O produtor Lourival Ruthes, da Agrícola Lourival Ruthes, atingiu o recorde produtivo de 156,13 sacas por hectare e se tornou Campeão da Região Sul na Categoria Sequeiro e Campeão Nacional do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja safra 25/26, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB).
O número, o maior da história do Desafio, foi registrado no município de Major Vieira, em Santa Catarina, e reforça a importância da sanidade da soja, do manejo nutricional adequado e da perfeita sintonia entre produtividade, sustentabilidade e rentabilidade.
O resultado também evidencia que os maiores patamares de produtividade são consequência da integração entre genética, ambiente de produção e manejo, princípio observado de forma recorrente nas áreas auditadas pelo CESB ao longo das últimas edições do Desafio.
Os novos campeões do Desafio foram anunciados durante o Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, realizado nos dias 7 e 8 de julho, no Royal Palm Tower, em Indaiatuba (SP). Em seu novo formato, o evento, organizado pelo CESB, integrou a apresentação e premiação dos campeões regionais e nacionais a uma programação técnica estruturada em palestras, painéis e mesas-redondas sobre os principais fatores determinantes da alta produtividade da soja. Ao longo dos dois dias, especialistas, pesquisadores, consultores e produtores discutiram temas estratégicos como implantação da lavoura, com foco em genética, qualidade de sementes e plantabilidade; construção de altos tetos produtivos por meio do manejo do perfil do solo e da nutrição; fisiologia da soja e mitigação de estresses; sanidade em sistemas de alto rendimento, além da apresentação de casos campeões e da síntese técnica das principais lições aprendidas pelo CESB nas últimas safras do Desafio.
A programação foi construída a partir dos principais aprendizados obtidos nas áreas auditadas pelo CESB, priorizando os fatores de manejo mais frequentemente associados aos sistemas de maior desempenho observados em diferentes regiões produtoras do Brasil.
Daniel Glat, presidente do CESB, destaca que cada tema do Fórum foi conduzido com foco em aplicação prática e tomada de decisão. “Abordamos, ao longo dos dois dias, o estabelecimento da cultura e qualidade do plantio, a agricultura digital e de precisão, a sanidade da soja em sistemas de alta produtividade, e o manejo nutricional da soja, entre outros pontos fundamentais para unir produtividade, sustentabilidade e rentabilidade”.
Luiz Silva, Diretor Executivo do CESB, explica que a escolha dos temas refletiu os principais fatores observados nas áreas de maior produtividade auditadas pelo Comitê. “Pesquisadores, especialistas e membros do CESB apresentaram os pilares que se repetem nos sistemas de alto rendimento, como a implantação da lavoura com genética bem posicionada, sementes de elevado vigor e qualidade, construção do perfil do solo, manejo nutricional equilibrado, fisiologia para mitigação de estresses, controle preventivo de doenças, pragas e plantas daninhas, uso estratégico de produtos biológicos e uma assistência técnica qualificada. O grande aprendizado é que as maiores produtividades são resultado da integração dessas práticas dentro de um sistema de produção eficiente.”
A programação técnica contou ainda com o suporte do Comitê Técnico do CESB, formado por especialistas de diferentes áreas da sojicultura brasileira. O Comitê atua como órgão consultivo permanente, contribuindo com recomendações técnicas sobre temas estratégicos para o Fórum e para o Desafio. O grupo é coordenado pelo vice-presidente Sergio Abud, tendo como coordenadores técnicos João Vitor Ganem e Lorena Moura, fortalecendo a integração entre pesquisa, assistência técnica e a experiência prática obtida nas áreas auditadas pelo CESB.
De acordo com Sergio Abud, vice-presidente do CESB, esse novo formato do Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja representou uma evolução importante do papel do CESB como plataforma de geração e transferência de conhecimento. “Mais do que apresentar campeões, o Fórum busca aprofundar a discussão técnica por trás dos resultados, transformando a experiência acumulada em milhares de áreas auditadas em conhecimento aplicável ao campo. Ao conectar dados, pesquisa, manejo, ambiente, genética e tomada de decisão, o CESB fortalece sua missão de contribuir para sistemas de produção cada vez mais eficientes, resilientes e rentáveis. Nosso objetivo é que produtores, consultores, pesquisadores e empresas saiam do evento não apenas inspirados pelos recordes, mas com aprendizados práticos capazes de gerar resultados em diferentes realidades da sojicultura brasileira.”
Produtores Campeões – O produtor rural Lourival Ruthes, da Agrícola Lourival Ruthes, foi o campeão Sul da categoria Sequeiro e também o grande campeão nacional da 18ª Edição do Desafio CESB com uma produtividade de 156,13 sacas por hectare, em Major Vieira (SC). Já o produtor Luis Fernando Benaglia de Oliveira, da Fazenda Lago Bonito, de Mundo Novo (GO), foi o vencedor nacional da categoria Irrigado, com a marca de 138,97 sacas por hectare.
Já o produtor João Antonio Gorgen alcançou 143,77 sacas por hectare na Fazenda Barcelona, em Riachão das Neves (BA), tornando-se, mais uma vez, o campeão da região Nordeste da categoria Sequeiro e o produtor Pedro Foresto Crispim, da Fazenda Isabela, de Goiatins (TO), sagrou-se campeão Norte da categoria Sequeiro, com 136,64 sacas por hectare.
O campeão Sudeste da categoria Sequeiro foi o produtor Edinaldo Pereira Dias, da Agropecuária Três Irmãos, com 122,66 sacas por hectare na Fazenda Floresta, localizada em Cambuquira (MG), e o vencedor Centro-Oeste da categoria Sequeiro foi Rodolfo Schlatter que alcançou 118,68 sacas por hectare, na Fazenda Monte Sinai, em Confresa (MT).
Consultores Campeões – Entre os consultores, destaque para Daicon Godeski Moreira, campeão Sul da categoria Sequeiro e também o grande campeão nacional do Desafio CESB, com uma produtividade de 156,13 sacas por hectare, em Major Vieira (SC). Já o consultor Dheividy Fernandes, da Fazenda Lago Bonito, de Mundo Novo (GO), foi o vencedor nacional da categoria Irrigado, com a marca de 138,97 sacas por hectare.
Já o consultor Ednei Antonio Fugalli registrou 143,77 sacas por hectare na Fazenda Barcelona, em Riachão das Neves (BA), tornando-se o campeão Nordeste da categoria Sequeiro e o consultor Luiz Gabriel de Moraes Junior sagrou-se campeão Norte da categoria Sequeiro, com 136,64 sacas por hectare, na Fazenda Isabela, de Goiatins (TO).
O consultor campeão Sudeste da categoria Sequeiro foi Túlio Madureira da Costa Xavier, com 122,66 sacas por hectare na Fazenda Floresta, localizada em Cambuquira (MG), e o vencedor Centro-Oeste da categoria Sequeiro foi Fabiano Müller, 118,68 sacas por hectare, na Fazenda Monte Sinai, em Confresa (MT).
Números Expressivos do Desafio – João Vitor Ganem, Coordenador Técnico e de Pesquisa do CESB, observa que, em comparação à safra anterior, o Desafio CESB registrou crescimento expressivo tanto no número de inscrições, quanto no volume de auditorias realizadas.
Segundo ele, na safra 2025/26, foram contabilizadas 5.300 inscrições, frente a 4.726 na safra 2024/25, representando um incremento de aproximadamente 12%. Sojicultores de 1.061 municípios e de 18 Estados participaram do Desafio, que teve 86% das áreas inscritas na categoria Sequeiro. A iniciativa abrangeu 4,8 milhões de hectares de soja, ou seja, 10% da área brasileira destinada para essa cultura.
“O avanço foi ainda mais significativo no número de auditorias realizadas, que passou de 812 para 922 áreas, resultando em crescimento de 13,5%. Esses números demonstram o fortalecimento do Desafio CESB no cenário nacional e evidenciam o crescente interesse dos produtores e consultores em validar tecnicamente seus resultados de produtividade por meio de um processo criterioso e reconhecido pelo setor”.
Historicamente, de acordo com Ganem, a Região Sul concentra o maior número de inscrições no Desafio CESB, com destaque para o Paraná, que tradicionalmente lidera em participação, seguido pelo Rio Grande do Sul. “Esse cenário reflete, entre outros fatores, o elevado nível tecnológico adotado pelos produtores da região, a forte cultura de busca por eficiência produtiva, além do grande número de propriedades de pequeno e médio porte”.
Entretanto, acrescenta o Coordenador Técnico e de Pesquisa do CESB, nas últimas safras, observa-se um avanço consistente da participação das regiões Centro-Oeste e Sudeste. Na safra 2025/26, o Mato Grosso alcançou a terceira colocação em número de inscrições, enquanto o estado de São Paulo assumiu a segunda posição no volume de auditorias acionadas. “Esse movimento demonstra a expansão do interesse pelo Desafio CESB em diferentes regiões produtoras e reforça a evolução técnica dos sistemas de produção de soja em âmbito nacional”.
Sólida Evolução – Ao longo das últimas safras de soja, as médias dos produtores participantes do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), têm registrado uma sólida evolução. Dentro deste contexto, um fato merece destaque: todos os TOP 10 da última edição do Desafio estão com produtividades acima de 120 sc /ha, marca que era considerada improvável há poucos anos.
Ao longo das dezoito edições do Desafio, os resultados auditados permitiram ao CESB construir uma das mais abrangentes bases de informações sobre sistemas de alta produtividade da soja brasileira. Esse conhecimento tem contribuído para identificar padrões técnicos recorrentes entre as áreas recordistas e orientar a difusão de práticas que promovem produtividade com maior eficiência, rentabilidade e sustentabilidade.
De acordo com Luiz Silva, Diretor Executivo do CESB, esse cenário reforça o compromisso do Comitê com sua missão de estabelecer novos patamares de produtividade, transformando-se assim em uma ferramenta de transferência de tecnologia, criando um ambiente provocativo e fértil de aprendizado e inovações.
“Com abrangência em todas as regiões produtoras, o Desafio CESB oferece um retrato técnico privilegiado e de alta performance da sojicultura brasileira”, acrescenta o Diretor Executivo do CESB.
O Desafio Nacional de Máxima Produtividade do CESB consolidou-se como uma das mais importantes iniciativas de geração e difusão de conhecimento da sojicultura brasileira. Mais do que reconhecer recordes de produtividade, o Desafio permite identificar os fatores técnicos presentes nos sistemas de maior desempenho, transformando resultados obtidos em campo em informações que contribuem para a evolução da produtividade, da eficiência, da rentabilidade e da sustentabilidade da cultura da soja no Brasil. Todas as informações obtidas pelo CESB são tratadas com absoluto sigilo e confidencialidade, sem divulgação de dados específicos das propriedades participantes e em conformidade com a legislação vigente de proteção de dados.
O CESB é uma OSCIP – organização sem fins lucrativos, composta por 20 membros especialistas e 31 organizações patrocinadoras que acreditam e contribuem para o avanço sustentável dos mais altos índices de produtividade de soja no Brasil, são elas: BASF, INTACTA I2X, JOHN DEERE, SYNGENTA, JACTO, SIMBIOSE, BIOMA, BIOGRASS, 3tentos, Acadian, Agro-sol Sementes, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Cordius, Fecoagro, FMC, Gran7, HO Genética, ICL, Lallemand, Mosaic, Nitro, Solferti, Stine Seeds, Stoller, Timac Agro, Union Agro, Ubyfol, Valence, Elevagro e IBRA.
Fonte: Assessoria de imprensa
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