Categories: Sustentabilidade

Brasil segue na preferência da China quando o assunto é soja. Mas até quando? Economista da avalia


Foto: Pixabay/Montagem: Canal Rural

Apesar dos recentes anúncios envolvendo uma possível ampliação das compras chinesas de soja dos Estados Unidos, o Brasil segue ocupando uma posição estratégica no abastecimento do mercado chinês. No entanto, especialistas alertam que o setor não deve encarar essa liderança como algo permanente ou garantido.

Em entrevista ao Soja Brasil, o economista Felippe Serigati, da FGV Agro, analisou os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e China e os possíveis impactos para o agronegócio brasileiro. ”Durante um encontro entre o presidente norte-americano Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping, foi anunciada a intenção de elevar as compras chinesas de soja americana para 25 milhões de toneladas”, explica.

  • Fique por dentro das principais notícias da soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Na avaliação de Serigati, embora o número represente um aumento em relação ao volume adquirido no último ano, não configura uma mudança expressiva quando comparado ao histórico das importações chinesas. “No entanto, se olharmos para os anos anteriores, a China já comprava dos Estados Unidos algo em torno de 25 milhões de toneladas por ano, às vezes um pouco menos, às vezes um pouco mais”, explica.

O economista lembra ainda que, antes do início da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, os chineses chegaram a importar mais de 35 milhões de toneladas de soja norte-americana. Por isso, ele avalia que o anúncio teve mais relevância política do que impacto efetivo no mercado.

“Provavelmente foi uma sinalização para que Trump pudesse apresentar algum resultado ao seu público, mas sem representar uma alteração nos fluxos globais de comércio da soja”, pontua.

Apesar disso, Serigati ressalta que o Brasil deve permanecer atento aos movimentos entre Washington e Pequim. Segundo ele, o país não pode considerar definitiva sua posição de principal fornecedor da China.

“Não podemos partir do princípio de que somos um fornecedor preferencial garantido. Se há insegurança em relação ao fornecedor norte-americano, porque Pequim aumentaria suas compras? Ainda assim, precisamos acompanhar de perto a relação entre China e Estados Unidos, porque ela pode gerar efeitos tanto positivos quanto negativos para o agro brasileiro”, destaca.

O post Brasil segue na preferência da China quando o assunto é soja. Mas até quando? Economista da avalia apareceu primeiro em Canal Rural.

agro.mt

Recent Posts

TCE amplia diálogo sobre Reforma Tributária com setor produtivo do turismo em MT

O presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (Copsfid) do Tribunal de Contas…

9 horas ago

Blairo Maggi elogia Renan Santos e o chama de alternativa à polarização

Empresário destacou o fundador do MBL como alternativa no cenário político nacional. O ex-ministro da…

10 horas ago

Flávio Bolsonaro e Michelle voltam a se entender após pedido público de desculpas

Ex-primeira-dama aceitou as desculpas do senador e afirmou que ambos voltarão a atuar em conjunto…

10 horas ago

John Deere começará a produzir componentes eletrônicos de máquinas no Brasil

Trator autônomo 9RX, da John Deere. Fotos: Divulgação A John Deere anunciou a ampliação de…

11 horas ago

Agamenon e Antônio Horácio passam a integrar o Tribunal de Justiça de MT

Novos desembargadores foram eleitos em sessão administrativa realizada nesta quinta-feira O Tribunal de Justiça de…

11 horas ago

Polícia Civil empossa novos delegados nesta sexta (24) com foco no interior de MT

Onze delegados e uma escrivã assumem os cargos e passam por curso de formação de…

12 horas ago