A Comissão Nacional de Fruticultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu nesta quinta-feira (22), no Centro de Excelência em Fruticultura do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em Juazeiro (BA), para discutir desafios e oportunidades das exportações de frutas e ações de formação profissional voltadas à cadeia produtiva. O encontro também tratou de manejo, controle de pragas e propostas para a atuação do centro.
Durante a reunião, os participantes apresentaram sugestões para fortalecer a fruticultura e debateram soluções ligadas ao manejo e ao controle de pragas nas culturas. A presidente da comissão, Mari Anna Batista, afirmou que o encontro buscou ampliar o intercâmbio de experiências e usar o trabalho desenvolvido no Vale do São Francisco como referência para atender demandas de outras regiões produtoras.
Representando a Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), Rui Dias destacou a organização da cadeia produtiva e a capacitação de jovens como pontos centrais. Segundo ele, o Centro de Excelência em Fruticultura tem papel na formação de mão de obra para o campo e na sucessão familiar.
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Na apresentação sobre os centros de excelência do Senar, a diretora de Operações da entidade, Monika Bergamaschi, informou que a instituição mantém atualmente quatro unidades: Fruticultura e Zootecnia, na Bahia; Bovinocultura de Corte, em Mato Grosso do Sul; e Café, em Minas Gerais. Ela afirmou ainda que o Senar prevê inaugurar, no início de 2027, o Centro de Excelência em Cana-de-Açúcar, em São Paulo, seguido por unidades de Bovinocultura de Leite, no Paraná, e de Grãos, em Mato Grosso.
O diretor do Centro de Excelência em Fruticultura, Murillo Alencar Bezerra, apresentou o modelo de gestão educacional da unidade. Segundo ele, foram mapeados 12 desafios da cadeia, que orientaram 11 frentes de atuação em quatro eixos: sanidade e genética; sustentabilidade produtiva; valor e mercado; e conhecimento e pessoas. Entre os temas estão fitossanidade e pragas quarentenárias, melhoramento genético, bioinsumos, polinização, segurança hídrica, irrigação de precisão, fertilidade do solo, pós-colheita, comercialização e pesquisa. Para 2027, o centro prevê 775 novas matrículas em 29 turmas.
Ao final da programação, o coordenador de Inteligência Comercial e Defesa de Interesses da CNA, Felipe Spaniol, apresentou recomendações para fortalecer a competitividade da uva, do melão e da banana no mercado internacional. Segundo ele, as exportações brasileiras de frutas somaram US$ 1,17 bilhão de janeiro a setembro de 2026, alta de 17% sobre o mesmo período do ano passado. A agenda da comissão durou dois dias e incluiu visitas, na quarta-feira (21), às fazendas Grand Valle e Nova Neruda, na região, com foco na produção local e nos modelos de packing house das propriedades.
Fonte: cnabrasil.org.br
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