Categories: Sustentabilidade

TTrigo/Ceema: média de março em Chicago alcançou a US$ 5,95/bushel, sendo 8,6% superior a de fevereiro. – MAIS SOJA


A cotação do trigo, em Chicago, após alcançar US$ 6,16/bushel no dia 31/03, recuou, fechando a quinta-feira (02/04) em US$ 5,98, contra US$ 6,05 uma semana antes. A média de março em Chicago alcançou a US$ 5,95/bushel, sendo 8,6% superior a de fevereiro. Em março do ano passado a média havia sido de US$ 5,43/bushel.

Este movimento de alta, apoiado pelo conflito no Oriente Médio, somado a entressafra brasileira do cereal e à menor oferta de trigo de qualidade superior por aqui, elevou o preço do trigo no mercado interno brasileiro. O saco de 60 quilos do produto chegou a R$ 60,00 nas principais praças gaúchas, valor que há meses não era visto. Já no Paraná o produto foi a R$ 66,00.

O relatório de intenção de plantio para os EUA indicou um recuo de 3% na área total de trigo deste país para o novo ano comercial. A área ficaria em 17,7 milhões de hectares.

Já o relatório de estoques, na posição 1º de março, apontou um aumento de 5% para todos os tipos de trigo somados. Com isso, tais estoques, nesta data, chegavam a 35,4 milhões de toneladas.

No Brasil, preocupa a possibilidade de forte redução de área na próxima semeadura do cereal, a qual está se iniciando, fato que levaria a uma produção menor em 2026/27.

Advertisement

Ao mesmo tempo, muito produtores estão ofertando menos produto na expectativa de preços ainda melhores, já que os moinhos terão de recompor estoques logo adiante.

Com a redução da futura área semeada, se confirmada, será preciso um clima muito positivo para se atingir apenas 6,9 milhões de toneladas de produção (ver boletim anterior), contra uma demanda que oscila entre 12 e 14 milhões de toneladas no país. Isso deverá levar o Brasil a realizar importações recordes neste próximo ano comercial, podendo as mesmas chegarem a 8 milhões de toneladas.

Em tal cenário, e com a alta dos custos de produção, a tendência será de aumento no preço do pão para os brasileiros. O custo do frete já aumentou, dos fertilizantes vem aumentando e da matéria-prima (o grão) começa a subir. Será difícil evitar que o preço da farinha e, por consequência, de seus derivados ao consumidor final não aumente igualmente em nosso país. Especialmente se a guerra no Oriente Médio continuar!

Fonte: Ceema

Autor: Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Advertisement

Professor Titular do PPGDR da UNIJUI, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (PPGDR/FIDENE/UNIJUI)

FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: CEEMA UNIJUÍ

Advertisement
agro.mt

Recent Posts

Lula conquista virada e garante quarto mandato como presidente da República

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro…

1 hora ago

Em Mato Grosso, Flávio Bolsonaro vence Lula com 66,06% dos votos

Candidato do PL conquistou mais de 1,3 milhão de votos no estado e abriu vantagem…

2 horas ago

Veja como fica Cuiabá após decisão de Zanin que ampliou o horário de votação

Ministro determinou a ampliação do horário de votação em todo o país; em Cuiabá, algumas…

3 horas ago

Com 14,83% das urnas apuradas, Flávio ultrapassa Lula na disputa pela Presidência

Eleições 2026Política Candidato do PL aparece com 50,04% dos votos válidos, contra 49,96% do petista;…

4 horas ago

Pressão em Chicago e câmbio perto de R$ 5 retraem negócios da soja no Brasil; qual perspectiva para o mercado?

O mercado brasileiro de soja segue sob pressão, influenciado pelo câmbio próximo de R$ 5,00…

4 horas ago

Confusão total! Cuiabá tem relatos de votação prorrogada enquanto outras seções já haviam fechado

Informações recebidas pelo O LIVRE apontam extensão do horário nas seções 446 e 447; em…

4 horas ago