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Esmagamento de soja em MT bate recorde; exportações de carne atingem nível histórico

O esmagamento de soja em Mato Grosso alcançou um novo recorde no primeiro semestre de 2026. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), foram processadas 7,02 milhões de toneladas entre janeiro e junho, volume 4,53% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Segundo o instituto, o desempenho foi impulsionado pelo aumento da demanda para a produção de biodiesel e pelo aquecimento das exportações dos coprodutos da soja. Entre janeiro e junho, os embarques mato-grossenses de farelo e óleo de soja somaram 4,59 milhões de toneladas, crescimento de 8,94% em relação ao primeiro semestre de 2025.

A Argélia permaneceu como principal destino do óleo de soja produzido em Mato Grosso, concentrando 38,08% das exportações do produto. Já a Indonésia liderou as compras de farelo de soja, respondendo por 24,65% dos embarques. Para o Imea, a produção recorde de soja nas últimas safras permitiu às indústrias ampliar o processamento, absorvendo parte da elevada oferta do grão no Estado.

Pecuária

Na pecuária, Mato Grosso também registrou números históricos. O estado abateu 3,65 milhões de cabeças de bovinos no primeiro semestre, alta de 3,58% sobre igual período de 2025 e o maior volume da série histórica para o período.

As exportações de carne bovina também bateram recorde, com embarques de 511,75 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), avanço de 38,76% na comparação anual. A receita alcançou US$ 2,41 bilhões, crescimento de 63,82%, impulsionada principalmente pela forte demanda da China.

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O Imea destaca que o aumento dos abates foi sustentado pela maior procura por machos terminados e pela antecipação das exportações antes do esgotamento da cota de salvaguarda chinesa. No entanto, o instituto alerta que o avanço do preenchimento dessa cota pode desacelerar as importações chinesas no segundo semestre, levando parte das indústrias a reduzir o ritmo de abates e de produção.

Esse movimento já começou a refletir no mercado físico. Na última semana de junho, o indicador do boi gordo a prazo recuou 2%, equivalente a R$ 6,62 por arroba, diante da menor atuação de frigoríficos exportadores e de um ajuste após as fortes valorizações registradas ao longo do semestre.

Apesar disso, o Imea avalia que a oferta restrita de animais terminados deverá limitar quedas mais intensas nas cotações, mantendo sustentação para os preços da arroba ao longo de 2026.

agro.mt

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