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Arroz segue pressionado com safra cheia e avanço da colheita


Foto: Paulo Lanzetta

A consolidação de uma safra volumosa no Mercosul e o avanço praticamente final da colheita no Brasil seguem pressionando o mercado de arroz. Com oferta elevada, o espaço para uma recuperação mais consistente nos preços ainda é limitado.

Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, parte dos agentes já começa a acompanhar com mais atenção fatores externos que podem mudar o equilíbrio global do mercado no segundo semestre.

No Brasil, a colheita já supera 94% da área estimada. No Rio Grande do Sul, os trabalhos se aproximam do fim, consolidando uma produção próxima de 7,9 milhões de toneladas, base casca. A safra brasileira deve ficar ao redor de 11 milhões de toneladas.

De acordo com Oliveira, a produtividade elevada em importantes regiões produtoras do estado, acima de 8,8 toneladas por hectare, somada ao bom rendimento de engenho e à alta incidência de grãos inteiros, reforça a percepção de ampla oferta no mercado interno.

Nesse cenário, os preços seguem pressionados, embora ainda encontrem alguma sustentação na postura mais cautelosa de produtores capitalizados. Na Fronteira Oeste, as referências variam entre R$ 57 e R$ 59 por saca de 50 quilos. Na Campanha e na Depressão Central, os negócios giram entre R$ 56 e R$ 58.

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Já nas regiões com maior qualidade industrial, como Zona Sul e Planícies Costeiras, as negociações permanecem entre R$ 62 e R$ 65 por saca.

O início da temporada também já registra déficit na balança comercial do arroz, com importações acima das exportações. O cenário reforça a necessidade de retomada do fluxo exportador para equilibrar o mercado doméstico.

Apesar disso, o ambiente internacional começa a apresentar fatores de sustentação. Segundo o consultor, Chicago já trabalha perto de US$ 13 por quintal curto, refletindo fundamentos globais mais firmes.

O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponta redução de área e de produção mundial para a temporada 2025/26, além de estoques finais ligeiramente menores na comparação anual.

Além disso, riscos climáticos voltam ao radar do mercado. O retorno das discussões sobre El Niño, as ondas de calor na Índia, o excesso de chuvas em Bangladesh e os custos mais elevados de fertilizantes, combustíveis e crédito agrícola ampliam a preocupação com a capacidade produtiva global nas próximas temporadas.

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A média da saca de arroz no Rio Grande do Sul, com padrão de 58% a 62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou a quinta-feira (14) cotada a R$ 60,24. O valor representa queda de 2,29% frente à semana anterior. Em relação ao mês passado, o recuo é de 4,40%. Na comparação com o início de 2025, a desvalorização chega a 21,16%.

*Com informações da Agência Safras News

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agro.mt

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