Prefeito Abilio Brunini e o conselheiro Sérgio Ricardo visitaram o CDMIC para averiguar o estoque de material da Secretaria de Educação de Cuiabá
Uma inspeção do Prefeitura de Cuiabá e do Tribunal de Contas (TCE) ao estoque de material de Secretaria de Educação encontrou 16,8 mil livros sobre educação financeira, que teriam sido comprados via contrato com suspeita de irregularidade.
Também foi adquirido livro cuja editora já havia sido alertada sobre erro crasso de língua portuguesa. A vistoria foi realizada pelo prefeito Abilio Brunini e pelo presidente do TCE, conselheiro Sérgio Ricardo na manhã desta sexta-feira (29).
Os mais de 16 mil livros sobre finança não serviriam para a rede municipal educação, pois, segundo Abilio, as escolas não têm na grade curricular a disciplina de educação financeira. Os livros estão estocados em pacote ainda plastificados, no Centro de Distribuição de Medicamento e Insumo de Cuiabá (CDMIC).
A compra foi atribuída ao ex-secretário Amauri Monge. Ele já trabalhou na Secretaria de Estado de Educação (Seduc). O conselheiro Sérgio Ricardo disse que, por extensão, também irá apurar as compras da Seduc no período de trabalho de Amauri.
Segundo Abilio, o ex-secretário priorizou no começo deste ano o pagamento de R$ 21 milhões do contrato de R$ 40 milhões de livros didáticos. O prefeito teria autorizado em janeiro a transferência de dinheiro para compra de materiais de limpeza as escolas. Amauri deixou o cargo no fim de março.
“Eu não questiono a capacidade técnica do Amauri, eu quero saber por que em janeiro eu repassei dinheiro para comprar materiais de limpeza para as escolas e ele priorizou o pagamento de R$ 21 milhões? Faltando dinheiro para outras coisas e ele prioriza o pagamento dos livros”, disse.
A secretaria também comprou livros cuja editora já tinha sido alertada sobre erro de gramática. O conselheiro Sérgio Ricardo disse que já tinha recebido de presente da coleção em box chamada Theo da mesma editora que negociou com a Secretaria de Educação.
“Eu tive oportunidade de receber uma coleção dessa, que tinha erro de concordância, de gramática, no lugar da palavra ‘mas’ estava a palavra ‘mais’. Eu avisei às empresas que estavam oferecendo [os livros] que, se elas quisessem vender os livros para escolas em Mato Grosso, tinha que corrigir o erro”, disse.
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