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CEEMA/Unijuí: Redução da área plantada pode elevar preços do trigo na próxima safra – MAIS SOJA


O trigo igualmente assistiu, em Chicago, um recuo em suas cotações nesta última semana de maio. O bushel do cereal, para o primeiro mês cotado, fechou a quinta-feira (28) em US$ 6,24, contra US$ 6,47 uma semana antes.

Dito isso, as condições das lavouras estadunidenses de trigo de inverno, até o dia 24/05, aparesentavam-se com 44% entre ruins a muito ruins, 30% regulares e apenas 26% entre boas a muito boas. Já o trigo de primavera, na mesma data, estava com 86% da área esperada semeada, contra 79% na média histórica. Do total semeado, 56% havia germinado, contra 51% na média.

E no Brasil, os preços voltaram a melhorar na média. As principais praças gaúchas se mantiveram entre R$ 65,00 e R$ 66,00/saco, porém, no Paraná o produto se consolidou em R$ 70,00/saco.

Os aumentos de preço estão ligados a falta de produto de qualidade superior, a preços mais elevados na importação, e a forte redução de área semeada que se cristaliza na medida em que o plantio avança neste momento.

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No Paraná, no dia 25/05 o plantio do cereal atingia a 61% da área esperada. Já no Rio Grande do Sul o mesmo ainda está em sua fase inicial. Por outro lado, em 2025 o Brasil moeu 13,3 milhões de toneladas de trigo, com avanço de 0,6% sobre 2024. Foi o maior volume anual desde 2021. Houve maior ocupação da capacidade instalada, com a taxa média superando a 76%.

“O Paraná se manteve como o principal polo de moagem de trigo, com 3,9 milhões de toneladas, apesar de uma queda anual de 1%, seguido pelo Rio Grande do Sul (2 milhões de toneladas, +3%) e São Paulo (1,73 milhão de toneladas, -7,6%). Os Estados do Norte e Nordeste, que importam a maior parte da demanda de trigo, verificaram aumento de 4,7% na moagem de trigo, para 3,5 milhões de toneladas. Enquanto isso, o Brasil importou 6,88 milhões de toneladas de trigo em 2025, volume que respondeu por pouco mais da metade do total processado no país. A maior parte das importações veio da Argentina, com 5,4 milhões de toneladas, seguida do Uruguai (767.800 toneladas) e Paraguai (513.000 toneladas)” (cf. Abitrigo).

Enfim, “no Rio Grande do Sul os preços da safra velha continuam melhorando aos poucos. Os moinhos elevaram as indicações para R$ 1.430,00 a R$ 1.450,00 por tonelada CIF para trigo normal, sem característica branqueadora ou melhoradora. No mercado FOB, as referências estão em R$ 1.330,00 para junho, R$ 1.350,00 para julho e R$ 1.370,00 para agosto. A tendência de redução na área de trigo para a safra nova é considerada generalizada, diante da falta de sementes e do menor uso de tecnologia.

Caso esse movimento se confirme, os preços devem se elevar após a futura colheita. Ainda no estado gaúcho, o trigo melhorador segue difícil de ser encontrado, sendo que as coberturas de junho estão próximas de 100%, enquanto julho é estimado em 40%. Em Santa Catarina, o mercado avança de forma gradual, acompanhando os movimentos do Paraná e do Rio Grande do Sul.

Com preços relativamente estáveis nas demais origens, o frete segue como principal fator de diferença nos valores finais. O trigo catarinense passou para R$ 1.350,00 a R$ 1.400,00 por tonelada FOB, enquanto as ofertas do Paraná ficaram entre R$ 1.320,00 e R$ 1.350,00 no Sudoeste. E no Paraná a escassez de matéria-prima de boa qualidade mantém os preços elevados. Negócios recentes foram reportados a R$ 1.350,00 por tonelada na região central, R$ 1.400,00 FOB no norte e R$ 1.450,00 CIF na região de Curitiba. As ofertas seguem limitadas, com produtores buscando valores maiores e moinhos avaliando propostas, embora as alternativas mais baratas praticamente tenham desaparecido” (cf. TF Agronômica)

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Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).



 

FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

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Site: Ceema/Unijuí

agro.mt

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