O setor produtivo de Mato Grosso, maior produtor de soja e milho do Brasil, entrou em estado de atenção devido à escalada nos preços do óleo diesel, que já acumulam alta de 29% segundo monitoramento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O momento é considerado crítico pelas lideranças rurais, já que o estado atravessa o pico da colheita da primeira safra e o plantio simultâneo da segunda safra, atividades que dependem diretamente do insumo para movimentar o maquinário agrícola.
Embora ainda não existam relatos de máquinas paradas por falta de produto, o bolso do produtor e dos consumidores já sente o peso do aumento registrado entre o final de fevereiro e meados de março. Conforme o levantamento do Imea, o preço médio do óleo diesel saltou de R$ 5,80 para R$ 7,47. Em Cuiabá, o litro do combustível fóssil é visto a R$ 7,49 nesta quinta-feira (12). Em regiões mais distantes, como Alta Floresta, o diesel S-10 chega a ser encontrado por produtores a R$ 9,39 o litro.
Até o dia 6 de março, como comentado recentemente pelo Canal Rural Mato Grosso, o estado havia colhido 89,15% da área de soja, um ritmo ligeiramente atrasado em relação ao ciclo anterior. No milho, o cultivo atingiu 93,68% da área prevista. O temor é que qualquer interrupção no fornecimento de combustível trave o avanço das colheitadeiras e semeadoras, agravando os desafios já impostos pelo excesso de chuvas em diversas regiões mato-grossenses.
No município de Água Boa, a circulação de imagens de filas em postos de combustíveis nas redes sociais aumentou o clima de insegurança. Segundo relatos locais, há indícios de racionamento pontual, o que gera incerteza sobre a capacidade de finalização dos trabalhos de campo.
“Os produtores estão muito preocupados, alguns com dificuldades de aquisição. O diesel saiu de R$ 6,50 nos TRRs para R$ 7,95 comprado essa semana. Acontece de nós não sabermos a real situação e a causa de todo esse processo, o que deixa o produtor ainda mais preocupado, porque além de aumentar o custo, ele não sabe se pode contar com o final da colheita”, afirma o presidente do Sindicato Rural de Água Boa, Geral Delai.
O dirigente ressalta que a região já enfrenta um cronograma apertado devido a dificuldades no início do plantio. “Dizem que a guerra é no Irã, porém nós temos a nossa Petrobras que deveria estar suportando alguma coisa como essa nos tempos difíceis”, pontua Delai ao Canal Rural Mato Grosso.
Apesar do nervosismo no campo, as entidades representativas dos postos de combustíveis descartam, no momento, um cenário de escassez. Em nota, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo) pontua que não há registros oficiais de desabastecimento ou racionamento no estado.
A entidade atribui a recente volatilidade aos conflitos no Oriente Médio, que elevaram o preço do barril de petróleo no mercado internacional. “O Sindipetróleo esclarece que não há relatos de desabastecimento ou racionamento de combustíveis, em especial do diesel, em Mato Grosso. A situação que está ocorrendo no Rio Grande do Sul não tem influência ou qualquer relação com a realidade de Mato Grosso”, informou a entidade em nota oficial.
De acordo com o sindicato, “a tendência para os próximos dias é que os valores voltem à normalidade”. O Sindipetróleo reforçou ainda que segue acompanhando a situação de conflito para manter o mercado e a sociedade informados sobre qualquer mudança que impacte o setor de combustíveis.
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