A 32ª edição da Caravana Agro Exportador foi aberta nesta sexta-feira (22), em Petrolina (PE), com foco na preparação de produtores, cooperativas, agroindústrias e pequenas e médias empresas para o comércio exterior. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a iniciativa busca ampliar a cultura exportadora e orientar o setor sobre exigências sanitárias, inteligência comercial, certificações e financiamento. A cidade foi escolhida por concentrar um dos principais polos exportadores de frutas frescas do país.
Durante a programação, o evento reuniu agentes da cadeia produtiva para discutir acesso a mercados, agregação de valor e promoção comercial. De acordo com o Mapa, a Caravana Agro Exportador foi criada em 2024 e já soma 32 edições em 15 estados, com 11 cadeias produtivas atendidas e mais de 3,5 mil participantes.
Em Petrolina, o eixo central foi a fruticultura, especialmente diante das oportunidades associadas ao acordo entre Mercosul e União Europeia. Segundo o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Laudemir Muller, cadeias como a da uva passam a contar com tarifa zero imediata, enquanto outros produtos terão redução gradual. Ele afirmou que a União Europeia importa cerca de US$ 7 trilhões, dos quais US$ 3 trilhões vêm de fora do bloco.
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O tema tem efeito direto sobre uma região que já opera com presença internacional no mercado de frutas frescas. A redução tarifária tende a alterar a competitividade relativa do produto brasileiro frente a concorrentes como Chile, Peru, África do Sul e Estados Unidos, citados no evento pelo presidente do Conselho de Administração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Guilherme Coelho.
A agenda também incluiu sustentabilidade como requisito comercial. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, práticas sustentáveis passaram a ser condição de acesso e permanência em mercados externos. O evento recebeu selo de reconhecimento do Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE), coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Para produtores e agroindústrias da fruticultura, a orientação técnica sobre regras sanitárias, certificações e condições tarifárias pode influenciar a inserção em novos mercados. O alcance efetivo dessas oportunidades, no entanto, depende do cumprimento de exigências comerciais e regulatórias, que não foram detalhadas integralmente no material divulgado.
Fonte: gov.br
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