O mercado físico brasileiro de café deve encerrar a semana com preços mais baixos nesta sexta-feira (23). A expectativa é da consultoria Safras & Mercado, que aponta a desvalorização dos contratos futuros na Bolsa de Nova York como um dos principais fatores de pressão sobre as cotações domésticas.
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Com o recuo dos preços internacionais e a leve valorização do dólar frente ao real, os produtores brasileiros tendem a adotar uma postura mais cautelosa, realizando vendas apenas conforme necessidades pontuais.
Na quinta-feira (22), o mercado físico registrou pouca movimentação. Segundo a consultoria, a queda dos preços afastou vendedores, resultando em negócios isolados e sem volumes expressivos.
No sul de Minas Gerais, o café arábica de bebida boa, com 15% de catação, foi negociado entre R$ 1.700 e R$ 1.705 por saca, abaixo dos R$ 1.720 a R$ 1.725 registrados anteriormente.
No Cerrado Mineiro, o arábica de bebida dura, também com 15% de catação, recuou para a faixa de R$ 1.710 a R$ 1.715 por saca, ante R$ 1.730 a R$ 1.735 na cotação anterior.
Na Zona da Mata mineira, o arábica rio tipo 7, da safra 2026, com 20% de catação, passou a ser cotado entre R$ 1.170 e R$ 1.175 por saca, contra R$ 1.180 a R$ 1.185 anteriormente.
No Espírito Santo, o café conilon também apresentou desvalorização. Em Vitória, o tipo 7 foi cotado entre R$ 950 e R$ 955 por saca, abaixo da faixa anterior de R$ 960 a R$ 965.
Já o conilon tipo 7/8 recuou para R$ 940 a R$ 945 por saca, ante R$ 950 a R$ 955 registrados anteriormente.
No mercado internacional, os contratos futuros de café arábica operavam em baixa na manhã desta sexta-feira.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), o contrato com vencimento em dezembro de 2026 registrava queda de 0,83%, cotado a 309,85 centavos de dólar por libra-peso.
Na quinta-feira (22), a mesma posição havia encerrado o pregão a 312,45 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 1,2%.
Enquanto isso, o dólar comercial apresentava leve alta de 0,13%, negociado a R$ 5,0453.
Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados pela Bolsa de Nova York também apresentaram redução.
Segundo dados da ICE Futures, o volume disponível em 22 de outubro somava 234.433 sacas de 60 quilos, queda de 5.315 sacas em comparação ao dia anterior.
Apesar da redução dos estoques, o mercado internacional segue pressionado pelas perdas recentes nas cotações, refletindo no comportamento dos preços pagos aos produtores brasileiros.
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