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Canola no RS entra na fase final de ciclo com colheita no Noroeste e monitoramento de geadas – MAIS SOJA


A canola evolui para as fases reprodutivas e de maturação, especialmente no Noroeste do Estado, onde algumas lavouras foram colhidas. As temperaturas mais altas e a radiação solar direta foram favoráveis aos cultivos, que continuam, de maneira geral, com bom potencial produtivo. No entanto, as geadas, ocorridas no final do período, podem ter causado danos, a serem avaliados, nas lavouras em floração.

O estado fitossanitário continua satisfatório. São realizados manejos para traça-dascrucíferas e, em algumas regiões, para mofo-branco. A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as condições ambientais do período foram favoráveis aos cultivos. Foram realizados tratos culturais direcionados à proteção contra doenças fúngicas. As lavouras estão predominantemente em fase reprodutiva. Em Maçambará, dos 13.868 hectares cultivados 40% estão em enchimento dos grãos e 60% em floração. De maneira geral, o desenvolvimento da cultura está satisfatório, exceto nas lavouras plantadas/replantadas tardiamente e nas áreas estabelecidas em solos arenosos na região leste do município, as quais sofreram impacto significativo em decorrência do excesso de umidade e da baixa luminosidade, que afetaram o desenvolvimento vegetativo e aumentaram a incidência de doenças foliares.

Na de Erechim, 10% da área está em floração e 90% em formação de síliquas. Na de Ijuí, quase 70% da área cultivada está em estádio de formação de grãos, com plantas de tamanho menor do que em anos anteriores, além de menor número de ramos laterais. Estão 10% dos cultivos em maturação, e pequenas áreas maduras. Houve redução da incidência de traça-das-crucíferas, possivelmente em razão dos manejos, realizados nas semanas anteriores. A ocorrência de geada nas primeiras horas da manhã de 06/09 (domingo) não provocou danos acentuados nas síliquas e nos grãos, mas pode ter comprometido o seu crescimento.

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Na de Passo Fundo, as lavouras estão nas fases de formação de vagens e enchimento de grãos, e continuam com boa condição sanitária. Na de Pelotas, a maior parte dos cultivos está em florescimento. Apesar do adequado estande de plantas, o desenvolvimento está abaixo do esperado, devendo resultar em menores produtividades.

Na de Santa Rosa, a cultura segue com desenvolvimento satisfatório. Os cultivos se encontram entre as fases de enchimento de grãos e maturação. As lavouras mais avançadas se aproximam da época de colheita. Os produtores têm dessecado as áreas após o início da maturação para uniformizar o amadurecimento das síliquas, considerando que as estruturas localizadas na parte basal das plantas normalmente atingem a maturação antes das síliquas superiores, contribuindo para maior eficiência na colheita.

Nas lavouras mais tardias, o foco está voltado ao monitoramento fitossanitário e à realização dos tratos culturais necessários para a manutenção do potencial produtivo. As condições climáticas do período favoreceram essas operações, permitindo o acompanhamento adequado das áreas e a identificação precoce de eventuais problemas.

A incidência de pragas e de doenças segue dentro dos níveis normalmente observados para a cultura, sem registros de danos expressivos ou necessidade de intervenções extraordinárias. Essas áreas mais tardias continuam em enchimento de grãos, e não foram relatados danos pela geada ocorrida em 07/09.  Nas áreas colhidas, principalmente as implantadas mais precocemente, os resultados obtidos têm ficado abaixo das expectativas iniciais. Há relatos de produtividades de cerca de 1.200 kg/ha como reflexo dos efeitos das adversidades climáticas ao longo do ciclo, especialmente durante as fases mais sensíveis da cultura.

Na de Soledade, as condições climáticas do período foram favoráveis à cultura tanto em relação à incidência de radiação solar quanto à temperatura, com médias altas para a época. A maior parte das áreas está em enchimento de grãos (90%), e 10% em florescimento e formação de síliquas. As lavouras, de maneira geral, expressam ótimo padrão produtivo com plantas bem formadas, vigorosas e ramificadas com satisfatória densidade de síliquas. Os agricultores estão monitorando doenças e pragas, sobretudo mofo-branco e traça-dascrucíferas, efetuando controle, quando necessário.

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Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Ijuí é de R$ 134,80; na de Santa Maria, R$ 132,50; na de Santa Rosa, R$ 136,35; na de Passo Fundo, R$ 140,00; e na de Erechim, R$ 130,00. A cotação da saca em Bagé apresenta elevação, alcançando R$ 135,00, puxada pela alta da soja nas últimas semanas. Em Santana do Livramento, o preço é de R$ 129,00 e em Maçambará, R$ 140,00.

Fonte: Emater/RS



 

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