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Resultados dos ensaios cooperativos apontam os fungicidas mais eficientes para o controle das doenças de final de ciclo da soja – MAIS SOJA


As doenças de final de ciclo da soja, popularmente conhecidas como DFCs ganham essa denominação comum, principalmente por expressarem seus sintomas ao final do ciclo de desenvolvimento da soja. No entanto, grande parte das DFCs tem seu desenvolvimento ainda no início do ciclo da cultura, mesmo expressando o sintomas ao final do ciclo da soja. Essa condição reforça a necessidade de adotar estratégias de manejo que contemplem o controle das DFCs ainda no início do ciclo da soja, reduzindo os efeitos e danos ao final do ciclo da cultura.

No entanto, ainda que fungicidas sejam aplicados do início ao fim do desenvolvimento da soja, a presença de sintomas das DFCs ao final do ciclo da cultura tem sido cada vez mais comum, o que evidencia a necessidade de conhecer e eficácia dos fungicidas utilizados para o manejo dessas doenças, para um melhor posicionamento deles no programa fitossanitário visando reduzir a incidência das DFCs. Dentre as principais DFCs da soja, destacam-se a mancha-parda (Septoria glycines) e o crestamento foliar de Cercospora (Cercospora spp.), caracterizadas entre outros sintomas, pela ocorrência de manchas castanho-avermelhadas nas folhas e a presença da mancha-púrpura nas semente da soja.

Figura 1. Sintomas típicos de mancha-purpura em sementes de soja.
Foto: INTA Informa

Nesse contexto, compreender a eficácia dos principais fungicidas utilizados no manejo fitossanitário da soja para o controle das doenças foliares de final de ciclo é fundamental para a adoção de estratégias mais eficientes de manejo. Na safra 2025/2026, foram conduzidos 16 ensaios experimentais com o objetivo de avaliar a eficácia de fungicidas no controle das DFCs, abrangendo diferentes regiões produtoras de soja (Tabela 1). Nos experimentos, foram avaliados 15 fungicidas comerciais, além de um programa baseado na rotação de fungicidas, buscando comparar o desempenho das diferentes estratégias de manejo no controle dessas doenças. As aplicações foram iniciadas aos 41 dias após a semeadura e as reaplicações em intervalos de 15 dias (Godoy et al., 2026).

Tabela 1. Instituições, locais e datas da semeadura da soja.
Fonte: Godoy et al. (2026)

Conforme destacado por Godoy et al. (2026), todos os tratamentos contendo fungicidas apresentaram desempenho de controle superior a testemunha. Sobretudo, a menor severidade e maior porcentagem de controle ocorreu no tratamento com metiltetraprole + difenoconazol e mancozebe (T13 – 73% de controle), seguido de metiltetraprole + difenoconazol (T12 – 68%) e Sugoy (T9 – 65%). A eficiência dos fungicidas em mistura formulada variou de 57% (T3 – Onsuva) a 68% (T12 – metiltetraprole + difenoconazol). Já com relação aos fungicidas multissítios, o tratamento com clorotalonil (T2 – Previnil Max) apresentou menor severidade e maior porcentagem de controle (56%) quando comparado ao tratamento com mancozebe (T11 – Tróia,49%) (Godoy et al., 2026).

Tabela 2. Severidade das doenças de final de ciclo (DFC), porcentagem de controle em relação ao tratamento testemunha (T1) (%C), fitotoxicidade dos fungicidas (FITO%), produtividade (PROD – kg/ha) e porcentagem de redução de produtividade (%RP) em relação ao tratamento com a maior produtividade. Média de 13 experimentos para severidade de DFC, três experimentos para fitotoxicidade e cinco experimentos para produtividade. Safra 2025/2026 (Godoy et al., 2026).
Fonte: Godoy et al. (2026)

As maiores produtividade de soja foram obtidas nos tratamentos com metiltetraprole + difenoconazol e mancozebe (T13 – 4.528 kg/ha), metiltetraprole + difenoconazol (T12 – 4.436 kg/ha), Proteus (T5 – 4.408 kg/ha), Sphere Neo (T6 – 4.365 kg/ha), Sugoy (T9 – 4.339 kg/ha), Belyan (T4 – 4.306 kg/ha), Evolution (T14 – 4.305 kg/ha), para o programa com rotação de fungicidas (T17 – 4.284 kg/ha), Pontual (T8 – 4.263 kg/ha), difenoconazol + protioconazol + oxicloreto de cobre (T16 – 4.229 kg/ha), ciproconazol + difenoconazol + clorotalonil (T10 – 4.229 kg/ha) e Fusão Fix (T7 – 4.214 kg/ha). Vale destacar que o ganho de produtividade do tratamento mais produtivo em relação a testemunha foi de 21% (Godoy et al., 2026).

Confira o conteúdo completo do Comunicado Técnico n° 4 clicando aqui!



Referências:

GODOY, C. V. et al. EFICÁCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DAS DOENÇAS DE FINAL DE CICLO DA SOJA, NA SAFRA 2025/2026: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Rede Fitossanidade Tropical, Comunicado Técnico, n. 4, 2026. Disponível em: < https://periodicos.ufv.br/STFT/article/view/24310/12444 >, acesso em: 01/07/2026.

agro.mt

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