No quadro “Será que é Legal”, o professor da FGV, Leonardo Munhoz, destacou a importância da agricultura sustentável nas discussões que antecedem a COP30, marcada para novembro, em Belém, Pará.
Segundo Munhoz, a agricultura sustentável vem ganhando espaço nas negociações internacionais desde 2017 e se consolidou como pauta central na plataforma que reúne países signatários da Convenção-Quadro da ONU e da FAO para debater estratégias de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
“A agricultura sustentável não é vilã. Pelo contrário, ela pode ser parte da solução para as mudanças climáticas. O Brasil tem um papel central nesse contexto, com estrutura regulatória e incentivo a bioinsumos, criando oportunidades para uma nova bioindústria no campo,” explicou Munhóz.
Ele ainda alerta para o descompasso nos financiamentos globais. Apenas 4,3% dos recursos são destinados à agricultura, e apenas 1% a pequenos produtores.
Nesse cenário, o Brasil encontra oportunidades para consolidar políticas domésticas de sustentabilidade e bioeconomia, especialmente com a lei de bioinsumos, aprovada no final do ano passado, que regula biofertilizantes e biodefensivos.
A COP30 será um marco para transformar dados e informações em recomendações concretas, com foco em financiamentos climáticos direcionados à agricultura sustentável.
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