Com mercado superaquecido, retenção de talentos exige novos benefícios e liderança forte. COMARH 2026 debate os desafios do setor na capital
Escassez de mão de obra desafia empresas e amplia debate sobre o futuro das relações de trabalho em Mato Grosso
Com uma das menores taxas de subutilização da força de trabalho do país, estado enfrenta cenário de maior disputa por profissionais qualificados e reforça a importância da gestão estratégica de pessoas
A disputa por profissionais qualificados deve se intensificar em Mato Grosso. Essa é a avaliação feita após o estado registrar a segunda menor taxa de subutilização da força de trabalho do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador considera o conjunto de pessoas desempregadas, subocupadas ou disponíveis para trabalhar e, quanto menor é o índice, mais aquecido está o mercado de trabalho. Na prática, isso significa menos mão de obra disponível e um desafio crescente para empresas que precisam atrair, desenvolver e reter talentos. O tema estará no centro dos debates do Congresso Mato-grossense de Recursos Humanos (COMARH 2026), que será realizado no dia 3 de julho, em Cuiabá.
O evento reunirá especialistas, empresários e profissionais de Recursos Humanos para discutir estratégias voltadas à atração e retenção de talentos, desenvolvimento de lideranças, inteligência artificial aplicada à gestão de pessoas e os desafios de um mercado cada vez mais competitivo.
O cenário reforça uma mudança que já vem sendo observada no mercado de trabalho. Se antes o principal desafio das empresas era preencher vagas, hoje a preocupação também envolve a formação de lideranças, a qualificação contínua das equipes e a criação de ambientes capazes de manter os profissionais engajados e comprometidos com o crescimento das organizações.
As discussões ganham relevância em um momento em que a Conferência Nacional do Trabalho apontou como prioridades o fortalecimento do diálogo entre empregadores e trabalhadores, a modernização dos processos produtivos, a qualificação profissional, a adaptação às transformações tecnológicas e o fortalecimento das relações de trabalho.
Além disso, pesquisas recentes indicam que a retenção de talentos passou a depender de fatores que vão além da remuneração. Benefícios, oportunidades de desenvolvimento profissional, qualidade da liderança e perspectivas de crescimento na carreira têm influenciado cada vez mais a decisão dos trabalhadores de permanecer ou não em uma empresa.
Para a presidente da ABRH-MT, Nádia Macanham, o momento exige uma atuação mais estratégica das organizações.
“Hoje não basta contratar. As empresas precisam criar ambientes em que as pessoas queiram permanecer, crescer e construir carreira. Liderança, desenvolvimento e benefícios deixaram de ser diferenciais e passaram a fazer parte da estratégia de retenção”, comenta.
O desafio, avalia a ABRH-MT, é ainda maior em estados com elevado nível de empregabilidade.
“Em um mercado aquecido como o de Mato Grosso, as organizações precisam olhar para a gestão de pessoas como um fator decisivo para a competitividade. Quem investir no desenvolvimento de talentos e na formação de lideranças estará mais preparado para enfrentar os desafios do futuro do trabalho”, destaca.
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