Governador pretende enxugar a estrutura do Estado sem necessariamente reduzir o número de secretarias
O governador reeleito Otaviano Pivetta pretende dar preferência a servidores públicos de carreira na formação do secretariado que assumirá em janeiro de 2027. A estratégia faz parte de um plano de reorganização administrativa que busca reduzir o tamanho da máquina pública e gerar uma economia estimada em R$ 1 bilhão por ano durante o próximo mandato.
Pivetta afirmou que a intenção não é necessariamente extinguir secretarias, mas reorganizar a estrutura interna do governo, reduzir o número de cargos e simplificar os processos administrativos. Atualmente, o Estado conta com uma estrutura de 16 secretarias, que poderá ser mantida, desde que funcione com menos pessoal e menos burocracia.
“Não preciso reduzir a secretaria, mas montar um organograma mais vertical, para reduzir a burocracia. E eu vou dar preferência para os servidores de carreira, concursados, que já estão na estrutura do Estado”, declarou.
O governador informou que um grupo de trabalho formado por dez técnicos, todos servidores de carreira, deverá apresentar até o fim de outubro um diagnóstico sobre os cargos e as funções existentes na administração estadual.
A equipe terá a missão de elaborar uma proposta para diminuir o quadro de pessoal, reduzir despesas e modernizar os procedimentos internos do governo.
“Eles vão me apresentar um plano de redução do tamanho [da estrutura], diminuição de gastos, e modernização da máquina, melhoria do sistema, simplificação”, afirmou Pivetta na quarta-feira (21).
A partir desse levantamento, o governo deverá avaliar quais mudanças podem ser implementadas para tornar a estrutura administrativa mais enxuta. Os detalhes das medidas, incluindo os cargos que poderão ser eliminados e o impacto sobre o quadro de servidores, ainda serão definidos.
Pivetta ressaltou que Mato Grosso não enfrenta, neste momento, dificuldades financeiras. Mesmo assim, defendeu a necessidade de preparar o Estado para uma redução de receitas prevista para os próximos anos.
Um dos principais pontos de atenção é o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Segundo o governador, a perda gradual de arrecadação relacionada ao fundo poderá alcançar R$ 6 bilhões nos próximos anos.
A perspectiva de redução dos recursos reforça, na avaliação do chefe do Executivo, a importância de rever despesas e reorganizar a administração antes que as mudanças na arrecadação pressionem o orçamento estadual.
O desafio do próximo mandato será conciliar a redução dos gastos administrativos com a manutenção dos serviços públicos e da capacidade de investimento de Mato Grosso.
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