Estudo elaborado pelo Grupo de Políticas Públicas da Esalq/USP para a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) analisou os impactos econômicos da irrigação em alguns dos principais polos de agricultura irrigada do país e também chegou a conclusões de dimensão social.
A pesquisa analisou sete Regiões Geográficas Imediatas consideradas estratégicas para a irrigação: Barreiras e Santa Maria da Vitória, na Bahia; Unaí e Patos de Minas, em Minas Gerais; Sorriso, em Mato Grosso; e Cruz Alta e São Luiz Gonzaga, no Rio Grande do Sul. Em todos esses polos de irrigação, foi verificada menor dependência de programas de transferência de renda.
O estudo mostrou que a proporção de beneficiários do Bolsa Família ficou 50,9% abaixo da média dos municípios rurais de Mato Grosso, 23,3% abaixo em Minas Gerais e 12,7% abaixo na Bahia.
Ao mesmo tempo, os pesquisadores observaram uma correlação negativa com áreas de pastagem e com a proporção de moradores inscritos no Cadastro Único, sugerindo menor vulnerabilidade socioeconômica nos municípios com maior presença da irrigação.
O material indica, ainda, que a ampliação da agricultura irrigada tem potencial para gerar cerca de R$ 8,9 mil adicionais por hectare no Valor Adicionado Bruto (VAB) da agropecuária dos municípios brasileiros, além de elevar a produtividade, a renda e o emprego no campo.
Pelas estimativas dos pesquisadores, um aumento de cerca de 1.600 hectares irrigados pode acrescentar quase R$ 14 milhões ao VAB agropecuário municipal no longo prazo.
O estudo destaca que isso significa uma ampliação de cerca de R$ 8.921 por hectare irrigado no valor gerado pela agropecuária municipal.
Os resultados ganham relevância diante do espaço ainda existente para crescimento da atividade. Em 2021, o Brasil possuía cerca de 8,2 milhões de hectares irrigados, mas o potencial adicional supera 55,8 milhões de hectares.
Segundo o estudo, esse cenário representa uma “oportunidade estratégica para ampliar a produção agropecuária e fortalecer a resiliência frente às mudanças climáticas”.
Além disso, a pesquisa identificou ganhos diretos na produção agrícola. Entre 2013 e 2023, cada aumento de 1% na área irrigada esteve associado a um crescimento de 0,0698% na produtividade da soja.
Em termos práticos, uma duplicação da área irrigada poderia elevar os rendimentos da cultura em 5,33 sacas por hectare na Bahia; 2,27 sacas por hectare em Minas Gerais; e 2,41 sacas por hectare em Mato Grosso.
O post Municípios com mais áreas irrigadas dependem menos de Bolsa Família, diz estudo apareceu primeiro em Canal Rural.
PL tem reiterado apoio ao senador desde fevereiro, mas sem conseguir superar especulações sobre o…
Os preços do arroz em casca voltaram a recuar no Rio Grande do Sul, interrompendo…
Estado se consolida como o maior produtor de carne do país, concentrando 17,5% de todo…
Disputa das ruas mais decoradas para a Copa ocorre nos stories do Instagram até quinta-feira…
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil Os preços do arroz em casca registraram nova queda no…
Pelo sexto mês consecutivo, os preços do algodão em pluma continuam em baixa no mercado…