A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) elegeu Jerônimo Goergen como novo presidente da entidade. A escolha foi definida em assembleia das associadas, realizada em São Paulo.
Com trajetória no agronegócio e passagem pelo Congresso Nacional, Goergen assume a presidência com foco em ampliar mercados, fortalecer a governança da entidade e intensificar o diálogo institucional com o setor público e privado.
Logo no início do mandato, o novo presidente cumpriu agendas com representantes do setor de transporte e logística, além de reuniões em Brasília com agentes do governo federal, incluindo o Ministério de Minas e Energia (MME).
Entre os principais desafios, Jerônimo Goergen aponta a necessidade de valorizar a qualidade do biodiesel junto aos consumidores e ampliar a presença do produto no mercado interno e externo. Segundo ele, o biocombustível tem papel estratégico como agregador de valor para a cadeia da soja.
A atuação institucional também está no centro da agenda. Goergen é advogado, ex-deputado federal e teve participação direta na formulação de políticas para o setor. Ele foi autor do projeto que deu origem ao programa Combustível do Futuro, aprovado em 2024.
Durante sua passagem pelo Legislativo, criou e presidiu a Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio). Nesse período, atuou em pautas ligadas à previsibilidade regulatória, à qualidade do combustível e à inserção dos biocombustíveis na matriz energética brasileira.
Além da experiência política, Goergen mantém vínculo direto com o setor produtivo. Atualmente, preside a Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), cargo que seguirá exercendo. A atuação reforça uma visão integrada entre produção agrícola, armazenagem, logística e fornecimento de matérias-primas para a indústria de biocombustíveis.
Para o presidente do Conselho de Administração da Aprobio, Francisco Turra, a escolha fortalece a capacidade de articulação da entidade. Ele destaca o histórico de relacionamento de Goergen com o Parlamento e com o Executivo como fator relevante para o setor.
A Aprobio completa quase 15 anos com participação direta na expansão do biodiesel no Brasil. No início das atividades da entidade, a mistura obrigatória ao diesel era de 4%. Desde janeiro de 2025, o percentual passou para 15%.
Segundo a associação, o avanço do biodiesel impacta a qualidade do ar nos centros urbanos e gera efeitos econômicos no campo, com estímulo à produção de grãos, oferta de farelo e reflexos na cadeia de proteínas animais.
A entidade também atua em grupos de trabalho voltados à qualidade dos biocombustíveis, à formulação de políticas públicas e ao fortalecimento da representatividade setorial, incluindo a articulação da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel.
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