As cotações do trigo também subiram nesta semana, com o primeiro mês cotado batendo em US$ 6,82/bushel no fechamento do dia 20/08 (quinta-feira), o mais alto valor em 19 dias úteis, contra US$ 6,52/bushel uma semana antes.
Nos EUA a colheita do trigo de inverno avançou para 96% da área no dia 16/08, contra 94% na média. Por sua vez, a colheita do trigo de primavera, naquele país, chegou a 41% da área total, contra 34% na média. E no Brasil, os preços permaneceram estáveis em R$ 70,00/saco no Rio Grande do Sul e R$ 75,00 no Paraná.
Segundo a Conab, o plantio está encerrado no país, com 20,3% da área em emergência, 53,9% em desenvolvimento vegetativo, 12% em floração, 20,3% em enchimento de grãos e 9% em maturação. Até o dia 11/08 a colheita do trigo também já havia alcançado 4,7% do total da área cultivada, com Goiás já tendo atingido a 70% da área, Minas Gerais 35%, Mato Grosso do Sul 10% e São Paulo 5%.
Enquanto no Rio Grande do Sul a colheita ainda está distante, no Paraná a mesma se inicia em setembro. Neste momento, segundo a Conab, quase todas as áreas daquele estado são classificadas como boas, já que o clima está favorecendo o desenvolvimento.
Apesar disso, algumas regiões apresentam plantas amareladas devido ao excesso de umidade do solo. Ventos fortes também foram relatados e causaram acamamento pontual. De foram geral, o último relatório da Conab aponta para uma colheita total de trigo, no país, em 5,8 milhões de toneladas, confirmando a tendência por nós indicada semanas atrás.
Quanto ao comportamento do mercado, o sul do país segue com baixa liquidez. “No Rio Grande do Sul, a pouca disponibilidade limita os negócios. Vendedores pedem R$ 1.350,00 por tonelada FOB, enquanto compradores aceitam até R$ 1.320,00, sem avanço nas tratativas. A cobertura dos moinhos avançou até cerca de 20 de setembro, em um ambiente de moagem baixa e margens pressionadas pelo descompasso entre trigo e farinha. O farelo aparece como o produto com melhor sustentação de preços. Para a safra nova, o mercado segue praticamente parado, com cerca de 60 mil toneladas negociadas até agora.
Em Santa Catarina, a ausência de ofertas de trigo local mantém os moinhos abastecidos, principalmente com produto de estados vizinhos. Para trigo pão, as referências ficam entre R$ 1.350,00 e R$ 1.400,00 por tonelada. E no Paraná, cresce a preocupação com o abastecimento da próxima safra diante da redução da área plantada e do risco de chuvas excessivas em fases críticas da cultura. Os preços para a safra nova variam de R$ 1.450,00 em setembro a R$ 1.400,00/tonelada em novembro. Os negócios seguem travados (cf. TF Agronômica).
Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).
Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
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