O mercado brasileiro de soja teve uma sessão de pouca movimentação nesta quinta-feira (11), marcada por escassez de negócios e ausência de volumes expressivos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, apenas lotes pontuais foram negociados ao longo do dia, refletindo a cautela dos produtores diante da queda das cotações.
O relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe poucas alterações nos números globais da soja. Ainda assim, os contratos futuros da oleaginosa registraram forte queda na Bolsa de Chicago, intensificando recuo do dólar frente ao real.
Os prêmios de exportação apresentaram avanço, mas insuficiente para compensar as perdas observadas nos demais componentes de formação de preços. Como resultado, as indicações no mercado físico brasileiro recuaram entre R$ 1,50 e R$ 2,00 por saca.
De acordo com Silveira, a combinação entre Chicago e dólar em baixa afastou os vendedores. Com isso, a participação dos agentes foi reduzida ao longo do dia, resultando em um mercado travado e com poucos negócios concretizados.
Em Chicago, os contratos futuros da soja encerraram o pregão em baixa. O vencimento julho fechou a US$ 11,15 por bushel, queda de 8 centavos de dólar ou 0,71%. Já a posição agosto terminou cotada a US$ 11,20½ por bushel, com retração de 7,25 centavos ou 0,64%.
O USDA manteve a projeção da safra norte-americana de soja em 2026/27 em 4,435 bilhões de bushels, equivalentes a 120,7 milhões de toneladas, com produtividade estimada em 53 bushels por acre. Os estoques finais foram projetados em 310 milhões de bushels, ou 8,44 milhões de toneladas.
Para o cenário global, o órgão estimou a safra mundial de soja em 441,34 milhões de toneladas em 2026/27. Os estoques finais foram projetados em 124,88 milhões de toneladas, abaixo das expectativas do mercado.
O USDA manteve a previsão da safra brasileira de soja em 180 milhões de toneladas para 2025/26 e projetou produção de 186 milhões de toneladas em 2026/27. Já para a Argentina, a estimativa para 2025/26 foi elevada para 50 milhões de toneladas, dois milhões acima da projeção anterior.
Outro fator de pressão veio do mercado externo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã avançaram e indicou que um acordo entre os países pode ser formalizado em breve. O anúncio provocou forte queda nas cotações do petróleo, contribuindo para ampliar as perdas da soja ao longo da sessão.
No mercado cambial, o dólar comercial encerrou o dia com baixa de 1,33%, cotado a R$ 5,0995 para venda. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,0814 e R$ 5,1909.
O post Em dia de USDA, saiba se cotações de soja caíram ou subiram no país; produtores demonstram cautela apareceu primeiro em Canal Rural.
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