Há mais de duas décadas, a plataforma Bollgard tem transformado a cotonicultura brasileira com uma abordagem personalizada para o produtor, reunindo tecnologias voltadas à proteção contra lagartas e ao manejo de plantas daninhas para contribuir com ganhos de produtividade no campo. Agora, a Bayer dá mais um passo nessa trajetória de inovação. Durante a Casa do Algodão Bayer em Campo, realizada em Sorriso, MT, a companhia apresentou aos representantes da cadeia os avanços da próxima evolução da tecnologia, e confirmou que a quarta geração da biotecnologia Bollgard será lançada até 2028.
Além dos benefícios já entregues pelas biotecnologias anteriores da família Bollgard, a novidade dará um salto tecnológico com novas proteínas para proteção contra as principais lagartas da cultura, mais flexibilidade no manejo de plantas daninhas e a ThryvOn, a primeira biotecnologia com essa inovação no Brasil, desenvolvida especificamente para fornecer proteção integrada em plantas de algodão contra o inseto tripes.
“A plataforma Bollgard acompanha a evolução da cotonicultura brasileira. Agora, mostramos como o futuro dessa história será escrito. A quarta geração da biotecnologia representa um avanço da nossa pesquisa para reforçar o compromisso da Bayer em seguir investindo em inovação para entregar produtividade, sustentabilidade e competitividade à cadeia do algodão no país”, afirmou o diretor de Negócios de Algodão da Bayer, Fernando Prudente.
A programação reuniu produtores, pesquisadores, representantes da indústria têxtil, exportadores e entidades do setor para discutir o presente e o futuro da cultura. O evento incluiu uma visita à estação de pesquisa da Bayer, em Sorriso, onde os convidados conheceram os avanços da próxima geração da plataforma Bollgard. Na sequência, houve uma visita técnica à Fazenda da Pedra, no mesmo município, para demonstrações em campo do desempenho da biotecnologia Bollgard 3 XtendFlex (B3XF) e do portfólio de sementes Deltapine, desenvolvido a partir do maior banco de germoplasma de algodão do mundo.
O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli, proprietário da Fazenda da Pedra, explicou como as inovações colaboram com o desenvolvimento da cotonicultura no país. “No passado, tínhamos poucas tecnologias; com o passar dos anos, elas vieram agregar valor à produção e facilitar o cultivo, o que nos tornou o maior exportador de algodão do mundo”, disse.
Segundo o presidente da Abrapa, o desenvolvimento de novas tecnologias nos próximos anos contribuirá para a qualidade da fibra, a produtividade e a competitividade do algodão brasileiro. “Com isso, produziremos algodão com mais qualidade e menor custo de produção, utilizando essas ferramentas para reduzir o uso de defensivos agrícolas e manter ou aumentar a nossa produtividade”, completou.
Para a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto, o desenvolvimento de novas tecnologias auxiliará no planejamento no campo. “É muito bom para nós, produtores, pois passa a ser uma segurança receber notícias de novas tecnologias em relação a variedades de algodão com custos mais baixos, mas, acima de tudo, com produtividade e melhor qualidade da nossa fibra. Pensar no futuro do algodão para o Brasil e para o mundo nos dá conforto e otimismo”, explicou.
Mato Grosso foi escolhido para abrigar o evento pela posição que ocupa na cotonicultura nacional. O estado responde por cerca de 68% da produção brasileira de algodão em pluma. Na safra 2025/26, a expectativa é que o estado colha aproximadamente 2,7 milhões de toneladas, de um total estimado em 3,97 milhões de toneladas no país. Para sustentar essa liderança, os cotonicultores enfrentam desafios, entre eles o controle de plantas daninhas de difícil manejo, como o caruru. Além de Mato Grosso, a Bayer planeja visitar outros polos de cotonicultura no país.
Presente em variedades de sementes como a Deltapine, a Bollgard 3 XtendFlex contribui para o manejo da cultura ao oferecer flexibilidade no controle de plantas daninhas, como o caruru, e proteção contra as principais lagartas do algodão, além de tolerância aos herbicidas glifosato, glufosinato de amônio e dicamba para diferentes ambientes produtivos, tanto em áreas de primeira quanto de segunda safra.
Outra evolução à base de dicamba apresentada pela Bayer no evento foi o XtendiMax 2. O herbicida é recomendado para aplicações em dessecação pré-plantio e over the top (pós-emergência) no início do ciclo do algodão e da soja. Essa nova geração reduz o risco de volatilidade e deriva nas lavouras, e compõe o manejo contra plantas daninhas que afetam as lavouras, como a buva e diversas espécies de caruru, e já está disponível no mercado.
Representantes de toda a cadeia participaram da agenda da Casa do Algodão Bayer em Campo, entre eles, a Embrapa, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA), a Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA), o Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMA-MT), a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), a Associação Piauiense dos Produtores de Algodão (Apipa), a Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), a Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa) e a Tropical Melhoramento & Genética (TMG).
A cotonicultura exige um planejamento contínuo e decisões técnicas ao longo de todo o ciclo produtivo. O manejo integrado, aliado à escolha adequada de variedades e produtos voltados à proteção dos cultivos, auxilia no enfrentamento dos desafios relacionados a pragas, doenças e plantas daninhas, além de contribuir para a produtividade e a qualidade da fibra.
Durante a agenda, além da biotecnologia Bollgard, a Bayer apresentou seu portfólio de proteção de cultivos voltado ao algodão. Entre as soluções, estão: o XtendiMax 2; o tratamento de sementes Bayer Guardião, solução desenvolvida para o controle de pragas e doenças iniciais da cultura, como o tombamento e a mela; o Dropp Ultra, destinado à desfolha do algodão; o regulador de crescimento Finish; o fungicida Fox Xpro, indicado para o manejo de doenças como mancha-alvo e mancha de ramulária; e o inseticida Curbix, direcionado ao controle do maior desafio do cotonicultor, o bicudo-do-algodoeiro.
No evento, também foram apresentadas soluções em desenvolvimento para os próximos anos, como o inseticida Plenexos, atualmente em fase de registro, com maior eficiência no controle populacional da mosca-branca e do pulgão; o fungicida Iblon, previsto para 2028, que será uma ferramenta para o controle das principais doenças foliares, como a mancha de ramulária e a mancha-alvo; e o novo herbicida pré-emergente Mateno Pre, em fase de registro. Todas essas inovações ampliarão o pipeline da companhia para a cotonicultura.
Além da produtividade, o algodão também ocupa papel relevante nas discussões sobre sustentabilidade. Segundo dados do setor, mais de 90% da produção nacional é cultivada em regime de sequeiro, ou seja, depende da água da chuva, enquanto a irrigação é adotada em algumas regiões. Esse modelo contribui para a eficiência no uso de recursos hídricos na produção da fibra no país. Ferramentas como a plataforma PRO Carbono da Bayer permitem identificar as emissões de CO₂ nas lavouras e orientar ajustes de manejo para reduzi-las, com respeito às particularidades regionais e apoio a decisões mais eficientes ao longo da cadeia.
O conteúdo debatido durante a agenda da Bayer em Sorriso será levado ao 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), que será realizado de 22 a 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG), e reunirá toda a cadeia para a troca de informações e a apresentação de novas tecnologias para o setor.
Sobre a Bayer
Guiada por sua missão “saúde para todos, fome para ninguém”, a Bayer é uma empresa global que atua para desenvolver soluções inovadoras que respondam a alguns dos maiores desafios da humanidade nas áreas de saúde e agricultura. Fundada na Alemanha em 1863 e presente em mais de 80 países, está no Brasil há 130 anos, seu segundo maior mercado no mundo, com negócios nos segmentos de Agricultura, Farmacêutico e Saúde do Consumidor. É comprometida com a inovação, a diversidade e a sustentabilidade, investindo continuamente em pesquisa e desenvolvimento para promover avanços que unam produtividade, preservação ambiental e acesso à saúde de qualidade.
Foto: Paulo Kurtz O preparo de amostras de DNA de trigo passa a ser automatizado…
Liminar obriga presidente da Câmara a convocar sessão extraordinária para analisar projeto que amplia limite…
TSE registrou aumento de 1,46% no eleitorado em relação ao pleito de 2022. Região Norte…
O mercado imobiliário de Cuiabá acompanha a chegada do Amani, novo empreendimento vertical da São…
A consultoria Argus atualizou as estimativas para a produção de trigo na Europa e na…
Os partidos que compõem a frente de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva…