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Produção sustentável de batata reduz até 40% das emissões de carbono


Foto: Gilson Abreu/AEN

Uma nova forma de produzir batata começa a ganhar espaço no Brasil, aliando tecnologia, sustentabilidade e ganhos de produtividade. Com o uso de fertilizantes de menor emissão de carbono e manejo mais eficiente, produtores já conseguem reduzir em até 40% a pegada de carbono da cultura.

A iniciativa já está em fase de colheita e envolve desde o campo até a indústria, com potencial de transformar toda a cadeia produtiva.

No município de Palmas, no Paraná, a produção combina tradição familiar e inovação. O produtor rural Sérgio Soczek, representa a quarta geração da família na atividade.

“Eu sou a quarta geração de produtores de batata. O meu bisavô chegou por volta de 1875 no Brasil, trouxeram batata na viagem de navio e eu vim também. No ano 1984, eu comecei a produzir sozinho, carreira solo. Comecei a minha carreira nesse ano e até então continuo no ramo da batata”, conta.

Baixa emissão de carbono

Além de manter o legado, Sérgio faz parte de um grupo seleto que utiliza fertilizantes de baixa emissão de carbono. A prática, além de reduzir custos, contribui para elevar o teor de matéria seca da batata – característica valorizada pela indústria e que pode garantir melhor remuneração ao produtor.

“É interessante porque você vai reduzir teu custo, aumentar tua produtividade e ter um produto de qualidade melhor”, destaca Soczek.

Segundo a gerente de sustentabilidade da cadeia de alimentos da Yara Brasil, Francielle Bertotto, para assegurar a sustentabilidade do processo, as emissões de gases de efeito estufa são monitoradas por meio da plataforma Cool Farm Tool, baseada na metodologia do GHG Protocol.

A ferramenta permite acompanhar o impacto ambiental desde a produção dos insumos até o manejo no campo.”Hoje a gente estima que com esse portfólio Climate Choice, combinado com essas técnicas, as melhores técnicas de manejo para batata, a gente estima reduzir em mais ou menos 40% as emissões”, destaca.

Fases do projeto

Na primeira fase do projeto, seis produtores cultivaram, em média, 130 hectares de batata com insumos de menor pegada de carbono. A diferença de custo entre os fertilizantes convencionais e os mais sustentáveis é atualmente financiada pela PepsiCo, que tem metas globais de redução de emissões. A companhia pretende diminuir em 30% suas emissões totais até 2030.

Dentro da indústria, a operação inclui tratamento de efluentes, uso de biometano como fonte de energia e destinação adequada de resíduos, sem envio para aterros sanitários. A produção industrial já ultrapassa 700 toneladas de batata processadas por dia.

No fim da cadeia, o resultado chega ao consumidor na forma de snacks produzidos com menor impacto ambiental. A iniciativa reforça que é possível unir produtividade e sustentabilidade no agronegócio, atendendo à demanda crescente por alimentos mais responsáveis do ponto de vista ambiental.

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agro.mt

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