O mercado brasileiro de soja teve uma sessão de pouca movimentação nesta terça-feira (26), marcada por pequenas oscilações nos preços e maior firmeza na demanda das indústrias no mercado interno. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as fábricas apresentaram ofertas mais atrativas, especialmente em Goiás, enquanto os portos tiveram um dia mais lento, sem grandes negociações reportadas.
O cenário externo limitou variações mais expressivas nos preços. A Bolsa de Chicago encerrou o dia em baixa, o dólar apresentou leve alta e os prêmios permaneceram praticamente estáveis. Com isso, as cotações tiveram mudanças pontuais na maior parte das regiões acompanhadas.
De acordo com Silveira, o mercado teve um comportamento “morno” ao longo da sessão, refletindo a cautela dos agentes diante do cenário internacional e da expectativa em relação ao andamento da safra norte-americana.
No mercado físico brasileiro, algumas praças registraram estabilidade, enquanto outras apresentaram pequenas quedas nas cotações da soja.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta terça-feira. As previsões de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas pressionaram o mercado na primeira sessão após o feriado nos Estados Unidos.
O mercado segue atento às condições climáticas e ao avanço do plantio nos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulga o relatório semanal sobre o andamento das lavouras nas principais regiões produtoras.
Segundo informações da agência Reuters, o clima seco em grande parte do cinturão do milho deve favorecer o avanço do plantio, embora aumente a preocupação com a seca em áreas do Meio-Oeste e das Planícies do Norte. As chuvas recentes, porém, melhoraram a umidade do solo em regiões como o sudeste do Meio-Oeste, leste de Nebraska e delta do Mississippi.
Os contratos da soja com entrega em julho encerraram o dia cotados a US$ 11,86 por bushel, com queda de 10,50 centavos de dólar ou 0,87%. A posição agosto fechou em US$ 11,85 por bushel, com baixa de 10 centavos ou 0,83%.
Entre os subprodutos, o farelo de soja para julho caiu US$ 3,30, encerrando a US$ 328,60 por tonelada. Já o óleo de soja para julho fechou em alta de 0,51%, cotado a 74,36 centavos de dólar por libra-peso.
No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,15%, cotado a R$ 5,0275 para venda e R$ 5,0255 para compra. Durante o pregão, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,0035 e R$ 5,0375.
O post Pouca movimentação e preços estáveis a mais baixos marcam o dia da soja; saiba as cotações apareceu primeiro em Canal Rural.
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