A Aprosoja Mato Grosso entregou aos candidatos ao governo do estado na tarde desta quinta-feira (20) uma carta de 18 páginas contendo reivindicações e problemas enfrentados pelo setor. Em meio a pauta ações e políticas públicas que proporcionem melhorias relacionadas à infraestrutura e logística, tributação e questões ambientais.
De acordo com o presidente da Associação, Lucas Costa Beber, o documento entregue “é uma maneira de poder cobrá-los e dizer que o setor dialogou antes da eleição”.
A carta foi entregue durante o evento “Agricultura em Pauta: Propostas para Mato Grosso”, que reuniu os seis candidatos ao Governo de Mato Grosso em uma sabatina sobre os principais desafios do setor produtivo. Na oportunidade, os candidatos apresentaram seus posicionamentos sobre questões relacionadas aos setores ambiental e fundiário, infraestrutura, tributação, segurança pública, direito de propriedade e governança da pauta da agricultura.
“Foi uma oportunidade para os candidatos conhecerem o setor produtivo e nós os conhecermos e saber quais são as suas propostas. Nós precisamos de políticas públicas que nos ajudem a continuar a produzir alimentos”, destacou Beber.
O presidente da Aprosoja Mato Grosso ressaltou ainda que o papel da entidade com o evento foi fazer a ponte entre os produtores e os candidatos. “A maioria das perguntas [do debate] nasceram da nossa base de associados. Então eles puderam saber melhor o que o associado precisa”.
Um dos maiores anseios do setor produtivo mato-grossense destacado durante o debate, e que consta na carta de 18 páginas, é o fim do chamado Fethab 2, uma cobrança adicional criada em 2016 no estado sobre setores do agronegócio, dentre eles a produção de milho.
“O setor contribui há anos e o estado dobrou a quantidade de rodovias. Isso veio dos recursos do Fethab. A produção e a oferta cresceram, cresceu a arrecadação do Fethab, que foi reajustado também, diferente do valor da commodity que não foi. Hoje a arrecadação do Fethab é maior do que o lucro que o produtor está tendo na lavoura”.
A cobrança adicional do fundo teria vigência de apenas dois anos quando da sua criação, contudo perdura há 10 anos. “Seria mais do que justo a um setor que tanto contribuiu nesses últimos anos e sempre contribui e está contribuindo também com a industrialização”, disse Beber sobre o fim da cobrança.
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