.

A produção da Argentina em 2025/26 está prevista em 48 milhões de toneladas, contra a previsão do mercado de 48,5 milhões. Para 2026/27, o USDA está trabalhando com safra de 50 milhões de toneladas.

As importações da China estão estimadas em 114 milhões em 2026/27 e em 112 milhões de toneladas em 2025/26.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,03%, sendo negociado a R$ 4,8933 para venda e a R$ 4,8913 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8893 e a máxima de R$ 4,9153.

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