A Equinor anunciou nesta quinta-feira (28) um investimento de R$ 17,2 milhões em um projeto de pesquisa voltado à produção de biometano a partir de resíduos da cana-de-açúcar gerados pela indústria do etanol na Região Sudeste. A Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) também participará da iniciativa, com aporte adicional de R$ 9,2 milhões. O projeto terá duração de 42 meses.
Batizado de Res2Bio, sigla para “Residues to Biomethane”, o projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) vai avaliar o potencial de subprodutos como bagaço, palha e vinhaça para ampliar a produção de biometano. O foco está no aproveitamento energético de resíduos já presentes na cadeia sucroenergética, especialmente na indústria de etanol.
Segundo as informações divulgadas, o trabalho prevê a análise de diferentes métodos de pré-tratamento dos resíduos, a combinação de matérias-primas para elevar a geração de biogás e o aprimoramento da etapa de purificação, com separação do metano de outros gases para atender aos padrões de mercado.
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Participam da iniciativa o Centro Paulista de Estudos em Biogás e Bioprodutos (CP2B), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e o Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). O projeto também contará com apoio de pesquisadores da Universidade de Aalborg, da Universidade Norueguesa de Ciências da Vida (NMBU) e do Instituto Norueguês de Pesquisa em Bioeconomia (NIBIO).
Para a agroindústria da cana, a pesquisa pode ampliar o uso econômico de resíduos já gerados no processamento do etanol e fortalecer a integração entre produção agrícola, indústria e energia. O biometano é considerado uma alternativa ao gás fóssil e pode ser utilizado sem necessidade de grandes adaptações na infraestrutura existente.
Em nota, a diretora de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Equinor, Andrea Achoa, afirmou que o projeto tem potencial para gerar valor ao país e à academia. Ela também destacou que a conversão de resíduos orgânicos pode contribuir para reduzir emissões de metano associadas à decomposição desses materiais.
O projeto ainda está em fase de pesquisa e desenvolvimento, o que limita estimativas sobre escala comercial e volume futuro de produção. Os resultados esperados ao longo dos 42 meses devem indicar a viabilidade técnica do uso ampliado desses resíduos na cadeia de biocombustíveis.
Fonte: Estadão Conteúdo
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