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Presidente da Aprosoja questiona eficácia do pacote de Lula contra impactos do tarifaço de Trump


O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Lucas Costa Beber, disse que não confiança no pacote de R$ 30 bilhões, anunciado pelo presidente Lula, para socorrer empresas afetadas pela tarifa de 50% dos Estados Unidos.

Beber disse que a proposta tem alcance limitado e não mitigará situação de todos os setores que devem ser atingidos. O governo federal, segundo ele, deveria ter conversado com os empresários antes da montar o pacote.

“Eu não acredito nesse pacote, o governo prometeu socorro para os produtores do sul que vem, há cinco anos, enfrentando secas e enchentes, e não ajudou [os produtores] aqui dentro do país [no início dos problemas na produção]. O presidente insiste em brigar com a maior economia do mundo e que é o país que mais investe no Brasil”, disse.

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O pacote foi anunciado na terça-feira (13). A principal medida é uma linha de crédito de R$ 30 milhões para ajudar empresas afetadas pelo tarifaço imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump. O acesso ficará disponível a quem se comprometer a manter os empregos.

Beber disse que o argumento do governo federal de que preserva a soberania nacional, ao não entrar em negociação com os EUA, não se sustenta, pois o país não teria mecanismo para gerar segurança alimentar dos brasileiros, por dependência de produtos de outros países.

“Quando o presidente fala que nós temos que defender a nossa soberania, eu pergunto até onde vai a nossa soberania, se não temos nem segurança alimentar. Somos um país com o maior potencial de crescimento no fornecimento de produtores agrícolas, porém, nós importamos 85% dos nossos fertilizantes para produzir alimentos”, disse.

O empresário criticou a postura de Lula ao optar pela exploração do tema da “desdolarização” do mercado internacional, enquanto outros países, também afetados pelas tarifas mais alta de Trump, tem buscado negociação para a redução da cobrança.

“Nós temos que dialogar, primeiro tentar a negociação. Não podemos insistir em falar em desdolarização; nem a Rússia, nem a Índia, nem a China está falando em desdolarização. Eu não sei por que o presidente insiste nisso e acaba criando mais dificuldades nas negociações”, afirmou.

agro.mt

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