O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem grandes movimentações, em um ambiente de pequenas oscilações nas cotações e pouca disposição para novos negócios. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, as melhores ofertas continuaram concentradas em pagamentos mais alongados.
A indústria apresentou demanda um pouco melhor ao longo da sessão, enquanto nos portos o ritmo permaneceu mais calmo. Com o feriado nos Estados Unidos na segunda-feira, a Bolsa de Chicago teve baixo volume de negócios, o que também contribuiu para uma postura mais defensiva dos agentes.
”Ninguém quis se expor”, resume Silveira. Segundo o especialista, tanto os players quanto os produtores seguiram mais afastados, com retenção de ofertas de grandes volumes.
Os contratos futuros da soja fecharam em leve alta nesta sexta-feira (22) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando a alta semanal. Com o feriado da segunda-feira nos Estados Unidos, os participantes optaram por posicionar suas carteiras.
A previsão climática segue indicando condições favoráveis ao avanço do plantio e desenvolvimento das lavouras americanas. Por enquanto, o sentimento é de safra cheia nos Estados Unidos, ampliando a oferta global da oleaginosa. Ao final das temporadas, Brasil e Argentina têm revisado suas estimativas para cima.
Destaque nesta semana para a revisão na projeção para a produção argentina anunciada pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires. A estimativa passou de 48,6 milhões para 50,1 milhões de toneladas.
O governo da Argentina anunciou uma possível redução dos direitos de exportação (DEX) para a soja a partir de janeiro de 2027, condicionada ao desempenho da arrecadação e à eventual reeleição presidencial. A proposta prevê uma redução gradual das alíquotas entre 0,25% e 0,50%
ao mês.
Segundo o analista Agustín Geier, da Safras & Mercado, a medida não deve provocar movimentos relevantes nos preços da soja devido a diversos fatores. “O ajuste não está 100% garantido, pois depende do desempenho da economia em geral. Além disso, como se trata de uma alíquota inicial muito baixa, a tradução para valores reais hoje representa uma mudança de apenas US$ 1 por tonelada, afirmou.
Para a próxima semana, além da questão do clima nos Estados Unidos, outros dois fatores seguem no radar dos agentes. O primeiro é a possibildade de um acordo entre Estados Unidos e Irã, visando uma solução no Oriente Médio. O mercado também aguarda mais detalhes sobre o acordo anunciado no início desta semana envolvendo compras de produtos agrícolas americanos pela China.
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 2,25 centavos de dólar, ou 0,18%, a US$ 11,96 1/2 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,95 por bushel, com elevação de 1,50 centavo de dólar ou 0,12%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 3,50 ou 1,06% a US$ 331,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,98 centavos de dólar, com ganho de 0,11 centavo ou 0,14%.
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,55%, sendo negociado a R$ 5,0283 para venda e a R$ 5,0263 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9971 e a máxima de R$ 5,0311. Na semana, a moeda recuou 0,75%.
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