O mercado brasileiro de soja registrou movimentação nesta quarta-feira (8), concentrada principalmente nos portos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve registro de preços firmes em várias regiões do país, com destaque para Goiás e Minas Gerais.
De acordo com Silveira, os prêmios seguem em bons patamares, enquanto a Bolsa de Chicago e o dólar contribuíram para sustentar as cotações. Além disso, a demanda interna permaneceu aquecida, favorecendo a realização de negócios.
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago. Após as altas registradas nas últimas sessões, o mercado passou por um movimento de realização de lucros. A melhora das previsões climáticas para os Estados Unidos, com temperaturas menos elevadas nos próximos dias, levou fundos e especuladores a ajustarem suas posições antes da divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para sexta-feira.
Ao longo de boa parte da sessão, no entanto, as cotações chegaram a operar em alta, acompanhando a valorização do petróleo e refletindo o aumento da demanda chinesa pela soja norte-americana.
A China adquiriu pelo menos mais cinco cargas de soja dos Estados Unidos entre terça e quarta-feira. A estatal COFCO comprou os volumes para embarque entre setembro e outubro, pagando prêmio entre US$ 2,70 e US$ 2,80 por bushel sobre os contratos futuros de novembro negociados em Chicago.
Além disso, exportadores privados dos Estados Unidos informaram ao USDA a venda de 472 mil toneladas de soja para a China. Do total, 136 mil toneladas serão embarcadas na safra 2025/26 e 336 mil toneladas na temporada 2026/27.
O mercado também aguarda o relatório mensal do USDA, que será divulgado na sexta-feira. A expectativa é de aumento nas estimativas para a safra e os estoques finais norte-americanos da temporada 2026/27.
Analistas consultados por agências internacionais projetam que a produção dos Estados Unidos alcance 4,457 bilhões de bushels, acima dos 4,435 bilhões estimados em junho. Os estoques finais da safra 2026/27 devem subir de 310 milhões para 324 milhões de bushels.
No cenário global, a expectativa é de que o USDA eleve os estoques mundiais finais de soja de 124,9 milhões para 125,2 milhões de toneladas em 2026/27. Para a safra 2025/26, a projeção é de aumento de 125,5 milhões para 125,7 milhões de toneladas.
Para o Brasil, o mercado espera que o USDA aumente sua estimativa de produção de soja de 180 milhões para 180,3 milhões de toneladas na safra 2025/26. Já para a Argentina, a previsão é de elevação de 50 milhões para 50,1 milhões de toneladas.
Na Bolsa de Chicago, o contrato da soja para agosto encerrou o dia cotado a US$ 11,93¼ por bushel, com queda de 0,04%. O vencimento novembro fechou a US$ 11,92¼ por bushel, baixa de 0,45%.
Entre os derivados, o farelo de soja para agosto recuou 1,23%, para US$ 312,30 por tonelada, enquanto o óleo de soja avançou 3,29%, encerrando a 70,85 centavos de dólar por libra-peso.
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 0,11%, cotado a R$ 5,1468 para venda e R$ 5,1448 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1363 e R$ 5,1838.
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